segunda-feira, junho 08, 2009

O gajo dos botões de punho

Não tenho por ambição fazer deste blogue um espaço de reflexão política, mas, atendendo à conjuntura, vou fazer uma breve análise (completamente leiga, se bem que todo o homem é político) aos resultados de ontem.

Assim, e como dizia o Ricardo Araújo Pereira, parece que todos ganharam. Uns porque não desapareceram, outros porque aumentaram a percentagem de votantes, outros mesmo porque ultrapassaram a linha de água e estão já no pódio. Mesmo o grande derrotado venceu, porque a crise é que foi derrotada.

Afinal ganhou mesmo o tipo dos botões de punho, com ar de beto que dá aulas de etiqueta. Os partidos da extrema-esquerda subiram exponencialmente as respectivas votações, fruto da governação à direita do único partido democrático de esquerda. E ainda se admiram! Então a malta, em 2005, já fartinha do rigor da direita, que faz o favor de tentar manter as contas em dia (de tentar) e de distribuir tachos, vira à esquerda, e a única coisa de esquerda que obtém é a despenalização do aborto????  

E se ganham as próximas legislativas vem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ora, sendo assim, o eleitorado de esquerda virou à esquerda. Querem mais esquerda e já viram que do Eng.º só mesmo amostra de esquerda.

Quanto a mim, que quero para a economia e sociedade em geral, menos estado, logo, menos lugares dos políticos, mais economia, mais empreendedores,  melhor regulação, sem acção, este é um péssimo sinal. Daqui por uns anos, temos revisores de contas do estado nas empresas. Acho que não é o caminho.

Acima de todos, perdeu a comunicação social. Acham, com a arrogância de quem acha que sabe medir o sentimento geral, que só eles sabem o que é melhor para todos nós. Dão-se ao luxo inclusive de decidir sobre quem é melhor ou pior para liderar um partido. Fazem sondagens, ou encomendam, com resultados direccionados, que falham redondamente. E caem no ridículo de revelarem nova sondagem com 2110 chamadas telefónicas validadas, quando se revelam resultados com mais de 3 milhões de votantes. RIDÍCULO!

A SIC, televisão de gente queque da esquerda moderna, dá-se ao cúmulo do ridículo. E depois pedem opinião sobre coisa ridícula. É este o triste contributo de uma televisão que se diz rigorosa. E ainda falam da Manuela Moura Guedes…

Deram-se ainda ao ridículo de andar durante toda a campanha a ridicularizar a dos partidos com menos organização mediática. Ora porque tinham pouca assistência nos comícios, ora porque retardavam as acções de campanha para terem mais gente presente. A do PS era um espectáculo todos os dias, “organização, comunicação e mesmo mobilização à Obama”. Tristeza a deles quando olhavam ontem para o espaço vazio do Altis. Como dizia o Ricardo Araújo Pereira, a crise chegou ao Altis. Como se as agências de comunicação ganhassem eleições. Se assim fosse, e atendendo à excelente assessoria, Avelino Ferreira Torres teria ganho a Câmara de Amarante.

Termino, com a firme convicção que, afinal, perdemos todos. Isto hoje continua na mesma. Não tenhamos ilusões, já não somos governados por cá, e ontem, 62% dos eleitores perderam a oportunidade de se pronunciarem acerca da Europa e do rumo que segue. Perdeu-se mais uma oportunidade de dizer basta a este estado de coisas em que nos atolámos.

Só ganhou o gajo dos botões de punho…

Pessoas

Gosto muito de conhecer gente interessante, inteligente de preferência, que me faça somar conhecimento e vida à minha.

O meu trabalho obriga-me a lidar com gente mais ou menos interessante, mais ou menos inteligente, mas faz-me conviver todos os dias com pessoas.

A minha vida pessoal, leva-me sempre atrás das pessoas. Tenho ânsia de conhecimento, não sei que bicho me mordeu em pequenino que não há onde não busque. Parece que agora, com as novas tecnologias, o meu desiderato se tornou mais complicado. Nunca sei quem será de confiança.

Num destes dias, um amigo, com vontade de se vingar de uma amiga colorida, pediu-me que adicionasse como amigo numa daquelas páginas mais ou menos pessoais, uma figura masculina. Essa figura não era senão ele, mas melhorado. Era um plágio de uma foto de um moço musculado, cuja cara não é visível.

O caso fez-me reflectir. Afinal, o que temos hoje nessas páginas no separador que diz “amigos”, será apenas um grupo de gente incógnita. Os melhores amigos (não tenham ilusões, isso não se decreta) os que realmente conhecemos, e, na busca de um número engraçado que seja o reflexo da nossa popularidade, um monte de gente sugerida pelo programa,  que adicionámos. Assim, mesmo virtualmente, somos uns gajos interessantes.

O perigo é mesmo esse. Se somos interessantes, viramos duvidosos.

quarta-feira, junho 03, 2009

Há coisas enervantes. A política cada vez mais, a crise cada vez menos, a hipocrisia sempre.
Acho incrível a memória curta das pessoas, qual mentira com a mesma medida de perna.
Isto, devido à época eleitoral que atravessámos. Já não tenho pachorra para os candidatos, que, à imagem do que nos têm habituado, não passam de "betinhos" à procura de um bom resultado para satisfazerem os líderes, ou, no caso do Sr. de cabelo branco, para provarem o sabor de tudo contra o que lutaram durante anos.
Vou votar. Acho que a abstenção não é solução, é apenas o deixar para esses cromos a responsabilidade das opções que deveriam adoptar por aquilo que apregoam.
Vital, como ex-comunista, nunca teria o meu voto. Não por ser ex-PC, mas antes porque se tornou um pasquim. É arrogante, e goza com o povo quando diz que a crise é mais mediática que real. Rangel, não. Não gosto da figura que quase rebenta pelas costuras de tão gordo e os botões de punho irritam-me.
Nuno Melo, talvez. Apenas porque é de Braga, cidade que me é muito querida. Mas quando vejo o Sr. Colgate white ao seu lado, mudo de ideias.
Mais à esquerda, sentia-me contrariar tudo aquilo em que acredito, menos Estado na economia, mais regulação, mas iniciativa privada sempre. Este estado de coisas a que chegou Portugal, onde quem tem muito dinheiro tudo atrasa (obras, falências, julgamentos, leis, segurança, etc.), onde a subsídio-dependência atingíu o ridículo, onde os Réus gozam com os Juízes e estes com os Polícias, onde ser cumpridor da Lei e das regras da sociedade é ser uma espécie de "otário", é o culminar de longos anos de políticas de facilitismo. Desde a criação de subsídios para "escolarizar" quem não quer ir à escola, até subsídios para deixar a toxicodependência, todos estes e mais alguns sempre superiores aos atríbuidos a quem realmente precisa, esta mania do Estado socialista querer dar liberdade para a libertinagem, onde uma miúda de 15 anos não pode fazer um piercing sem a autorização dos Pais, mas pode abortar sem estes saberem, leva-me à triste conclusão que o que deveria ser normal, está a tornar-se raro. A ausência de valores existente na vida política nacional, sem alternativas de valor à vista, leva-me a pensar que se calhar, vou dar o meu voto a um desses movimentos criados recentemente e que, graças à Lei Eleitoral, recebem os 30€ correspondentes. Pelo menos não o vão gastar em bandeiras e bonés para dar aos estoicos resistentes que ainda vão aos comícios.
O SONHO

Pelo Sonho é que vamos
comovidos e mudos
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos.


(Retirado do blogue de uma amiga. Gostei, logo... copy, paste!)
Andei todo o fim-de-semana a pedir um aguaceiro, mas tal desejo não me foi concedido. Parece que o número de pessoas a pedir bom tempo era superior aos incomodados pelo excesso de gente que afluí às praias.
As mamãs a gritar com os meninos, os meninos a ignorar, as mamãs a ameaçar,...
Não há como um dia de calor para recordar que viver na praia se assemelha a uma invasão de propriedade quando há bar aberto. Tudo cá vem ter. Eu até acho muito bem, devia era ter dinheiro para me evaporar ou pagar para a malta fugir para as praias vizinhas. Não que ache que não lhes assista o direito de virem para a praia da Madalena, apenas porque isto perde a piada com a afluência em massa. Fora isso tudo bem.
Um café e um aguaceiro!

terça-feira, maio 26, 2009

Frases que gostei

“A religião não é o ópio do povo, é o placebo.” – Anónimo

“As coincidências são a forma de Deus se manter incógnito.” – Einstein

Como é que é possível de ter gostado tanto de duas frases tão antagónicas? Mas gostei.

Regresso

Após prolongada ausência deste meu espaço dedicado à reflexão (não porque o não quisesse, mas os afazeres profissionais impunham-se), regresso com prazer e com vontade de partilhar algumas frases que me fizeram pensar. Provavelmente, algumas são já conhecidas e todas elas plagiadas. Dou-me ao prazer da escrita, contudo, não me vejo a pensar frases que sejam marcantes e que resumam tão bem alguns dos meus pensamentos.

Um amigo meu tem pendurado na parede da sua empresa o seguinte pensamento:

“É muito melhor lançar-se à luta em busca de triunfo, mesmo expondo-se ao insucesso, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”

Não podia concordar mais. Aliás, acho que é o resumo da minha vida.

terça-feira, abril 28, 2009

Gripe dos porcos

Vulgarmente conhecida como gripe suína, patologia que se coíbe de vir para este caos em que se encontra Portugal.

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Como andam por cá as pandemias, nem os bichinhos aqui chegam. Mas com este piscar de olho a um novo Bloco Central (como se alguma vez nos tivesse abandonado), ainda vai aquecer o ambiente acima dos prometidos 70º que matam os bichinhos.

Eu aposto, que com o aproximar das altas temperaturas de verão, vão mudar o Terreiro do Paço para a Amareleja, terra conhecida pelos recordes de calor. Assim tão chegadinhos ultrapassam com certeza o limiar de resistência da “influenza”.

segunda-feira, abril 27, 2009

Correio publicitário

Andava há uns dias para publicar um texto acerca deste assunto. É incrível a quantidade de publicidade que nos colocam na caixa de correio. Com a quantidade de eleições que por aí vêem, acho que vou colocar o autocolante da praxe para quem não quer receber nada. O pior é que há coisas que até são interessantes, que ocupam espaço sempre útil no wc lá de casa. Sempre nos entretemos enquanto fazemos coisas pouco entretidas em si mesmas. Pode sempre evitar uma espreitadela à cor do produto expelido (os médicos aconselham…), embora ache inevitável olhar, pelo menos, para o papel (enquanto se dobra), ou conhecem alguém que o não faça?

Adiante, o certo é que deveria haver outra forma de seleccionar os panfletos e jornais publicitários, em lugar de os distribuirmos pelas caixas de correio dos vizinhos… 

Ou conhecem alguém que não o faça?

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domingo, abril 26, 2009

Liberdade

 

Nasci pouco antes do 25 de Abril, tendo apenas a experiência daí resultante, mas acho que nestes anos todos, em matéria de liberdade, regredimos. E porquê? Porque perdemos o sentido da palavra. Passamos da vontade de sermos livres ao exemplo de libertinagem. Irrita-me o facto de as pessoas acharem que a liberdade individual é superior à colectiva. Já não há o sentido do bem comum, diluiu-se no tempo. As pessoas acham que não têm nada a ver com tudo o que as rodeia. Já ninguém quer saber dos outros, vivemos cada vez mais fechados em nós e nos nossos, no nosso núcleo de família e amigos. Estamos a tornar-nos um povo egoísta. Éramos uma espécie de bairro antigo, uma Alfama gigante, ou uma Ribeira estendida. Todos nos preocupávamos com os nossos mas sem esquecer o comum. Tudo isso se perdeu para cada um, individuo.

O País está transformado num condomínio de luxo, onde todos entram pela garagem e só nos conhecemos pelos carros. As pessoas da manutenção que tratem do resto...

P.S.: Este texto foi publicado no Blogue Fio-de-prumo, como comentário a um post da autora do dito a respeito do tema. Como autor do mesmo tomei a liberdade de o colocar também aqui.

Pão com manteiga

Hoje volto à escrita. Volto às futilidades que aqui descrevo. Futilidades, não às opiniões. Acho que a blogosfera se tornou uma espécie de coluna do leitor, não auditada, o que no fundo é o reflexo de uma liberdade sem limites. Os limites somos nós mesmos, e eu, como nº primo, acabo agora uma semana em que simplesmente não me apeteceu escrever. Não me fez falta, nem a vós, que eu carinhosamente seleccionei para receberem esta crónica.

Ontem, depois do jogging, depois do banho e já depois de uma bela sopinha, deu-me para comer pão. Nada de anormal, não fosse o caso de eu pura e simplesmente, raramente o fazer. Comi 2 pães COM MANTEIGA! Lembrei-me de repente dos tempos em que era uma raridade em casa dos meus pais haver sequer manteiga. Somos 7 irmãos, comíamos uns 50 a 60 pães por dia, e, dizia a minha mãe, se houvesse manteiga, dobrávamos a quantia. Era pão a mais. Mas, de vez em quando, havia marmelada, geleia, doce de abóbora, e todas aquelas doçarias tradicionais que hoje nenhuma mãe sabe fazer. Mas de todas as iguarias, a que melhor me sabia era mesmo a manteiga. As coisas simples sabem sempre bem. Ontem, ao saborear tal petisco, lembrei os tempos em que a Tia Sílvia me fazia as torradinhas antes de ouvirmos o Terço no seu velho rádio (que ainda guardo). Lembrei os tempos em que, estando o pão “guardado” para não marchar todo de empreitada, fritávamos broa e a enchíamos de  margarina (o colesterol não se queixava…). Lembrei os tempos de Seminário, em que a manteiga se comprava na papelaria a 25 escudos o pacote. Soube-me lindamente.

Enfim, as banalidades dão sentido à nossa existência. Nós somos o nosso passado. A nossa tralha, o que trazemos de experiências vividas, de memorias, de afectos, é o que havemos de levar sempre, não podemos fugir delas. Nem mesmo dos hábitos mais banais e aos quais nem ligamos. Um dia mais tarde, ao recorda-los, havemos de lhes dar o devido valor.

terça-feira, abril 14, 2009

Ruptura

Ruptura com a morte, consequente Ressurreição. Ruptura com o fim-de-semana de Páscoa, consequente depressão. Ruptura com o Mundo, consequente mente sã!

Tá tudo doido!

Então não é que o Dr. Silva Lopes, renomado economista, parece que é ouvido por todos (não por mim), com a maior das atenções e deferências, recomenda (há já vários anos, mas repete-se) o congelamento de salários???? O curioso é que essa personalidade, só no ano passado, por meros 4 meses de trabalho como administrador do Montepio Geral, recebeu mais de 400 mil Euros! Se calhar o ideal, seria começar pelo próprio…

Acho que a figura também é socialista (lol), como muitos que para aí andam, que se dizem solidários (com o dinheiro dos outros). Os administradores da comissão executiva da Galp, receberam o ano passado, enquanto andava o Zé Povinho a contar os tustos para meter alguma gota no charolo, 1800 euros por dia!!! Pasme-se!

O Governador do Banco de Portugal, prestigiado Socialista, diz-nos que isto está no charco, que está muito mau, mas recebe 17.000 euros por mês!

Se calhar faziam melhor figura calados, se calhar não, faziam mesmo. Andaram a apregoar o fim da crise, mas afinal não tinham influência sobre a dita, era o mundo. Então para que é que abrem o bico? Pelo menos estejam caladinhos.

Ruptura com este estado de coisas vai ser mais difícil, mas, esperemos que alguém lá pelo Mundo nos ajude…

quinta-feira, abril 09, 2009

Tripalhadas

Este é o nome do meu outro blogue. Foi o primeiro que criei, só que fiz dele pouco uso. Acho que não coloquei mais que 5 posts na sua longa existência.

Agora iniciei um projecto ali explicado e agradeço que, quem queira, o aprecie e critique. A critica é essencial para quem quer evoluir e crescer.

A mim dava-me jeito que o fizessem.

Pode ser que resulte…

Elefante pintor

Parece que há um que o faz com mestria. Utiliza a tromba (outra extremidade provavelmente destruiria o pincel…) para pintar quadros, qual Picasso da savana, que depois são vendidos ao preço, simbólico, de 100€. As receitas angariadas revertem a favor do Parque Temático que o mamífero habita, parece que no Quénia. A notícia, fazia parte esta manhã do alinhamento da TVI 24. A ausência de temas mais interessantes, levou-os a procurar nos, famosos, documentários do National Geografic.

Eu aconselhava-os a debater antes o facto de nós, portugueses, devido à recessão económica, termos aumentado o consumo de atum, arroz e salsichas. Parece que nos últimos anos tínhamos andado a comer caviar e lagosta. Pelo menos, é essa a justificação para o aumento do consumo daqueles alimentos: A crise. Que nos põe de trombas.

Antigamente, dizem, com a fome provocada pela grande guerra, o alimento dos portugueses resumia-se a sardinhas e broa. Agora a sardinha está cara, a broa danifica o esmalte dos dentes e provoca prisão de ventre.

Se calhar, é melhor dedicar-mo-nos à pintura. Tromba já temos!

quarta-feira, abril 08, 2009

Prorroguem Senhores, prorroguem!

 

"Na sequência da sua decisão de 25 de Fevereiro de 2009, o Conselho de Administração do Banco de Portugal deliberou hoje prorrogar até ao dia 1 de Junho de 2009 a dispensa de cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas pelo Banco Privado Português", explicou o Banco de Portugal.

O prazo estipulado a 25 de Fevereiro determinava que o BPP estaria dispensado de cumprir as suas obrigações até 14 de Abril.

Os clientes continuarão assim sem acesso aos seus depósitos, assim como quaisquer outras aplicações até dia 01 de Junho.”

Então e a malta não pode prorrogar nada?!?

Não percebo estes senhores que, no dia em que colocam ao dispor das varias instituições de crédito (será que o BPP também tem acesso?) uma base de dados para a consulta do nível de risco de particulares e empresas na concessão de crédito, fazem um anuncio desta natureza.

Então e a base de dados que alerta os depositantes para o risco de colocarem poupanças em algumas instituições por eles reguladas? Imaginem que todos nós invocávamos falta de liquidez para cumprirmos com as nossas responsabilidades. Eu não imagino é o BdP a autorizar um particular ou mesmo uma empresa a faze-lo. Prorrogar responsabilidades a um banco, faz-me pensar nas várias prorrogações que vamos tendo no nosso País a todos os níveis. O caso Casa Pia vem sendo prorrogado desde que começou, o Freeport vai pelo mesmo caminho, o Portucale já “quinou”.

Só o Zé povinho continua a pagar as contas aos credores (os que conseguem), a prestar contas à justiça e a votar sempre nos mesmos…

Estão-nos a prorrogar a democracia!

terça-feira, abril 07, 2009

Obrigado

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Obrigado à empresa de terras de Viriato que comprou a nossa empresa mais emblemática.

Eu nem quero imaginar as voltas que a malta teria de dar nas Caldas para comprar cerâmica que não fosse fálica.

Era uma pouca vergonha…

Lou%C3%A7aCaldasdaRainha

120%

É este o nível de endividamento das famílias portuguesas.

?! Desculpem, mas eu não acho normal!! Então a malta está mais endividada que o BPP e o BPN? Então os milhões para a Qimonda e para o BPN, que afinal estão falidos, não eram mais bem empregues para pagar parte da nossa dívida? É que não estamos a falar do País em geral, onde teriam que ser incluídas as dívidas do Estado e das empresas. Estes 120% são mesmo só o nível do calote das famílias.

Entre freeports e qimondas, mais bpn’s e bpp’s, isto está a ficar pior que sei lá o quê (linda comparação). O estado mete-se tanto na vida das empresas e dos particulares que qualquer dia queremos mudar de canal e temos de meter um requerimento simplex. Eu até acho que simplex, simplex, era mandar estes gajos todos para marte. Ou então, organizar outra luta de almofadas na baixa do Porto, mas, desta vez, para mandar umas bojardas nas trombas dos nossos governantes.

Está bonito, está…

segunda-feira, abril 06, 2009

Expliquem-me

Expliquem-me que eu não percebo.

Porque é que os anarquistas acham que devem destruir tudo o que lhes aparece à frente?

Como é que 23.000 polícias e militares não conseguem dominar 40.000 manifestantes?

Porque é que os gajos do PS acham que nós somos todos parvos?

Porque é que o Portas acha que só ele é que não gosta de bandalheira?

Porque é que os países teimam em olhar para o próprio umbigo, esquecendo que todos precisamos de todos?

Porque é que os anti-capitalismo e anti-globalização compram casa com hipoteca a 40 anos e aplicam poupanças?

Porque é que os Norte-Coreanos, que não têm cães nas ruas porque foram comidos para matar a fome, teimam em lançar mísseis nucleares?

Porque é que os americanos vão colocar escudos anti-mísseis na Europa? Então e o lado de lá?

Não me expliquem se não forem convincentes. 

sábado, abril 04, 2009

Mudei

Mudei o aspecto do blogue. Em primeiro lugar, porque o excesso de branco dá a ideia, errada, de imaculado. Em segundo, porque este modelo (mínima dark, para que se saiba), lhe confere o ar informal que sempre desejei para um livro de pensamentos. O blogue é mesmo isso, um livro onde expresso alguns pensamentos e deixo os amigos espreitar. Espreitar não, eu espeto é com os textos nas vossas caixas de mensagens. Caso o desejem, posso sempre anular o encaminhamento.

Mudei também o horário do jogging. Agora, quem me quiser acompanhar, deve deslocar-se até aqui às 7h. É que a mudança da hora faz com que, ao final da tarde ainda ande muito “maralhal” cá pela beira-mar, e, como o meu parceiro de corrida (o Lord: cão sem raça definida, um dos meus, que me acompanha na ginástica) acha que a praia é dele, enerva-se com tanta presença estranha.

Quanto ao resto, por enquanto, nada mudou.

Por enquanto…