Sou uma espécie de cancioneiro da corrida. Não faço relatos, transmito os sonhos que vivo nas minhas aventuras. Vou fazendo das tripas motivação.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Devo um pedido de desculpa aos meus (forçados) leitores.
Parece que num texto aqui publicado (e para todos vós enviado) dei um valente biqueiro na gramática. Em vez de assertivo, escrevi acertivo. Pelo valente erro peço desculpa. Mas já que no telefonema em que fui informado do dito, me chamaram arrogante e prepotente, além de vaidoso, devo, em minha defesa referir que não sou licenciado em nada, não tive grandes notas a Português, nem sou tão pouco Jornalista (Profissão que muito prezo). Como tal, gabo-me (cá vem a vaidade) de, em todo o blogue, ter metido "a pata na poça", por uma única vez. Uma coisa vos garanto, a minha prepotência e arrogância (enquanto sujeito da sociedade, pois a dita pessoa acha que eu como blogger me transformo em algo melhor...), levou-me à batota. A partir de hoje deixo de escrever directamente no blogue. Para não voltar a acontecer tal facto tão gravoso, a partir de agora faço os meus textos num corrector ortográfico on-line. E dos que já estão actualizados com o acordo ortográfico. Ora toma!
Esta semana bloqueei! Exactamente: BLOQUEEI! Cheguei no Sábado, dormi quase todo o dia, exceptuando os cortes para comer alguma coisinha, o mesmo programa para Domingo. Segunda-Feira, comecei o dia a dizer mal da gente cá do burgo, (que tinha começado mal aterrei em Lisboa), continuei por mais dois dias, até que, hoje, voltei à Terra. Concluí que isto tudo não passava de uma pequena depressão (lol) provocada pelo tempo passado num País um pouco (muito) mais desenvolvido e com gente mais evoluída que o comum dos tugas. Nós somos assim. Passámos uns dias no estrangeiro e quando aqui chegámos, achámos que tudo deveria ser um pouco diferente. E devia, mas infelizmente não é, e não podemos mudar a coisa de repente, como tal, bloqueamos. Já desbloqueei, já cá estou de novo. Já fui correr ontem e hoje pela manhã, embora com os pulmões, ainda, a responder um pouco mal devido à (forte) constipação da última semana. Já recomecei a escrita prometida, embora sem a devida dedicação temática, mas, com a recuperação (do bloqueio) completa, isto arranca e melhora.
Digo eu, sei lá...
sábado, fevereiro 14, 2009
Já fui acusado de estar a curtir os ultimos cartuchos, mas não, estou mesmo é a preparar-me para dormir duas horitas e de seguida esperar que o avião da Iberia me leve até Lisboa.
Acabou mais uma semana de trabalho e mais uma bela e estafante Feira. Como de costume houve alguns precalços, como já descrevi, mas ainda não falei sobre o meu maior martírio nestas semanas de feira. Como prometido aqui fica um memorando em homenagem ao individuo que mais me castiga durante a semana de feira.
Ronco - Em português, ressonar.
Como é sabido, as unidades hoteleiras que estão perto dos recintos feriais, aproveitam-se destas ocasiões para equilibrar as finanças, subindo os preços. Por uma questão de, racional, poupança, decidimos que os nossos quartos deveriam ser partilhados. Ora, o meu companheiro de quarto é o n.º1 a ressonar. O ano passado dormi à razão de 2 horas, não mais, por noite. Este ano, na primeira noite aconteceu-me o mesmo. Na segunda fui comprar tampões para os ouvidos. Como não eram suficientes, tive que virar a cama ao contrário. Imagino o que sofrem as pessoas que têm de partilhar quarto com alguém que ronque como um animal portentoso em permanência. No caso de um casal deveria, inclusivé dar direito a divórcio. O nosso sono é de ouro porra! E o meu é, normalmente pesado, mas este meu companheiro de "habitacione", tem potência sonora. Imaginem que nem as tiras para dilatar as narinas do moço, (que comprei ainda em Portugal adivinhando o que me esperava), funcionaram! Este texto está a demorar tanto a escrever que ele já começou a aquecer os reactores! É como um avião em potência máxima prestes a levantar vôo, só que este mantém-se em terra. Eu desconfio que se por acaso algum dia este moço tenha de voar num daqueles hotéis voadores com cama na classe executiva, mandam aterrar por avaria nos reactores. É impressionante! O que lhe vale é que é bom moço, e a mim que são só 4 noites. Esta é a última, graças a Deus!
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Hoje acordei melhor. Depois de muito experimentar vários, quase placebos, medicamentos para a forte constipação que se apoderou de mim, ontem, deram-me uma coisa que diziam ser para cavalos, que funcionou na perfeição. Não me perguntem o princípio activo ou que similar haverá aí no burgo, mas sei que era de 1g. Daí dizerem-me que era dose para animais equestres. Se é ou não, em mim funcionou. Espero que, se os pobres precisarem de uma dose igual para um incómodo destes, que funcione também com eles.
As constipações deixam-nos de rastos. Não doem tanto como as gripes, mas deixam-nos a pingar por todos os orifícios, seja pela secreção nasal, seja pelo suor que nos toma pela noite dentro. Pelo menos, e se não se agravam, curam-se em menos de uma semana. Há coisas piores. As melhoras estão aí, espero não piorar com um qualquer impulso nocturno. Vou para a Feira que já são horas!
Acreditem, devo ser o melhor cliente da farmácia aqui da frente. Já me tiraram, inclusive, uma foto para o cartão de fidelização, que me dá acesso a uma série de serviços exclusivos, tais como, medir a tensão, pesar-me, medir o nível de açúcar, etc. Já lá fui comprar de quase tudo. Aspirina C, Compeed (uns pensos invisíveis para o herpes labial, esse vírus que nos acompanha por toda a vida e que faz questão de nos incomodar quando menos seria apropriado), Guronsan (que cá não existe, mas vim prevenido). Ontem, fui lá comprar uns tampões de cera e outros de espuma para o ruído, aproveitei para comprar um medicamento com Paracetamol, para quando se acabar o Algimate. Pareço uma mulher prevenida. No espaço reservado para colocar Cd’s da pasta do computador tenho uma autêntica farmácia ambulante. Só me esqueci foi do raio do champô, que não há na farmácia. Como seria de esperar, tinha que ficar alguma coisa para trás. Não há feira perfeita. Ao menos hoje estou desperto, pode ser que não tenha que ir à Farmácia…
Nada como uma bela noite de sono para retemperar forças. Ontem, depois de alguns estragos da noite anterior, deitei-me a horas. Comprei uns tampões de cera para os ouvidos, (não fosse a miúda começar a chamar a mãe), pus a temperatura do quarto regulada para 28º, tomei duas pastilhas para a constipação e dormi. Como um anjinho. Só o suor nocturno foi capaz de me incomodar, mas, facilmente o contornei, agasalhando-me ainda mais. Esta é uma receita que resulta. Faço isto sempre que acho que estou a ficar constipado, mas, no caso, não sabia se seria constipação ou só ressaca. Eram as duas. Um mal nunca vem só.
Valencia hoje despertou com um sol esplendoroso, de tão intenso e brilhante (seria da ressaca?), temos pela frente (sim, porque ainda são 9h30) um dia de sol e calor primaveril, estimam que a temperatura suba aos 20º hoje. A ver vamos. Aqui, dentro da Feira de Valencia, o frio que sai das condutas de climatização dá-me a sensação que, das duas uma: Ou ainda não estou bem da ressaca ou da constipação. Eu acho que é da segunda, não tenho memória de uma ressaca tão comprida. E o lenço também me transmite essa sensação.
Logo se vê!
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Valencia – Fase IIAqui estou, de novo. Tem sido uma roda-viva, Porto – Leira – Valencia – Leiria – Porto – Santarém – Lisboa – Valencia outra vez, Lisboa no Sábado e finalmente, queira Deus, Porto.
No meio, principalmente nos últimos 4 dias, uma série de sestas. A de ontem foi a mais “regada”. Hoje, sem jantar, estou a escrever esta crónica e quero ver se durmo, finalmente, mais que duas horas. É quase obsceno de tão curto o tempo que tenho dormido, como obscena de exagerada foi a quantidade de álcool que bebi ontem. Como é que nós, animal Homem, conseguimos quase destruir, em consciência, um órgão vital como é o fígado. Conseguimos quase, porque afinal, e apesar de todas estas agressões, a única coisa a fazer é beber muita água, tomar umas aspirinas e dormir. Tão só. Dormir. É o que vou tentar fazer hoje.
Hoje começou a Feira Internacional de Valencia – Cevisama 2009. Tenho mais três dias e volto à rotina. Deixo-vos uma foto do que cá vim fazer, ou melhor, preparar, e que se tornou no meu escritório das 9h às 19h.
domingo, fevereiro 08, 2009
Hoje fiz uma sestinha. Dizem retemperadora e eu concordo. Faz-nos despertar duas vezes para o mesmo dia, e quando não reflexo de uma ressaca, deixa-nos prontos para enfrentar o resto do dia.
Sesta também fiz em relação ao trabalho. 48 horas em Portugal, que não em casa, que, espero, me preparem (duvido) para uma semana intensa de trabalho. Sim, SEMANA INTENSA DE TRABALHO! Pode considerar-se assim, embora, a sesta, no caso, se mude para o horário nocturno. Sesta, como sabem significa dormir a meio do dia, logo, aplica-se. Só se altera o horário. O trabalho intenso não permite mais que duas, três horinhas de sono que nem retemperador é, digámos que se fica pelo nivelador. É por isso que as feiras internacionais se tornam num pequeno período de tortura física, com uma espécie de tortura do sono, com longos períodos matinais que nos fazem levitar como almas penadas perdidas na obrigação de falar com gente que dormiu, ao contrário de nós, que apenas fazemos a sesta. Começa já esta noite. Tenho que estar em Torres Novas pelas 5h30, em Lisboa no Aeroporto, às 6h45 para apanhar o vôo para Valência. Pior vai ser a sesta de sábado, já que, com um vôo de regresso marcado para as 7h, anuncia-se uma noite comprida, não vá a gente transformar a sesta em sono profundo e falhar o check-in lá para as 5h30 da madrugada. Ufa, vida dura esta...
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Quanto aos livros, trouxe "O Segredo". É muito bom para quem andar à procura de uma bíblia (do grego biblíon: livro) que lhe sirva como guia. Para mim, aquilo tudo é um dejá-vu. Penso que se a dita Srª que o escreveu me tivesse conhecido, não teria tanto trabalho para encontrar o dito. Eu sou exactamente como a Srª diz que devemos ser e viver. O problema está no resto, mas reconheço que, para muitos, é difícil pensar positivo. Eu sou mais adepto do aqui citado "Então foda-se!", acho mais eficaz que ficar por aí a curpir mágoas. Caga!
O outro escolhido e que terminei em dia e meio (porque tive muito que fazer, senão acabava em duas horitas), foi um best-seller de Gabriel Garcia Marquez, Crónica de uma Morte anunciada. É um bom livro de bolso, com uma história absorvente e intensa que começa com o resultado e descreve o enredo que aí levou.
Trouxe ainda outro que não fui capaz sequer de começar. É um livro sobre um negreiro do Séc.XVIII, mas, escravatura, é tema que não me seduz e as 600 páginas do livro também não ajudam. Bem, não são 600, mas a letra pequenina transforma quaisquer 380 em 600. Não o comecei sequer.
Aceito sempre dicas. Apesar de N.º1 aceito sempre dicas, mas...
Eu é que decido, foda-se!
Já repararam nas rotinas que adquirimos quando frequentamos, como no meu caso, hoteis em trabalho? Fazemos do hotel a nossa casa. Arrumámos as coisas como se estivessemos em casa, meias na gaveta de baixo, cuecas imediatamente a seguir, calças de trabalho à esquerda, de saír mais à direita. Escova de dentes, pasta , creme de barbear e desodorizante geograficamente dispersos pelo armário da casa de banho, bem como todos os cremes necessários ao bem-estar da nossa pele (sim, os homens também usam cremes). Só escondemos o papel higiénico (humido ou não, tanto faz). São raros os hoteis onde o raio do papel é minimamente parecido com o que usamos em nossas casas. Eu, pelo menos dou bastante importância à suavidade e absorção do papel higiénico, tento comprar sempre um que seja económico mas suave. Papel mata-borrão não é bem o que uso lá em casa, logo, não o desejo para a minha casa temporária. Sim, isto é a minha casa por estes dias, tenho inclusivé em boa conta todos aqueles que como eu não abdicam de uma fugidinha a casa para fazer uma série de coisas. Como ir à casa-de-banho meditar no dia-a-dia. É das coisas mais individuais que temos e das poucas que tentámos manter muito particulares. Tenho inclusivé um amigo que usava, quando perdía o encanto por uma qualquer conquista, o método, dizia ele, infalível, de imaginar a dita na casa-de-banho.
Tenho que admitir, é um pouco estranho, mas porra é também porventura a coisa menos bonita que fazemos, mas já que fazemos, façamo-lo com o máximo de dignidade e conforto possível. Para tal é importante a qualidade do papel higiénico. Eu trago sempre na mala uma embalagem a gosto. Nunca se sabe, e a experiência diz-me que este pormenor normalmente escapa aos responsáveis dos hoteis.
Este texto foi-me enviado por alguém que, normalmente, dá ao e-mail uso quando vale muito a pena. É exactamente o caso. Extraordinário! Sublime!
FODA-SE, por Millôr Fernandes
(adaptado)
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
2
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
3
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo
quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Aqui estou na minha pose de blogger. Tenho que me esticar todo, a rede Wi-Fi só funciona neste canto da cama. É uma gaita. A filha da dona deste Hotel (Hotel Cruz de Gracia, em Valencia) tem uma fixação enorme em dificultar-me o acesso à rede. Não será de propósito, espero, mas é o resultado da navegação exagerada daquela moça. Sempre que aqui chego, está grudada no messenger. Ouve música nas alturas, não se levanta para nada, grita cada vez que aparece alguém na recepção (chama pela mãe, literalmente aos berros: maaaaaaamããããããããããããã!!!!!), ufa! É dose! Como está sempre, ou quase sempre, a fazer também uns downloads de letras e músicas da onda juvenil, ocupa muita da capacidade da net, o que faz com que eu, que estou afastado do router uns 30 mts, tenha dificuldade em apanhar sinal, daí ter que me esticar até à ponta da cama, que assim se transformou no meu escritório temporário.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Estive agora mesmo a ver a menina da meteorologia cá do sítio, o tempo mudou e vai manter-se quente e seco. 19º amanhã, tantos como os que estiveram hoje. Valencia no seu melhor.
A economia está como a nossa, com os bancos a guardarem para si os recursos disponibilizados pelo governo. A diferença está na coragem de alguns governantes, com, inclusivé, um deles dizer que está a perder a paciência com os bancos. Um sindicalista pedia a devolução ao povo dos ganhos exorbitantes proporcionados à banca. Enfim, as fronteiras sõa ténues e a crise chega-nos como o tempo, são frentes frias e centros de baixas pressões uns atrás dos outros. Ao menos quanto ao tempo podemos ambicionar melhores dias. Já em relação à economia, não está fácil.
Os espanhóis batem-nos por larga margem quanto à queda. O desemprego atinge mais de 2 milhões e 300 mil pessoas. Só em Janeiro, inscreveram-se nos centros de emprego mais de 140 mil pessoas. Impressionante! As estimativas apontam para um nº acima dos 3 milhões lá para o final do ano. Sim 3 milhões!
A crise atinge principalmente a Indústria e Construção. Ontem um dono de uma empresa de construção ameaçou imolar-se pelo fogo dentro de uma das carrinhas da sua empresa, estacionada em frente ao Ayuntamento de Loeches (http://www.ayto-loeches.com/), porque tem facturas a receber no valor de 450 mil €. Cá como aí, a crise é grande e o desespero toma conta das pessoas em tempo de crise. Fica-se com pontos de interrogação em lugar de sonhos. Quando nos toca leva-nos a questionar tudo. O porquê de tudo, e retira-nos lucidez às decisões.
Já todos nos questionamos um dia sobre o porquê das nossas vidas e suas vicissitudes. O porquê é a razão da nossa existência, da nossa insistência, da nossa persistência e às vezes da nossa desistência. Há sempre alguém que desespera quando encontra uma resposta que não corresponde aos seus predicados. Lá estou eu a filosofar...
A vida, e não querendo eu, desafiá-la, mas é mesmo assim que a encaro, é como dizia um amigo meu a respeito do seu filho: "Não sei se é meu ou não, mas agora já não mo tiram!!"
Eu encaro-a assim. Não sei porquê, mas já que cá estou, vou lutar por ela até ao fim. É a essência humana. Quanto aos demais, os que me dizem algo, e é para vós que escrevo, é exactamente o mesmo que vos desejo e vos ajudo no que puder, a alcançar: A Felicidade neste mundo, porque a vida foi-nos dada, mas nós temos de a conquistar. Vida é tudo aquilo que nos faz por cá andar. Provavelmente aquele homem achou que a pequena empresa da qual toda a sua família depende, era mais que a sua vida, era porventura a vida de uma família inteira. Parece que lhe vão pagar 1/3 da dìvida até ao final do mês. A ver vamos...
Amanhã há mais...
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
A prometida terra de sol e mar, afinal é de chuva intensa. Cá estou eu no castigo. Uma semana de moleza, com funções de Baby-Sitter, e algumas de uma espécie de Encarregado-Geral. Tudo ligado ao ramo da construção, de vidas ou de obras.
Cheguei hoje, espero voltar sexta e regressar de novo segunda. Uff!
Prometo escrever quando puser o sono em dia, já que hoje levantei-me às 3h30 da madrugada, conduzi 1200km, durante 10 horas, o que me levou ao estado de, literalmente, REBENTADO!
Inté...
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Inverno rigoroso este. Chove a potes. Hoje não dá para ir correr, o vento é muito e o céu parece cuspir agulhas. Fico por casa.
Ontem fui almoçar com dois amigos, com um deles falo habitualmente, mas a outra pessoa já não via há quase dois anos. Muita coisa passou desde então, muita água correu sob as pontes e muito se falou sobre o motivo que originou tal afastamento. Não interessa estar para aqui a dissecar sobre o assunto, mas, tal facto, levou um daqueles amigos a uma, acertiva na minha modesta opinião, "lição de vida". Foi como um Inverno na vida dele, fecharam-se as árvores de fruto sobre o manto cinza, a vida fustigou-o com varas de sofrimento, que, imagino, fizeram dele uma pessoa mais forte ainda. Sobraram poucos, mas bons ramos para podar na Primavera, na esperança que o fruto seja doce e suculento. As árvores da vida daquele amigo, depois de passado mais um Inverno, depois de caírem mais algumas com as diversas intempéries, surgirão mais fortes e preparadas do que nunca. É assim a vida. É feita de ciclos, de encontros e desencontros, como dizia o outro, mas nunca por nunca se mantém numa estação. Do ano, claro.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Eu disse que era preguiçoso. Sou mesmo. Hoje, deu-me a preguiça para pensar. Fui correr, embora estivesse com um ataque de moleza. Começou a chover quando ía ali para os lados de Salgueiros, que fica mais ou menos a meio do meu percurso habitual (Madalena-Salgueiros-Madalena). Abençoada chuva que me refrescou as ideias e a cara, que até aí estava lavada em suor. Gosto cada vez mais de, sozinho, enfrentar o frio, a chuva ou o cansaço da minha corrida diária. É curioso como algo que nos devia cansar e abater, revitaliza corpo e alma. Mente sã em corpo são. A harmonia perfeita.
Li um livro que se chama "A inutilidade do sofrimento", escrito por uma Psicóloga espanhola. Descreve uma série de casos acompanhados pela autora. Faz um paralelismo com a vida de todos nós, e chama-nos à atenção sobre os factos que nos levam a "stressar" inutilmente. Na verdade, nem sempre o cansaço físico nos abate psicologicamente, assim como o excesso de descanso nos pode levar a um estado anímico quase deprimente. Vide o nosso relaxamento à medida que se aproxima o fim-de-semana, estamos já em descompressão, amanhã é o "melhor dia da semana", o último. Contudo, muito provavelmente, o nosso corpo já pede descanso. Mas não a mente. Essa começa a entrar no modo de relaxe e divertimento tão merecido. Domingo virá com a leve angústia da aproximação de mais uma semana de trabalho, mas, entretanto vamos gozando o que o antecede.
Já agora, tenho um amigo que diz que "só trabalha à Sexta, quem não fez nada a semana toda"...
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Fui ver o significado: do It. imbroglios.: trapalhada; confusão; complicação.
Trapalhada, não. Confusão, hummm..., também não. Complicação, é todos os dias.
A nossa vida, ou melhor a minha, é complicação quase todo o dia. Trânsito, trabalho (telefone, clientes que não compram, outros que não pagam, etc.). Complica-se a escolha do Restaurante para almoçar, com ou sem companhia, a ementa complica-nos o apetite e ficámos sem saber muito bem o que comer. Às vezes apetece-nos dar um tiro em alguém. Não é muito frequente, mas apetece por vezes.
Só que o meu mais recente imbróglio tem a ver com algo muito mais lúdico. Que livro escolher?
Vou para Valencia na próxima semana, para o já habitual martírio da montagem de uma exposição. O imbróglio vem do excesso de tempo livre. Como devem compreender, nas 12 horas que passo por dia na feira, apenas ocupo 2 ou 3 minutos na escolha deste ou daquele pormenor. O 1º dia é o único que ocupo com burocracias ligadas à logística da montagem, depois é tempo livre, preso na pasmaceira de não me poder ausentar, não vá ser preciso uma dicazita. Assim, e para matar o tempo, em lugar de comprar uma PlayStation portátil, optei por levar comigo livros. Leio, numa semana, 2 ou 3. Eu sei que podia esperar pelo próximo Domingo e ouvir os conselhos do Professor Marcelo, mas, se algum dos conselhos me desperta muita curiosidade, não tenho tempo para ir a correr à Fnac comprar. Daí, decidi levar 4 livros que já tenha em casa.
Só me falta decidir quais. Lá está o meu lado ligado ao zodiaco que me corresponde - Balança. Eu balanço entre uns e outros, complico a escolha e fico furioso. Sem necessidade nenhuma. Com tanta indefinição, acho que levo "O Segredo". Não preciso de ler mais nada. Para descodificar o dito e engendrar uma forma de descomplicar tudo o que me rodeia devo precisar de pelo menos uma semana. Ou então, dedico-me à escrita. Pelo menos ocupo o tempo.
O excesso de tempo livre, afinal, também é uma complicação. Nunca estamos satisfeitos. Queixamo-nos do que temos a mais ou a menos. Uns dias não temos tempo para nada, noutros temos tempo demais e não sabemos para quê. Vá lá alguém perceber estes humanos...
Olá (Ciber)Espaço!Espaço desocupado e livre. Escrevo neste blogue, e, tenho a certeza, só foi visto ou consultado a quem enviei link's. Não sou uma Ana Free, canto muito mal por sinal, não conto histórias horripilantes sobre gente interessante do ponto de vista antropológico, nem tenho fotos chocantes para aqui colocar. Falo pura e simplesmente da vida real - A minha! Fantástico!Nem imaginam o que custa escrever sobre nós próprios e a nossa vida. A tarefa é difícil. Nós nunca nos achamos suficientemente distantes para avaliações imparciais sobre nós próprios. Mas vou tentar, é uma tarefa possível. É como dominar os nossos instintos. Difícil, mas, contudo, possível. Tal como combater vícios. É uma luta desigual. O fascínio dos vícios é o facto de serem proporcionadores de momentos que não atingimos com outras coisas banais, que todos conhecem e podem experimentar, que são inigualaveis em prazer. Talvez o sexo se aproxime, mas apenas o sexo puro e duro, nunca o alívio sexual em que se torna qualquer relação monogamica.
Estou há seis meses a tentar tirar prazer doutras coisas mais mundanas. Corro, passeio a pé, leio e escrevo.
Esta é a vida de todos nós, a minha não é excepção, mudamos quando achamos que devemos mudar, alteramos hábitos porque sim, ou simplesmente porque somos levados a isso. A mim levou-me o destino. Uma dor de cabeça que me levou à Farmácia. O destino de ser atendido por excelente vendedor na pele de um qualquer farmacêutico. O acto sempre fantástico de levar alguém a gastar dinheiro em algo que nem sequer achava que lhe fazia falta com o simples facto de mostrar. A vida proporciona-nos coisas assim. Hoje sinto-me diferente. Deixei de fumar, faz hoje 6 meses.
domingo, janeiro 25, 2009
Tenho, em primeiro lugar, de pedir desculpa à minha querida blogosfera, pelo tempo em que não contribuí para a atafulhar de páginas sem audiência, mas que ocupam espaço, como é o caso deste meu espaço virtual. Mas, como acho que quando o sol nasce é para todos, decidi retomar o meu Blogue. Agora, acho-me já um veterano nestas andanças, faço isto desde 2006.
Bom, quanto ao tema deste texto, tenho a perfeita noção de que, sobre o assunto, nada entendo.
Mas, e atendendo à curiosidade que me provoca, decidi (não fosse eu um nº1) escrever sobre o número que me foi atribuido. Sim, porque é-nos atribuido um número. Nós no fundo não deixámos nunca de ser um número, senão vejámos: ao nascer somos o filho n.º x de alguém, cidadão n.º y do País, neto n.º z de outros, etc., etc., etc.,...
Podia estar aqui a escrever três páginas sobre números que a nós estão permanentemente e para sempre ligados. Nós somos um número.
O meu é o Nº 1!
Tenho um amigo que me ensinou a fazer as contas e no meu caso dá 1 (17/10/1972), no fundo é só somar os números correspondentes à nossa data de nascimento, fazendo sempre a conversão para números ímpares (Ex: 9+1=10=1, ou 9+3=12=3).
Então, diz o meu amigo, eu sou um n.º1, número ao qual corresponde tudo aquilo que se associa a uma pessoa conquistadora, líder, teimosa, etc..
Sou de facto muito do meu n.º. Sempre procurei sentir-me o centro das atenções sem fazer muito alarido para que tal acontecesse. Sempre gostei de reconhecimento pelos outros, de que me agradeçam ser quem sou, que me digam que sou importante para isto, aquilo, ou aqueloutro, etc. e tal.
Mas porra, não seremos todos assim?
Não teremos todos estes desejos?
Claro que sim, mas o nº1 tem sempre mais, ou pelo menos diferente, ou, na sua convicção, melhor. É por definiçaõ do seu número de destino uma pessoa mais assim que as demais. E Eu sou assim!
Quanto aos números, que hoje servem como tema para me habituar à escrita, eles são no fundo a nossa vida resumida. Nossa da raça humana.
Os tipos da Grécia antiga, antes de inventarem a Matemática (inimiga de um bom nº1, nós gostamos é da mãe dela, a Filosofia. Porque a Filosofia é a mãe de todas as ciências, é a busca do conhecimento, no fundo, é o buscar-nos a nós, porque nós nº 1 é que sabemos tudo), perdiam-se na vida. Não sabiam quantificar nada! A vida deles não tinha sentido. Não podiam ambicionar viver até aos 100 anos, ter 12 filhos, ou namorar com 30 mulheres. No fundo não vivíam, limitavam-se a passar o tempo. Tempo que também se mede em números, logo, para eles o tempo era apenas um ciclo de muito ou pouco sol. Mas mesmo o muito e o pouco são quantificáveis, logo, como não o conseguiam fazer, que faziam eles?
É lixada a Matemática, diria um bom filósofo.