terça-feira, abril 14, 2009

Ruptura

Ruptura com a morte, consequente Ressurreição. Ruptura com o fim-de-semana de Páscoa, consequente depressão. Ruptura com o Mundo, consequente mente sã!

Tá tudo doido!

Então não é que o Dr. Silva Lopes, renomado economista, parece que é ouvido por todos (não por mim), com a maior das atenções e deferências, recomenda (há já vários anos, mas repete-se) o congelamento de salários???? O curioso é que essa personalidade, só no ano passado, por meros 4 meses de trabalho como administrador do Montepio Geral, recebeu mais de 400 mil Euros! Se calhar o ideal, seria começar pelo próprio…

Acho que a figura também é socialista (lol), como muitos que para aí andam, que se dizem solidários (com o dinheiro dos outros). Os administradores da comissão executiva da Galp, receberam o ano passado, enquanto andava o Zé Povinho a contar os tustos para meter alguma gota no charolo, 1800 euros por dia!!! Pasme-se!

O Governador do Banco de Portugal, prestigiado Socialista, diz-nos que isto está no charco, que está muito mau, mas recebe 17.000 euros por mês!

Se calhar faziam melhor figura calados, se calhar não, faziam mesmo. Andaram a apregoar o fim da crise, mas afinal não tinham influência sobre a dita, era o mundo. Então para que é que abrem o bico? Pelo menos estejam caladinhos.

Ruptura com este estado de coisas vai ser mais difícil, mas, esperemos que alguém lá pelo Mundo nos ajude…

quinta-feira, abril 09, 2009

Tripalhadas

Este é o nome do meu outro blogue. Foi o primeiro que criei, só que fiz dele pouco uso. Acho que não coloquei mais que 5 posts na sua longa existência.

Agora iniciei um projecto ali explicado e agradeço que, quem queira, o aprecie e critique. A critica é essencial para quem quer evoluir e crescer.

A mim dava-me jeito que o fizessem.

Pode ser que resulte…

Elefante pintor

Parece que há um que o faz com mestria. Utiliza a tromba (outra extremidade provavelmente destruiria o pincel…) para pintar quadros, qual Picasso da savana, que depois são vendidos ao preço, simbólico, de 100€. As receitas angariadas revertem a favor do Parque Temático que o mamífero habita, parece que no Quénia. A notícia, fazia parte esta manhã do alinhamento da TVI 24. A ausência de temas mais interessantes, levou-os a procurar nos, famosos, documentários do National Geografic.

Eu aconselhava-os a debater antes o facto de nós, portugueses, devido à recessão económica, termos aumentado o consumo de atum, arroz e salsichas. Parece que nos últimos anos tínhamos andado a comer caviar e lagosta. Pelo menos, é essa a justificação para o aumento do consumo daqueles alimentos: A crise. Que nos põe de trombas.

Antigamente, dizem, com a fome provocada pela grande guerra, o alimento dos portugueses resumia-se a sardinhas e broa. Agora a sardinha está cara, a broa danifica o esmalte dos dentes e provoca prisão de ventre.

Se calhar, é melhor dedicar-mo-nos à pintura. Tromba já temos!

quarta-feira, abril 08, 2009

Prorroguem Senhores, prorroguem!

 

"Na sequência da sua decisão de 25 de Fevereiro de 2009, o Conselho de Administração do Banco de Portugal deliberou hoje prorrogar até ao dia 1 de Junho de 2009 a dispensa de cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas pelo Banco Privado Português", explicou o Banco de Portugal.

O prazo estipulado a 25 de Fevereiro determinava que o BPP estaria dispensado de cumprir as suas obrigações até 14 de Abril.

Os clientes continuarão assim sem acesso aos seus depósitos, assim como quaisquer outras aplicações até dia 01 de Junho.”

Então e a malta não pode prorrogar nada?!?

Não percebo estes senhores que, no dia em que colocam ao dispor das varias instituições de crédito (será que o BPP também tem acesso?) uma base de dados para a consulta do nível de risco de particulares e empresas na concessão de crédito, fazem um anuncio desta natureza.

Então e a base de dados que alerta os depositantes para o risco de colocarem poupanças em algumas instituições por eles reguladas? Imaginem que todos nós invocávamos falta de liquidez para cumprirmos com as nossas responsabilidades. Eu não imagino é o BdP a autorizar um particular ou mesmo uma empresa a faze-lo. Prorrogar responsabilidades a um banco, faz-me pensar nas várias prorrogações que vamos tendo no nosso País a todos os níveis. O caso Casa Pia vem sendo prorrogado desde que começou, o Freeport vai pelo mesmo caminho, o Portucale já “quinou”.

Só o Zé povinho continua a pagar as contas aos credores (os que conseguem), a prestar contas à justiça e a votar sempre nos mesmos…

Estão-nos a prorrogar a democracia!

terça-feira, abril 07, 2009

Obrigado

toma

Obrigado à empresa de terras de Viriato que comprou a nossa empresa mais emblemática.

Eu nem quero imaginar as voltas que a malta teria de dar nas Caldas para comprar cerâmica que não fosse fálica.

Era uma pouca vergonha…

Lou%C3%A7aCaldasdaRainha

120%

É este o nível de endividamento das famílias portuguesas.

?! Desculpem, mas eu não acho normal!! Então a malta está mais endividada que o BPP e o BPN? Então os milhões para a Qimonda e para o BPN, que afinal estão falidos, não eram mais bem empregues para pagar parte da nossa dívida? É que não estamos a falar do País em geral, onde teriam que ser incluídas as dívidas do Estado e das empresas. Estes 120% são mesmo só o nível do calote das famílias.

Entre freeports e qimondas, mais bpn’s e bpp’s, isto está a ficar pior que sei lá o quê (linda comparação). O estado mete-se tanto na vida das empresas e dos particulares que qualquer dia queremos mudar de canal e temos de meter um requerimento simplex. Eu até acho que simplex, simplex, era mandar estes gajos todos para marte. Ou então, organizar outra luta de almofadas na baixa do Porto, mas, desta vez, para mandar umas bojardas nas trombas dos nossos governantes.

Está bonito, está…

segunda-feira, abril 06, 2009

Expliquem-me

Expliquem-me que eu não percebo.

Porque é que os anarquistas acham que devem destruir tudo o que lhes aparece à frente?

Como é que 23.000 polícias e militares não conseguem dominar 40.000 manifestantes?

Porque é que os gajos do PS acham que nós somos todos parvos?

Porque é que o Portas acha que só ele é que não gosta de bandalheira?

Porque é que os países teimam em olhar para o próprio umbigo, esquecendo que todos precisamos de todos?

Porque é que os anti-capitalismo e anti-globalização compram casa com hipoteca a 40 anos e aplicam poupanças?

Porque é que os Norte-Coreanos, que não têm cães nas ruas porque foram comidos para matar a fome, teimam em lançar mísseis nucleares?

Porque é que os americanos vão colocar escudos anti-mísseis na Europa? Então e o lado de lá?

Não me expliquem se não forem convincentes. 

sábado, abril 04, 2009

Mudei

Mudei o aspecto do blogue. Em primeiro lugar, porque o excesso de branco dá a ideia, errada, de imaculado. Em segundo, porque este modelo (mínima dark, para que se saiba), lhe confere o ar informal que sempre desejei para um livro de pensamentos. O blogue é mesmo isso, um livro onde expresso alguns pensamentos e deixo os amigos espreitar. Espreitar não, eu espeto é com os textos nas vossas caixas de mensagens. Caso o desejem, posso sempre anular o encaminhamento.

Mudei também o horário do jogging. Agora, quem me quiser acompanhar, deve deslocar-se até aqui às 7h. É que a mudança da hora faz com que, ao final da tarde ainda ande muito “maralhal” cá pela beira-mar, e, como o meu parceiro de corrida (o Lord: cão sem raça definida, um dos meus, que me acompanha na ginástica) acha que a praia é dele, enerva-se com tanta presença estranha.

Quanto ao resto, por enquanto, nada mudou.

Por enquanto…

O sexo e a cidade

Parece mal, mas hoje, finalmente, vi o filme. A série, essa, ocupou algumas das minhas horas de insónias em tempos idos. A justificação para só hoje é simplesmente o facto de ter dado esta semana num dos canais de cinema da televisão por cabo e eu ter gravado (esta modernice da Zon Box é fantástica…) para posteriormente apreciar.

O filme é uma desilusão. Apesar de se adivinhar tudo o que ele incluí, é de facto pobre em quase tudo, excepto no argumento. Se transpusermos os acontecimentos para quem quer que seja, o que  de certa forma acontece no final, aplica-se na perfeição. A mulher, por natureza, tende a complicar aquilo que, normalmente, sonha simples. Todas querem fugir com o príncipe encantado, para o país das maravilhas, nos sonhos. Dizem, quase todas, desejar apenas um amor e uma cabana, mas, no fundo anseiam a muito mais. Principalmente quando dissertam sobre a vida amorosa em grupo. Convenhamos que, 4 “gajas” juntas, tornam a vida num caos. Principalmente a das próprias. O filme mostra toda esta faceta feminina.

Tudo começa pelo simples procurar de uma casa de sonho. À 34ª tentativa descobrem a tal. O problema é que quem a compra é o namorado, facto que as amigas fazem o favor de transformar em futuro problema. Se um dia a relação acaba (onde é que eu já vi isto?…) a pobre ficaria na rua. Vai daí as amigas descobrem a solução ideal: casar!

O casamento, embora para o pobre do Big fosse secundário, transforma-se num turbilhão de preparativos para a cerimónia de sonho, que na realidade qualquer mulher (pelo menos a maioria) tem. Fotos para a Vogue, dois verdadeiros experts nos preparativos (o pormenor de serem gays é soberbo, quase que era original, mas para isso só se fosse uma velha solteirona…) e o aumentar permanente do nº de convidados deitam para segundo plano o drama que, entretanto, a relação de uma das amigas, Miranda, se transforma. A ausência de sexo (6 meses) levam o marido a traí-la.

Na véspera do dia D, aumentam as dúvidas do noivo acerca de tal decisão. O epílogo de tais sentimentos é o de, tão só, a deixar no altar. Sem perdão, quando o pobre se arrepende, a noiva desfaz-lhe o bouquet na cabeça e vai para o México mais as amigas carpir mágoas. Tirando o facto de a água local provocar diarreia, os acontecimentos na Lua-de-mel frustrada são mais fúteis que o resto do filme.

Tudo se torna previsível a partir dali, inclusive a password da caixa de mensagens criada pela secretária para as mensagens do namorado. No final vem a simplicidade, como deveria ter sonhado a própria, mas que, como mulher, complicou.

O curioso do filme, é que assistimos a um sem fim de coincidências com o que se passa à nossa volta. Tudo o que é simples sabe melhor. Mesmo nas relações, quando se imagina a perfeição, deita-se fora o que de melhor temos. A dificuldade que as pessoas têm em aceitar a felicidade em vivências tão diferentes das que são estereotipadas, é gritante. Por isso é que existem casais de homossexuais mais felizes que a grande maioria dos heterossexuais. Porque o estereotipado leva ao desleixo e ao desinteresse. Até o facto de se buscar a perfeição na relação, como acontece no filme com a Charlotte (quando deixa o tratamento para a infertilidade e adopta uma criança, engravida) faz com que se complique aquilo que deve acontecer naturalmente.

Hoje em dia, tudo tem de ser perfeito. Daí o mundo de desilusões em que vivemos. Olhem à vossa volta e vejam quantas pessoas, que vivem como se define como normal, são realmente felizes. Quanto a mim, muito poucas. Por isso, continuem a procurar a verdadeira felicidade, porque ela existe, e está onde menos se espera.

É como no filme, afinal e finalmente, o casamento é perfeito para o par, sem convidados, apenas assinando o contrato e fazendo um petisco com os amigos num vulgar restaurante.

 

P.S.: Os meus parabéns ao realizador, que apesar de todos os portáteis no filme serem Mac, ridicularizou o Iphone. Não que me dê qualquer prazer adicional, apenas porque aquilo me parece tudo menos um telefone. 

2º P.S.: A Jessica Parker é muito feiinha. Aquela verruga é horrível. E, por amor de Deus, aquele telemóvel rosa choque com brilhantes é mesmo piroso. 

quinta-feira, abril 02, 2009

Laços

Hoje vou escrever sobre a família. Família não se escolhe, já é velho o dito, temos a que temos e ponto. A minha é um espectáculo, do melhor.

Há quem considere que, quando saímos da casa dos papás, levamos as amarras e fundeamos noutro porto. Eu explico, senão ninguém percebe o que estou para aqui a dizer. Quando fundámos outra família a ideia é criar um núcleo como aquele que deixamos. Daí a malta fazer filhinhos, ter a sogra por perto (ou a mãe) para tomar conta das crianças, enquanto vão vivendo a bela da vida. Marcam-se férias com a nova família, vai-se ligando aos outros, mas já não é o mesmo. Agora as preocupações, as atenções e as reclamações desaguam em nós próprios. Não é o meu caso.

Eu, como bom leviano que sempre fui, não casei. Não tenho, ainda (que eu saiba), filhos, e, sinceramente, não é a minha principal ambição de vida. Acho que passava a ter, novamente, horários no frigorifico, tarefas na porta da dispensa, fraldas debaixo da cama e menos um lugar para adulto no carro. Não estou para aí virado. Se calhar porque tenho uma família, que nunca consegui largar por completo, cheia de tudo isso. Vivo em união de facto, não me apetece casar, e, enquanto me sentir como me tenho sentido nos últimos onze anos assim continuarei. Não que tenha nada contra quem leva uma vida de chefe de família, verdadeiro papá babado até ao dia em que venham as chatices e os desesperos. Até acho interessante, eu é que não tenho jeito.

Agora, devo dizer que tenho Pai, Mãe, 6 irmãos (2 raparigas e os restantes boys)  e 7 adoráveis sobrinhos (com idades que vão dos 17 aos 4), sendo que um deles é também meu afilhado. Acho que, por muito que aconteça, o sentimento de orgulho por os ver crescer e vencerem os obstáculos que se lhes deparam, faz-me pensar que não escolheria família diferente. Mantenho a distância de um Tio que está só de vez em quando, mas, sinto-me na obrigação de estar sempre que eles precisarem de mim. É tudo. E é a função mais adequada para o que eu quero da minha vida, função essa que não dá muito trabalho (sou preguiçoso), não dá noites mal dormidas e no fundo, no fundo, nos mantém como uma família muito grande. Como eu sempre tive. Enquanto tiver esta, sou feliz. E isso é o mais importante.

quarta-feira, abril 01, 2009

Cuidado…

Cuidado, muito cuidado se tiver que cobrar uma dívida. Quem sai para as fazer,  normalmente não volta. Ou volta num caixão.

Cuidado ainda, se for ministro e queira aprovar um qualquer outlet; lembre-se que ainda se pode tornar primeiro-ministro. Ou se foi promovido a ministro e a sua secretária tiver acesso a documentos que o incriminem no desporto de eleição dos poderosos: a fuga aos impostos. Caso não lhe atribua um cargo de relevância é bem capaz de ver os papeis das contas nos jornais sérios.

Cuidado se pedir a algum primo de algum ministro uma “cunha” para aprovar seja o que for. Ainda mete o primo, desconhecedor absoluto de todo o processo, em apuros.

Cuidado se escreve uma carta anónima assinada. Ainda se descobre o seu autor.

Cuidado, acima de tudo, se não for português e queira vir para cá viver. É melhor fazer primeiro um estágio na Sicília ou em Nápoles. É que isto por cá só está bom para os mafiosos. O nosso País está a saque e há que ser perito na arte do saque, senão fica a chuchar no dedo. Que por acaso é o que a grande maioria da malta faz: chucha no dedo…, ah! e, de vez em quando, voltamos a eleger a mesma cambada, senão a coisa não era tão animada.

Cuidado!

terça-feira, março 31, 2009

A verdade da mentira

Ouvi hoje num programa de rádio, que, e apesar de muitos o negaram, todos mentimos. A mentira, está cientificamente provado, é parte integrante do homem enquanto ser racional e social. Há sempre quem diga que não mente, excepto quando a mentira é para o bem de alguém: a chamada mentira piedosa. A verdade é que mesmo essa não deixa de o ser.

A mentira é, convenhamos, o melhor dos expedientes existentes em qualquer relação. Quando o marido chega a casa depois de tomar um cafezinho com a colega de trabalho, se disser a verdade, por muito que as meninas digam que não, está a meter-se num sem fim de trabalhos. Isto para não analisar quando em lugar de um café é uma tarde inteira. E quando o caso é a mulher que não conta ao marido? É infinitamente mais seguro, em todos os aspectos, não contar. Nós homens pomos maldade em tudo, não fossemos nós maliciosos por natureza.

Imaginem que o chefe vos pergunta por qualquer coisa que já devia ter feito e ainda não fez; não lhe diz com certeza a verdade, tipo: “esqueci-me!…”, ou então “tenho coisas mais importantes para me preocupar”. Não, normalmente dizemos: “estou a tratar disso”, ou “não me esqueci, ainda não tenho resposta mas vou ter em breve”. Não que o chefe ou patrão mereça que mintamos, não é isso. O facto é que é uma mentira que mantém as expectativas ao nosso superior, o que sempre nos dá margem para executar a tarefa com mais determinação. Determinados somos mais eficazes. E mais atentos. E o facto de mantermos um segredinho faz-nos sentir vivos, faz-nos pensar nas mentirinhas (que não deixam de ser mentiras) que temos que engendrar para não sermos descobertos. Pensem na quantidade de mentiras que dizemos todos os dias. A grande maioria não tem maldade nenhuma, antes pelo contrário. Não dizemos que a comida estava horrível, ficamos pelo mais ou menos. Não dizemos que o sexo foi mau. Não dizemos que alguém é muito feio, ensinam-nos a dizer que é diferente, ou bonito por dentro. Não dizemos que gostamos de aventuras, apenas que somos fieis. Fiel é o bacalhau! Nós somos mesmo é mentirosos. Todos sem excepção!

domingo, março 29, 2009

Nortadas

Ontem começaram. Não, não foi com o jogo de Portugal com os altos, loiros e pouco toscos suecos, foi mesmo o vento que se tornou forte de noroeste, intenso e gelado, sem dar tréguas. Fez com que a minha corrida de hoje fosse adiada para a manhã de amanhã. Vicissitudes do clima de quem vive à beira-mar. Contudo, também estes dias têm coisas boas, como o facto de os transeuntes da marginal se transfiram para os variadíssimos Shoppings  do grande Porto. Estranhos hábitos que esta gente tem, enfiam-se num carro com a família mais o coitado do cão, e sem destino definido, ocupam o Domingo com um ritual medonho de vai-e-vem sem sentido. Quando os dias estão como esteve  o de hoje enfiam-se num centro comercial a ver as montras. Até na educação e na cultura poupámos nos tempos da outra senhora. Os Museus, as bibliotecas, os teatros ou os livros por si só, são vistos como meios de estudo, autênticos lugares de “grande seca”, que, ou já visitaram aquando da escolaridade obrigatória, ou, visitam quando se trata do museu do clube, onde estarão guardadas as roupas interiores usadas numa qualquer conquista. Triste povo que não procura o conhecimento como forma de desenvolvimento e enriquecimento pessoal. É o que há. O povo e as nortadas.

sábado, março 28, 2009

Como tornar-se doente mental?

Este título, confesso, é plagiado. É o título de um livro que devorei em menos de 4 horas. Obra de um psiquiatra renomado, com várias publicações sobre o exercício da medicina psico de seu nome José Luís Pio Abreu. Este senhor, apercebendo-se da quantidade de obras que mostram variadíssimas terapêuticas para as diferentes patologias do foro psiquiátrico, e das vastas experiências de tratamentos falhados, optou por identificar as patologias conhecidas e conota-las comportamentalmente. Através dos vários sintomas, decifrou os caminhos a seguir para que qualquer comum mortal seja diagnosticado como doente mental. O livro funciona como uma vacina, um alerta para uma série de características que são indiciadoras de doença mental. Não diz que todos o somos, mas diz claramente que todos podemos ser facilmente conotados com aquelas patologias. Confesso que é aterrador verificar, como eu verifiquei, que para todos os tipos de doenças do foro mental, temos alguém, que conhecemos, que ligamos aos sintomas. Eu, identifiquei-me com uma das patologias, o que me leva a pensar que, embora  ainda não me sinta doente, tenho já identificada a maleita.

Como todos temos personalidade, todos temos passado, todos temos manias. Todos temos tendências para coisas que nos transmitem na educação, na nossa formação. Somos tendencialmente parecidos com o que nos ensinam, é um facto. Depois, a nossa cabeça faz o resto. Leva-nos pelos caminhos que decidimos trilhar, chama-se a isto livre arbítrio. É o que eu mais prezo a liberdade que nos fizeram o favor de oferecer, o direito à escolha e a decidir o que achámos melhor, ou que mais nos apraz.

Quanto ao livro, aconselho a sua leitura. Mais que não seja para levarmos o diagnóstico àqueles de quem gostamos e com quem nos preocupamos. Inclusive a nós próprios. Ensina-nos, ainda, a consciencializarmo-nos que a principal terapia somos nós mesmos.

Eu acho que, se não mudar, como bom número 1 que sou, a minha doença mental está entre a obsessão compulsiva e a psicose maníaco-depressiva (agora chamada de doença bipolar – a doença dos génios), mas como não cumpro os requisitos necessários para estar já enfermo, vou tentando controlar tal tendência.

Mantenham-se mentalmente saudáveis, controlem a vossa loucura. Lembrem-se que de médico e de louco, todos temos um pouco.

sexta-feira, março 27, 2009

Musica de sempre e para sempre

Não sou muito destas coisas de publicar coisas de outros no meu blogue, mas, como esta musica é muito mais que fabulosa e uma das musicas da minha vida, aqui fica a homenagem. Há gente que quando canta pára o mundo. Esta musica paralisa-me  todos os músculos, fico inerte, estático a ouvir e a apreciar. Apreciem também.

quinta-feira, março 26, 2009

Sem culpa

Eu não tenho. Acho que por cá ninguém tem. Eu, não fujo à regra, estou inocente.

Hoje, dia em que soubemos que os “culpados da crise têm olhos azuis e são brancos”, diz o Lula, soubemos também que duas figuras caricatas da nossa pitoresca equipa de cromos ligados à política, estão igualmente inocentes. Um diz que o dinheiro que tem na Suíça (cerca de 400 mil €), são sobras das campanhas eleitorais. O outro foi absolvido das acusações que sobre ele pendiam, tendo-se insurgido contra a comunicação social pela campanha que contra ele exerceu.

Eu gostava de saber porque é que a mim, que não sou louro, não me sobra nada. Gostava que os jardineiros da Câmara do Marco me viessem cá tratar do jardim e pintar as paredes. Gostava que me absolvessem depois. Gostava de fugir ao fisco e não ser condenado por isso. Gostava de concluir um curso superior num fim-de-semana, de preferência por e-mail, que eu não tenho fax. Gostava de poder ir até ao Brasil com os velhinhos cá da Freguesia, para que os pobres da sociedade pudessem usufruir das coisas boas da vida. Enfim, gostava de ser profissional da política, os intocáveis. Eu até sou branco, só não tenho é olhos azuis…

quarta-feira, março 25, 2009

Bora emigrar?

É a solução. Hoje ouvi a triste notícia que daqui a 5 anos, mais precisamente em 2014, o país vai à falência. Parece que é quando começamos a pagar tudo o que foi construído, de borla (na altura), no tempo do Sr. Engº que fugiu para casar com outra.

Imaginem o quanto têm que aumentar os impostos para cobrir a despesa que aí vem. A nossa dívida ao exterior é equivalente a 97% do PIB.

Agora imaginem que os senhores que são donos do PIB decidem ir embora. Acho que o melhor é iniciar, JÁ!, uma campanha de charme para que o Sr. Belmiro (conhecido merceeiro – Sonae) e o Sr. Américo (conhecido rolheiro, agora petroleiro) não fujam. Caso saiam baixa o PIB para um número anedótico.

A solução é emigrar. Vou começar a averiguar junto das instituições financeiras qual a nação que mais nos emprestou dinheiro para fazer as tais obras de borla. Vou para lá em Dezembro de 2013. Quem cá ficar que pague.

Aceitam-se inscrições para a viagem. Contactem o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Digam que querem fugir, eles ajudam. Se não ajudarem ameace-os com o pedido do subsidio de desemprego!

O presente

Presente, tempo verbal. Sim porque o presente, ou o tempo presente, a partir do momento que o mencionámos, já passou. Parece complicado mas não é. Nós somos o nosso passado, com ambições para o futuro (ou não), mas o nosso presente não existe. Existe é uma rotina, ou uma vivência comum a muitos outros. É uma soma de muitas experiências que nos faz como somos e nos projecta para o futuro, só não temos é presente. E com a crise, já nem o futuro é certo…

Penso, melhor, pensei, agora escrevo. Acho que devíamos reclamar outra oportunidade. Mas com toda esta bagagem de vida. Regressávamos com maturidade e experiência suficientes para fazermos as escolhas que mais nos aprazem. Era estranho, mas, ou tínhamos depressões com 3 aninhos, ou tínhamos uma vida à nossa maneira. Não que me arrependa da maioria das minhas escolhas (sim, as escolhas são sempre nossas, embora condicionadas pelo destino), mas, sempre aperfeiçoava algumas. Talvez o meu presente fosse melhor, ou pior, seria com certeza diferente.

Mas, e ao contrário da maioria, eu até gosto do meu. Devo andar com o passo trocado. Estão na moda as depressões, seja porque não existe identificação com o presente onde chegaram, seja porque não almejam futuro da vida, ou mesmo porque, depois de um processo de amadurecimento, chegaram à conclusão que tudo isto um dia acaba. O que a vida mais tem de fantástico é mesmo o presente que não é. Já foi. Mas o que tem de mais misterioso e que a torna apetecível é o desconhecimento do futuro. Para a frente tudo é permitido. Os sonhos não pagam imposto, não são proibidos e  nunca são demais. Sonhemos então para o futuro porque este presente, amanhã, já é passado.

sábado, março 21, 2009

Compreensão ou Amor?

Vista assim a questão parece evidentemente feminina, mas não. Sou eu mesmo que divago sobre tal interrogação.

Porquê? Porque num destes dias, enquanto falava com uma amiga, e depois de um momento de azia da parte da dita, desabafei que não estava a perceber tal agressividade. Disse-me que não, que estava a ser normal, o que me assustou ainda mais. No dia seguinte disse-me que, e cito, “as mulheres não devem ser compreendidas, mas sim amadas”. Penso que a citação está correcta, embora admita uma ou outra falha na transcrição. Parece que a frase deve ser respeitada. Eu respeito, mas discordo. A mulher, quando esposa, provavelmente deve ser tratada como tal, com alguma compreensão que advém da cumplicidade existente no casal. Cumplicidade e respeito que, chame-se ou não amor, faz com que algumas atitudes que não pareçam compreensíveis, se tolerem. Agora, amar incondicionalmente é que não! Respeitar, compreender, agradar, tudo bem. Mas se não for mutuo não presta, até porque não há bela sem senão. Quem encontra todos os predicados exigidos na sua cara-metade que desconfie. Quando a esmola é grande…

Assim, e muito sinceramente, acho que era incapaz de amar sem compreender. Deve ser defeito, mas até nisso vejo as mulheres como semelhantes ao homem. Não têm exclusivos no plano intelectual. Ficam-se pelos exclusivos que lhes são conhecidos e reconhecidos por quem quer reconhecer.

Quanto ao amor, na minha modesta opinião, é completamente independente da compreensão. Nem tão pouco implica compreensão. Não é por acaso que o amor tem muito de irracional e para compreender tem, obrigatoriamente, de partir do raciocínio.

Porque será que os emoticons não têm cabelo?

Boa pergunta, não acham?

emoticons

O certo é que não têm. O cabelo não transmite estados de espírito, sendo esse o principal efeito pretendido num emoticon. Ou transmite? De certa forma sim, quando há ausência de cuidado. Ou pelo menos é um indicador da saúde ou sua ausência, da higiene, etc.

As pessoas são muitas vezes avaliadas por aspectos exteriores ao motivo da avaliação, e, o cabelo é das coisas mais avaliadas. Bem como as mãos. Caso se queiram dar ao trabalho, comecem a reparar mais nas mãos das pessoas. Observando com atenção, facilmente aquilatámos a sua área de actividade. Um trabalhador rural, ou um trabalhador da construção não tem as mãos no mesmo estado que um empregado de escritório. Um mecânico distingue-se facilmente de um padeiro.

O cabelo também nos distingue. Só não distingue os emoticons. Estes nasceram carecas. Quando muito usam umas sobrancelhas mais carregadas.

Enfim, banalidades…