sexta-feira, setembro 25, 2009

Andar por aí

Andar por aí deve ser porreiro, pá!

Devia, aliás, ser uma profissão com acesso através de concurso público. Sim, porque nem todos têm perfil para andar por aí. O Pedro Santana Lopes, por exemplo, não conseguiu manter-se por aí, rapidamente regressou ao por aqui, que designo por lides públicas.

Não, o andar por aí não é um cargo público, o por aí é um cargo privado, quase uma carreira auto-didacta que se limita a apreciar quem anda por aqui.

Ainda não perceberam, eu explico:

Andámos todos por aqui a ver se percebemos porque é que somos o País que somos, com todos os defeitos e virtudes, com os atrasos e avanços, os que em nós mandam e nos dirigem, e ainda não entendemos que enquanto por aqui andarmos nos limitamos a ser informados e, por vezes, ignorados.

E a classe que anda por aí a dirigir-nos, vai por aí levando o que produzimos, entrega a quem entende o que dá para ver por aí, eventualmente estudar o que se vai fazer por aí, e, melhor fora, que não tenha que se deslocar a lado nenhum, muito menos por aqui.

Estes que analisam os “por aí” são os que se safam. São os que ninguém sabe o nome, ninguém conhece, mas que se tornam um número, considerável diga-se, por aqui.

São os gajos que quando por cá se faz de conta, vão vendendo essas ideias e ganhando o pilim. Esmiúçam, fazem textos parvos (mais ou menos como este), tornam-se famosos e influenciam opiniões. Não, não são os Gato Fedorento. São os 48.000 milionários de Portugal. Excluindo meia dúzia de palermas que trabalham mesmo, os outros andam por aí (devem ser gestores) a analisar e estudar soluções que ninguém entende, mas, contudo, sendo produzidas a partir de bases estudadas, enfim, por aí, se tornam valiosíssimas.

Deve ser…

terça-feira, setembro 22, 2009

Não há pachorra…

Já não tenho paciência para este país a brincar. Enquanto o numero de desempregados continua a aumentar, o défice das contas publicas em igual movimento ascendente, a insegurança a sobrepor-se à liberdade de movimentos do cidadão comum, enfim, o País a andar para trás e anda tudo a discutir escutas. Os jornalistas pouco interessados em discutir o País, os Gato Fedorento armados em oposição à Manuela Ferreira Leite, o Cavaco, como sempre, a minar o terreno a todo e algum que se atreva a ser 1º Ministro depois dele, com as cores do PSD (sim, porque o Durão foi um equivoco do Guterres, que lhe estendeu a passadeira) e o povo com um apagão geral, esquecendo-se do que se passou nos últimos 4 anos.

Não compreendo. Este Cavaco Silva, deve sentir que tem que se manter no centro das atenções. Ou com uma fatia de bolo-rei, ou com artigos de opinião a “dar palmadas nos irmãos mais novos, ainda na maternidade” (sim citei Pedro Santana Lopes, qual Calimero), ou, como agora, atraindo atenções para a sua Casa Civil. Já em 1995, com um desmentido sobre a sua candidatura à Presidência da Republica, passou uma rasteira a Fernando Nogueira, abafando completamente a demonstração de incompetência do Guterres com a sua completa desorientação quanto ao PIB. Pode ser que o mandem de vez para Boliqueime, mas o homem que mais o queria pôr lá (o Portas do Independente), é agora um dos indefectíveis defensor do homem que soltava migalhas de uvas passas com frutos cristalizados.

O Presidente despediu o assessor Fernando Lima. Mas porque raio é que todos os políticos metem atrás deles montes de assessores que ninguém elege, que normalmente são pagos a peso de ouro e que se dedicam a mandar bocas para os jornais. Ou acham que só os assessores de Belém é que o fazem? Não, não sou ingénuo…

Já a Manuela Ferreira Leite, poupadinha, dispensa assessores e só dá calinadas. Esmiuçada pelos Gato Fedorento, parece o bobo da corte destas eleições. Consegue ser uma espécie de Sarah Palin à portuguesa (salvo as evidentes diferenças estéticas).

Com tanto tiro nos pés e granadas lançadas para as próprias casernas, parece que lá para 2011, teremos o País pior, com obras do TGV (para trazer espanhóis na Páscoa), muitos beneficiários do Rendimento Mínimo (se ainda houver dinheiro na Segurança Social), e casais do mesmo sexo nos Noivos de S.to António (sim, o António Costa é moderno e vai alinhar na inovação). Vamos continuar pior mas modernos. É como os carros Tunning, velhos mas com extras que davam para comprar um carro novo.

Não me digam o contrário, porque não vejo quais foram as evoluções deste País nos últimos 12 anos. Anda este Zé Povinho aramado em Chico Esperto, cada vez que consegue “sacar” algum do Estado, como se o Estado não fossemos todos nós. Só cá um Partido como o Bloco com mais de 10%… São os cicerones dos parolos deste canto à beira-mar plantado. Vamos dar-lhes a maioria que este povo só aprende quando lhe vão ao bolso. Já se esqueceram todos do PREC, quando o País, depois do saque da esquerda populista (como este Bloco), correu a bater à porta do FMI, qual filho teso, depois de estoirar as mesadas de 1 ano no dia 1 de Janeiro. Até o Garcia Pereira já tem audiência. Valha-me Deus! Alguém dê juízo e umas lições de História aos Jornalistas portugueses.

Alguém elucide o Povo, já que os políticos não o conseguem fazer…

sexta-feira, setembro 18, 2009

Lembranças de menino

Lembro-me de medos ter sem nada temer, com horizontes longínquos sem nada ver.

Lembro-me de tudo querer sem nada obter, com vontade de buscar embora sem poder.

Lembro-me do que não tinha nem viria a ter sem poder alcançar ou sequer viver.

Lembro-me da idade em que tudo é belo, sem nada acabar com o tempo efémero de quem quer viver.

Lembro-me do menino que fui, um dia deixei de ser e que gostaria um dia de voltar a nascer.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Memórias

Quem esquece, quem esmorece, quem quisesse que se fizesse da memória outra história, de quem de amor padece.

Padece, ou padeceu, porque embora enamorado estivesse, de amor não morreu.

Sentiu, possuiu, e, por fim, fugiu.

Deixou-o só, com ardor e dó, de quem uniu o amor e o destino numa memória em pó… Que no vento se diluiu!

quarta-feira, setembro 16, 2009

Apetece-me, sei lá…

Normalmente não escrevo, aqui, sobre política. Limito-me a comentar artigos noutros blogues que acompanho. Só que, por esta altura, acho que, sendo este espaço um espaço dedicado a reflexões várias, e como me falta a inspiração para insultar as mais diversas formas de estupidez e mesquinhez humana que grassa à minha volta, decidi voltar-me para um tema ainda mais fracturante e deveras interessante, senão mesmo, dilacerante (gaita, às vezes as ideias fluem-me…).

A campanha já vai longa, para quem como eu, considere o último ano uma pré campanha a todos os níveis. Os senhores do governo a multiplicarem-se em simpatia e suspensões de reformas que abanassem muito a árvore e os fizessem cair (ainda mais), nas sondagens. A oposição a dramatizar tudo e mais alguma coisa e a acenar com a panaceia para todos os males.

Mas o que me irrita mesmo é a falta de coragem dos jornalistas.

Quando vão à Madeira, região que consideram território adversário, desdobram-se em provocações ao AJJ, mas não têm coragem para perguntar aos partidos da extrema esquerda deste país, como vão governar, sendo contra a União Europeia? Como vão nacionalizar o que pretendem nacionalizar? Como vão pagar as medidas que pretendem implementar? Como vão manter investimentos estrangeiros, se querem acabar com os incentivos fiscais aos grandes grupos económicos?

Depois chegam à triste conclusão que Portugal é o único País da Europa onde a extrema esquerda mais tem crescido. Pudera, são mais publicitados que o Skip…

Chama-se populismo ao tipo de politica seguida por Luís Filipe Menezes e Pedro Santana Lopes, só para citar dois exemplos, e então às propostas que visam nacionalizar as casas (mesmo licenciadas) integradas em Parques Naturais chama-se o quê? Eu chamaria estupidez.

Andaram a procurar no programa eleitoral da Manuela motivos de conversa, como a mulher não descreveu (como de costume) um compêndio de modelo de sociedade, aqui d’el Rei que tem motivações ocultas. Nos últimos anos algum de vocês se deu ao trabalho de ler programas eleitorais?

O Eng.º foi eleito sem dizer coisa nenhuma, agora quer que os outros digam seja o que for, e coloca-se ele na posição de quem não tem nada a ver com os últimos anos. Terei eu, sei lá…

Acabem mas é com a bandalheira que para aí vai e ponham este canto no mapa, com condições mínimas de vida e com esperança no futuro. E acho que os trotskistas e marxistas não conseguirão fazer cá o que não se fez em lado nenhum. Deixemo-nos de tangas, importante é votar em quem acredita na democracia.

Tenho dito.

domingo, setembro 13, 2009

Será o Amor eterno?

Não me parece. Acho até que quando as relações se eternizam, acabam por infernizar a vida de um dos elementos do casal.

Quando as relações começam, tudo é belo, tudo são rosas, tudo o que é bom ofusca os defeitos. É como um carro novo. Raramente se descobrem defeitos, e quando nos falam em algum, enervámos-nos e relativizamos ou mesmo eliminamos, pura e simplesmente, os ditos. Partilhámos com os melhores amigos, na esperança de os convencer. Ficamos sempre à espera que o momento de ver esse alguém chegue.

A paixão no seu auge é quase a perfeição de uma relação.

Depois, como sempre fazemos com tudo o resto, inventamos forma de estragar o que está, quase, perfeito: Casámos!

É o momento do sonho de qualquer menina. Elas são mesmo preparadas para esse desiderato, o casamento é a meta da vida delas. E os filhos. Mulher que não case quer muito ter filhos, as que casam são pressionadas para isso, até porque a sociedade não compreende a opção de não os ter. Quando os meninos nascem, são os filhos delas, e os maridos passam, imediatamente, a “pai do meu filho”. O modelo que elas escolheram, que não tinha defeitos, que era todo ele o que mais desejavam, acabara de nascer e, perfeição das perfeições, era para moldar como elas querem. Elas projectam então nos filhos, aquilo que viam no pai. E começa uma longa e árdua tentativa de fazer mais uma perfeita e ideal paixão. Aliás que se prolonga vida fora, vide as sogras…

Depreende-se desta curta e resumida reflexão que, não sendo o amor eterno, elas fazem tudo para o prolongar.

Louve-se a tentativa.

Só que, normalmente, estragam tudo a tentar.

P.S.: Reconheço algum machismo exacerbado neste texto. Contudo, gostaria de referir que o texto é inspirado num exemplo real. Desculpem-me as meninas que lerem este texto e não se achem assim. Eu acredito que não sejam, mas olhem à vossa volta e facilmente revêem características aqui descritas em alguém que vos é próximo. Mais que não seja, a vossa sogra…

quarta-feira, setembro 09, 2009

Actualidades

Hoje, sem assunto para dissecar, apetecia-me, contudo, escrever. À falta de assunto, fiz um périplo pela actualidade. Nada me seduz para fazer um comentário daqueles que só a mim diz respeito. Sim comentário, porque nós somos donos da nossa opinião, ou deveríamos ser. Existem fazedores de opinião a quem não vale, pura e simplesmente, dar a mínima atenção.

Da ordem de retirada do livro daquele ex-inspector da PJ, até ao, supostamente, indigitado novo director da TVI, nada me seduz, porque não me suscita interesse. Que Portugal ganhou à Hungria, já todos sabemos e esperávamos (como esperávamos a vitoria sobre a Albânia, em Braga, e empatámos), que a campanha eleitoral anda por aí, sem esclarecer ninguém a não ser, provavelmente, os opinadores que esmiúçam até ao ínfimo pormenor a performance dos intervenientes. Como se importasse…

Não. actualidade nacional cada vez me interessa menos comentar ou eventualmente acompanhar. Cheguei ao ponto em que voto no contra e acompanho ao mínimo, não vá a minha tensão arterial subir desmesuradamente e provocar algum percalço no meu bem estar. Não. Pouco me importa que os Baldaias e os Pinas deste país se apregoem isentos quando não o são, ou que, quem se assume com lado político seja corrido dos painéis de opinião; que se critique o populismo à direita (e bem) e se dê tanta publicidade e promoção a um populismo de esquerda, que, à boa maneira marxista, proponha nacionalizações a torto e a direito, e a liberalização da bandalheira. País estranho este que discute alegremente possíveis coligações com partidos que são contra a UE, a Nato, a OCDE, a Organização Mundial do Comercio e todas as demais organizações que sirvam para regular o que quer que seja. Pobre país este. Não conseguimos crescer como povo e como sociedade sem a mão tutelar do despotismo ou do populismo. O caciquismo apodera-se de tudo como um polvo com densos e extensos tentáculos, qual academia da cunha, onde sem esta, ninguém vai a lado nenhum.

E já agora, pobre gente que vive no país das garantias, onde tudo anda atrás de garantir seja o que for. Ou a pensão do ex-marido (“p’ró menino, não é p’ra mim…”), ou o subsidio disto ou daquilo, ou a efectividade no emprego, a caixa, a reforma, a vida boa, as benesses, etc., etc., etc.,…

E ainda queriam que o Estado, qual pai tutelar, nos obrigasse a assumir compromissos que não queremos. Isso é que deveria ser discutido nesta campanha. A economia é com o Sr. Jean Claude Trichet. As uniões de facto, a solidariedade, a justiça, a educação e a reforma do estado (papão que nos suga todos os recursos), temas fracturantes que gostaria de ver debatidos. Não, enchem-nos de economia, de visões utópicas de um país que depende do exterior para quase tudo, qual panaceia para tudo o resto.

E vou dormir, que amanhã tenho que trabalhar, parece que desde Abril já trabalhamos para a empresa e, consequentemente, para nós próprios. Até aí, trabalhámos para o papão Estado.

Já agora, votem, porque, apesar de tudo, isso ainda é o mais importante.

domingo, setembro 06, 2009

00h48m03s

É este o tempo oficial da minha primeira prova de atletismo.
Claro está que os meus dois companheiros de jornada, (pelo menos até à linha de partida), fizeram tempos mais ambiciosos (35 e 38 minutos), mas são já velhos habitués daquelas andanças.
Um ano e pouco depois de deixar o meu velho amigo cigarro, dois depois de iniciar a perda do meu recorde absoluto de 137 kilinhos, o que implicou muita fominha (e boa nutrição), consegui correr uma pequena competição, que mais parecia um convívio de atletas.
A Corrida do Homem e da Mulher, cuja receita reverteu a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, transformou-me num deles, daqueles espécimes humanos que, quando podem, e em ritmo de lazer, fazem da corrida um hobby. Devo dizer-vos que nunca a palavra determinação fez tanto sentido. Parti determinado a acabar. Passou tanta gente por mim no início que eu pensei acabar atropelado, mas não. Era apenas a colocação natural dos atletas, os que queriam andar mais rápido, chegavam-se à frente. O meu ritmo(?) manteve-se estável, a partir do meio da prova melhorou, e acabei por ultrapassar muitos dos que se posicionaram, ao início, na linha da frente.
A meta chegou, muito suor e 7 km’s depois.
Valeu a pena. Agora é "só" continuar. 

segunda-feira, agosto 31, 2009

E depois do retiro…

Depois do retiro, cá estou eu de volta, para dar seguimento a este chorrilho de, às vezes humor, outras vezes sabor, dor e muitas apenas e só, simples desabafos de quem acha piada a estas coisas.

O retiro, que não sendo espiritual, não foi desligar, ficou-se por uns lamentos das enchentes de Agosto pelas praias ao meu redor, e agora, tornado em saudade do tempo de calor. Estranha esta dicotomia, onde não consigo pôr uma linha que diferencia o melhor do bom tempo e o melhor do tempo bom. Nem sei se bom tempo é o tempo em que o sossego abunda, se é o sol a escaldar. Não a mim, qual pinguim, que quando o sinto tão forte mergulho na água refrescante (brrrrr) do atlântico norte. Poupei, ao menos, este blogue de uma catrefada de textos a lamentar os estragos que os veraneantes provocam por cá, e aos sempre cómicos exemplos de famílias em busca de lazer. Todos temos direito à vida e a parvoíce faz parte. Foi a silly season. Vêm os dias para lamentar o que acabou e para trabalhar num futuro, que apesar de tudo, esperemos seja sempre diferente e, se possível, para melhor.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Nem sei que diga…

Ando aqui que nem sei que diga! A preguiça deu-me aí há um mês, não me apetece pensar.

Tenho assuntos para debitar que nunca mais acaba, pareço a redacção de um canal  de noticias, desses que preenchem horas de assunto, mesmo que não o tenham. Sempre me questionei como é que as noticias em Portugal têm sempre tempo marcado, leva os atarefados jornalistas à procura de assunto quando ele não existe. O que me falta é vontade de escrever.

A gripe A está em grande, substituindo, em parte, a época de incêndios. Parece obrigatória a dita.

Abriu também a época das mães extremadas que tentam a todo o custo proteger os filhos dos pais quais papões avançando contra o seu bem-estar. Há gente muito parva, gente que se aproveita de tudo o que pode para daí extrair o máximo para si próprio, usando para tal, o que for necessário. Neste país que apela ao laxismo, país que debita e inventa subsídios e protecções, chegamos ao cumulo de as mães acharem sua propriedade os filhos que põem no mundo. Que raio de país este que protege a estupidez e promove o absentismo.

Que raio de gente, que se agarra a tudo o que acha que é direito seu e exorciza tudo o que lhe parece dever.

Que raio de educação dá um Pai, quando cria os seus filhos com a ideia de que o mundo e a vida tudo nos dão, não sendo preciso dar em troca, bastando para tal acreditar numa qualquer utopia.

Raio de gente esta que se acha sempre mais que todos os demais, que se acha mesmo de mais para todos os outros.

Bom, estou de férias, não me apetece pensar nisso.

quinta-feira, julho 23, 2009

Coisa gira do dia

Li uma frase fantástica hoje, num daqueles estados de Alma de alguém, no ciberespaço.

Traduzindo do Inglês é mais ou menos isto:

“Quando morrer, gostava de morrer como o meu Avô: Durante o sono; não a gritar como os passageiros que iam com ele no carro…”

Ainda dizem que não se aprende com gente desta.

Ou então esta:

“O homem inteligente aprende com os erros dos outros; o menos esperto aprende com os próprios”.

Ou então:

“Camarão que se deixa dormir é levado pela corrente!”

Gente gira a ciber população.

terça-feira, julho 21, 2009

Silly Season

Falta-me a paciência. A inspiração, essa treina-se. Arranja-se um tema, desenvolve-se e passa-se ao teclado. Mas falta-me mesmo é paciência.

Resumindo este já longo mês, é esta a conclusão.

Quando não se tem paciência para pensar, deixamos a vida acontecer. Não a controlamos, ela é que nos controla.

Fiquei de escrever um livro com uma amiga, mas ainda não tenho tanta qualidade na escrita como ela demonstra. Um contributo não deve nunca chegar a estorvo.

Resumindo, é a minha merecida silly season: Época de retiro.

Mas eu volto. Prometo.

segunda-feira, julho 06, 2009

Que totó!

Li a entrevista do Miguel Sousa Tavares ao Dn (http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1295588&seccao=Livros) e fiquei com a mesma opinião do único leitor que se deu ao trabalho de a comentar na página do dito jornal. Com tanto que o homem disse, o leitor comentou com a expressão que faz título desta crónica.

MST começa por desancar forte e feio em Portugal, nos portugueses, nos políticos, nos blogues, no twitter, enfim, em tudo o que o rodeia, seja na sociedade civil seja no mundo virtual. Bate em tudo e em todos, insurge-se contra este estado em que o País mergulhou, onde tudo e todos gravitam à volta do Estado a tentar colher umas migalhas (leia-se subsídios) do Orçamento de Estado. Manifesta-se contra, no fundo, o excesso de Estado que é gritante na nossa economia e sociedade em geral. No entanto, o cromo, é apoiante dos políticos que defendem, precisamente, mais estado.

Declara sentir uma vontade enorme de emigrar, provavelmente para o Brasil, que é País com muita trapalhada, mas, diz o cromo, tem ainda direito às trapalhadas, ao contrário de Portugal.

Bate forte no nosso PR, acha-o inútil, sem curriculum para o cargo e sem objectividade na função.

Enfim, o homem sente-se muito desiludido com tudo isto, com vontade de se pirar, contudo, continua a viver à custa do Zé Povinho. Que eu saiba os leitores do Expresso, onde escreve, e os telespectadores da TVI, onde comenta a actualidade, estão, na esmagadora maioria, em Portugal. E os livros devem vender mais por cá, ou não?

É por causa de palhaços como este que o nosso País está como está. Limitam-se a dizer mal de tudo por cá e a enaltecer as imbecilidades dos destinos turísticos preferidos. E ainda há quem lhe dê audiência. Já sei que para o caso pouco importo, mas, desde há muitos anos, que decidi marimbar-me para esse pasquim. Recuso-me a ler os seus livros e crónicas, e escuso-me a ouvir as opiniões que emana na dita Tv. Prefiro outras paragens, outras opiniões e aprecio a sinceridade intelectual. Esta coisa de dizer uma coisa e praticar o contrário, já cansa.

Gente como este pode ir para o Brasil que cá não faz falta.

A minha opinião é tão válida como a dele!

P.S.: Espero não ferir susceptibilidades com este texto, que é, quer se goste quer não, apenas uma opinião.

terça-feira, junho 30, 2009

O vizinho português

Michael Jackson tinha um vizinho português? E daí?

A RTP enviou um jornalista a Los Angels, para cobrir os desenvolvimentos à volta da morte do artista. Como não há desenvolvimentos, e à falta de melhor motivo de notícia, foram procurar saber se o homem era bom ou mau vizinho.

Entre “cycling’s e neighbour’s”, o jornalista, numa espécie de recuperação da notícia do cão português, tentava a todo o custo que o dito homem se recordasse de se cruzar, talvez num passeio de bicicleta, com o falecido. Ora com a falta de memoria (ou de imaginação) do seu interlocutor, rapidamente o jornalista passou a descrever o trajecto do dito Sr. em direcção a Santa Barbara, “County” famoso pelo PIB per capita, dos mais elevados da América.

Só que eu, a julgar pela imagem abaixo, acho que o MJ não deveria ir para a pista de “cycling” para praticar o popular desporto. O jornalista é que não acha o mesmo.

Podiam já agora, ter ido ao cabeleireiro lá da zona; ou à mercearia. Nesses lugares é que se encontram os vizinhos…

Mas pronto, faltava notícia…

Gay pride

Assim em inglês, até nem choca tanto. Parece que, felizmente, ainda não transformaram o dia em feriado, ou que obriguem alguém a comemorar. Mas começa a ser preocupante a quantidade de gente que aflui a tal desfile; são sempre mais que os votantes nas eleições europeias, a julgar pela moldura humana presente nas várias capitais europeias.

Isto porque hoje, ao ver o anuncio de um dvd colocado no mercado, de um filme premiado pela Academia de Hollywood, me lembrei da receita para receber um Óscar: fazer um filme cujo argumento se baseie numa historia gay. A ver por todos os mais badalados filmes que se baseiam em tal orientação, que, quase sem excepção, foram premiados com a estatueta. Não tenho nada contra, mas os filmes são mesmo fracos. E dois homens juntos num acto sexual é mesmo bastante estranho, senão repugnante. Chamem-me homofóbico, mas mesmo nos filmes as cenas se tornam um pouco chocantes. Por exemplo, acho que o filme Brokeback Mountain deu uma péssima imagem da pesca. Nunca mais dois amigos irem à pesca terá o mesmo significado.   

Mas adiante, eu temo é que qualquer dia transformem a sociedade e os humanos numa espécie de novelo enrodilhado, que de tão ensarilhado, perde, por não ter sentido, a sua utilidade e finalidade.

Fica o consolo de, como diz o outro, “um gay é menos um concorrente e ainda ocupa outro…”

Desculpem os gays, (conheço alguns, por acaso gente impecável, na sua grande maioria, se bem que, conheço mais heterossexuais e não deixam de ser impecáveis por isso) mas quando passam a desfilar e a fazer da sua orientação sexual uma afirmação, deixam de ser normais para passarem a ser uma espécie rara que se acha sempre desprezada e diminuída, com tiques de quem se acha no direito de tudo e mais alguma coisa. Acho que deveriam, em primeiro lugar, assumir que as opções de vida das pessoas têm consequências. Não podem querer ser diferentes e não dar às pessoas o direito de comentarem a diferença.  Nem acho que tenham que desfilar para terem direito à diferença. Podem ficar por casa.

sábado, junho 27, 2009

 

“A resolução 86/2007 do Conselho de Ministros permite a transferência de verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional destinadas às regiões de convergência para a capital. Isto desde que os projectos em causa sejam de interesse nacional.”

Depois vêm falar de rivalidades do norte para com o sul do país. É de bradar aos céus. Então Lisboa, que como se sabe é discriminada relativamente às restantes (ricas e abastadas, já agora), além de ser a única região portuguesa que já não recebe fundos de coesão (que são atribuídos às regiões europeias menos desenvolvidas), ainda suga os recursos destinados às demais? Pobre país este que de tão centralizado se há-de afundar com o provincianismo de quem pensa que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. A política socialista revela-se; são muito bons com a carteira dos outros. A deles é deles, a dos outros é de todos.

Começo a perceber quem tanto se insurge contra o Terreiro do Paço, pena é que estas notícias não sejam divulgadas pelos órgãos de comunicação social nacionais, talvez porque não lhes convém. Afinal, todos comem do mesmo tacho. E ainda me querem convencer que o voto à esquerda é que é útil e traz alguma justiça? Foi o nacionalismo que fez o país. Não foi Lisboa que cresceu e conquistou, pelo contrário, foi conquistada. Leva recursos desde sempre. O motivo principal que impulsionou a instauração da Republica, o principal anseio de quem lutou contra o poder do Terreiro do Paço, era o da igualdade entre todos. Alguém a vê? Eu não.

quarta-feira, junho 24, 2009

The Return to innocence

“Thats not the beginning of the end, thats the return to yourself: The return to innocence”

Sucesso da década de 90, que ainda hoje nos faz pensar que ser alguém ligado ao esoterismo ou perito em meditação transcendental, seria mais fácil com musicas assim.

Há na musica em geral algo de mágico, algo que nos faz ser gente simples, simpática, carinhosa e mesmo bastante mais desinibida que o habitual. Existe em muitas o cariz transformador, que normalmente nos leva para o que mais desejávamos ser; um encantador de almas, gente bonita que vagueia pelo mundo distribuindo o que mais queríamos para nós próprios.

Quem olhava para os movimentos libertadores e carregados de amor e paz que grassavam nos anos 70, podia antever um mundo livre de armas, onde as pessoas faziam amor onde lhes desse na real gana, nunca ferindo ou atropelando a vontade dos outros, dando a todos a liberdade de decidir sem pressão de qualquer espécie.

E depois há o lado da revolta, revolta pelo que não têm os que a cantam, pelas bandeiras que empunham levando nas gargantas o sentimento de comunidades oprimidas e insatisfeitas com a vida que lhes proporcionam os seus líderes.

A música liberta-nos a mente, faz-nos viajar por um infindável mar de vidas, de experiências, de sentimentos em que, existe sempre uma ou outra, nos revemos ou nos imaginamos. Faz-nos sonhar.

É mesmo: The return to innocence.

segunda-feira, junho 22, 2009

Também e principalmente

Após algumas transcrições de textos, e porque a principal virtude de alguém que tem um espaço como este é a capacidade de partilha, decidi publicar uma excelente escolha.

Como aprecio as tuas, diga-se, excelentes opções musicais, aqui fica uma música da minha vida, que provavelmente também é da tua.

Se houver quem não goste, que aprecie o silêncio…

domingo, junho 21, 2009

O maior piquenique do mundo!

Portugal no seu melhor.

Quando recebo um e-mail com este título, já sei que vem lá galhofa com o que de mais parolinho por cá se faz. Este dia deve ter dado para recolher assunto para um ano de correio electrónico humorístico. É triste, mas é a verdade. O Sr. Belmiro tinha lá uns chouriços e broa quase fora de prazo, e em vez de matar a fome a quem precisa, promove um ajuntamento de fans do Tony Carreira (este é que devia ir para o Guiness) e acha, a julgar pelo discurso do seu director de marketing, que a sua fantástica rede de supermercados é que provocou tudo aquilo.

Parece que até o aplauso foi o maior do mundo.  E então os milhares que se juntam por esses estádios de futebol fora, muitas vezes em numero superior aos ditos 30.000, quando aplaudirem, a partir de agora, entram para o guiness?

Entretanto em Lisboa, uma câmara do serviço publico de televisão seguia o CR7, tentando arrancar umas palavras do menino de oiro, arrancando este a grande velocidade ao volante de um dos seus bólides. Fica a notícia da visita à loja da irmã, parece que na companhia do irmão e do cunhado.

Triste serviço publico que transforma o país num gigantesco piquenique, em que nem o director se safa, ao dar um tamanho pontapé na gramática com a frase: “há aqui pessoas que vieram de todo o país”. Devem ter dado a volta ao território no autocarro do Modelo…

Futebol e piqueniques, é esta a nossa triste realidade…

sábado, junho 20, 2009

Cabras

“Por mais delicadas que sejamos o mundo acaba sempre por nos transformar numas cabras, de modo que, mais vale nem sequer tentarmos ser excessivamente simpáticas.” R.A.

Esta citação é o cabeçalho de um blogue. Parece que serve para passar a mensagem de sexo forte e dominador (as cabras são guerreiras e teimosas), mas, quanto a mim, não é mais que uma acertada definição que as mesmas arranjaram para se designarem.

A frase é delas…