Sou uma espécie de cancioneiro da corrida. Não faço relatos, transmito os sonhos que vivo nas minhas aventuras. Vou fazendo das tripas motivação.
quarta-feira, junho 03, 2009
Acho incrível a memória curta das pessoas, qual mentira com a mesma medida de perna.
Isto, devido à época eleitoral que atravessámos. Já não tenho pachorra para os candidatos, que, à imagem do que nos têm habituado, não passam de "betinhos" à procura de um bom resultado para satisfazerem os líderes, ou, no caso do Sr. de cabelo branco, para provarem o sabor de tudo contra o que lutaram durante anos.
Vou votar. Acho que a abstenção não é solução, é apenas o deixar para esses cromos a responsabilidade das opções que deveriam adoptar por aquilo que apregoam.
Vital, como ex-comunista, nunca teria o meu voto. Não por ser ex-PC, mas antes porque se tornou um pasquim. É arrogante, e goza com o povo quando diz que a crise é mais mediática que real. Rangel, não. Não gosto da figura que quase rebenta pelas costuras de tão gordo e os botões de punho irritam-me.
Nuno Melo, talvez. Apenas porque é de Braga, cidade que me é muito querida. Mas quando vejo o Sr. Colgate white ao seu lado, mudo de ideias.
Mais à esquerda, sentia-me contrariar tudo aquilo em que acredito, menos Estado na economia, mais regulação, mas iniciativa privada sempre. Este estado de coisas a que chegou Portugal, onde quem tem muito dinheiro tudo atrasa (obras, falências, julgamentos, leis, segurança, etc.), onde a subsídio-dependência atingíu o ridículo, onde os Réus gozam com os Juízes e estes com os Polícias, onde ser cumpridor da Lei e das regras da sociedade é ser uma espécie de "otário", é o culminar de longos anos de políticas de facilitismo. Desde a criação de subsídios para "escolarizar" quem não quer ir à escola, até subsídios para deixar a toxicodependência, todos estes e mais alguns sempre superiores aos atríbuidos a quem realmente precisa, esta mania do Estado socialista querer dar liberdade para a libertinagem, onde uma miúda de 15 anos não pode fazer um piercing sem a autorização dos Pais, mas pode abortar sem estes saberem, leva-me à triste conclusão que o que deveria ser normal, está a tornar-se raro. A ausência de valores existente na vida política nacional, sem alternativas de valor à vista, leva-me a pensar que se calhar, vou dar o meu voto a um desses movimentos criados recentemente e que, graças à Lei Eleitoral, recebem os 30€ correspondentes. Pelo menos não o vão gastar em bandeiras e bonés para dar aos estoicos resistentes que ainda vão aos comícios.
Pelo Sonho é que vamos
comovidos e mudos
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
(Retirado do blogue de uma amiga. Gostei, logo... copy, paste!)
As mamãs a gritar com os meninos, os meninos a ignorar, as mamãs a ameaçar,...
Não há como um dia de calor para recordar que viver na praia se assemelha a uma invasão de propriedade quando há bar aberto. Tudo cá vem ter. Eu até acho muito bem, devia era ter dinheiro para me evaporar ou pagar para a malta fugir para as praias vizinhas. Não que ache que não lhes assista o direito de virem para a praia da Madalena, apenas porque isto perde a piada com a afluência em massa. Fora isso tudo bem.
terça-feira, maio 26, 2009
Frases que gostei
“A religião não é o ópio do povo, é o placebo.” – Anónimo
“As coincidências são a forma de Deus se manter incógnito.” – Einstein
Como é que é possível de ter gostado tanto de duas frases tão antagónicas? Mas gostei.
Regresso
Após prolongada ausência deste meu espaço dedicado à reflexão (não porque o não quisesse, mas os afazeres profissionais impunham-se), regresso com prazer e com vontade de partilhar algumas frases que me fizeram pensar. Provavelmente, algumas são já conhecidas e todas elas plagiadas. Dou-me ao prazer da escrita, contudo, não me vejo a pensar frases que sejam marcantes e que resumam tão bem alguns dos meus pensamentos.
Um amigo meu tem pendurado na parede da sua empresa o seguinte pensamento:
“É muito melhor lançar-se à luta em busca de triunfo, mesmo expondo-se ao insucesso, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”
Não podia concordar mais. Aliás, acho que é o resumo da minha vida.
terça-feira, abril 28, 2009
Gripe dos porcos
Vulgarmente conhecida como gripe suína, patologia que se coíbe de vir para este caos em que se encontra Portugal.
Como andam por cá as pandemias, nem os bichinhos aqui chegam. Mas com este piscar de olho a um novo Bloco Central (como se alguma vez nos tivesse abandonado), ainda vai aquecer o ambiente acima dos prometidos 70º que matam os bichinhos.
Eu aposto, que com o aproximar das altas temperaturas de verão, vão mudar o Terreiro do Paço para a Amareleja, terra conhecida pelos recordes de calor. Assim tão chegadinhos ultrapassam com certeza o limiar de resistência da “influenza”.
segunda-feira, abril 27, 2009
Correio publicitário
Andava há uns dias para publicar um texto acerca deste assunto. É incrível a quantidade de publicidade que nos colocam na caixa de correio. Com a quantidade de eleições que por aí vêem, acho que vou colocar o autocolante da praxe para quem não quer receber nada. O pior é que há coisas que até são interessantes, que ocupam espaço sempre útil no wc lá de casa. Sempre nos entretemos enquanto fazemos coisas pouco entretidas em si mesmas. Pode sempre evitar uma espreitadela à cor do produto expelido (os médicos aconselham…), embora ache inevitável olhar, pelo menos, para o papel (enquanto se dobra), ou conhecem alguém que o não faça?
Adiante, o certo é que deveria haver outra forma de seleccionar os panfletos e jornais publicitários, em lugar de os distribuirmos pelas caixas de correio dos vizinhos…
Ou conhecem alguém que não o faça?

domingo, abril 26, 2009
Liberdade
Nasci pouco antes do 25 de Abril, tendo apenas a experiência daí resultante, mas acho que nestes anos todos, em matéria de liberdade, regredimos. E porquê? Porque perdemos o sentido da palavra. Passamos da vontade de sermos livres ao exemplo de libertinagem. Irrita-me o facto de as pessoas acharem que a liberdade individual é superior à colectiva. Já não há o sentido do bem comum, diluiu-se no tempo. As pessoas acham que não têm nada a ver com tudo o que as rodeia. Já ninguém quer saber dos outros, vivemos cada vez mais fechados em nós e nos nossos, no nosso núcleo de família e amigos. Estamos a tornar-nos um povo egoísta. Éramos uma espécie de bairro antigo, uma Alfama gigante, ou uma Ribeira estendida. Todos nos preocupávamos com os nossos mas sem esquecer o comum. Tudo isso se perdeu para cada um, individuo.
O País está transformado num condomínio de luxo, onde todos entram pela garagem e só nos conhecemos pelos carros. As pessoas da manutenção que tratem do resto...
P.S.: Este texto foi publicado no Blogue Fio-de-prumo, como comentário a um post da autora do dito a respeito do tema. Como autor do mesmo tomei a liberdade de o colocar também aqui.
Pão com manteiga
Hoje volto à escrita. Volto às futilidades que aqui descrevo. Futilidades, não às opiniões. Acho que a blogosfera se tornou uma espécie de coluna do leitor, não auditada, o que no fundo é o reflexo de uma liberdade sem limites. Os limites somos nós mesmos, e eu, como nº primo, acabo agora uma semana em que simplesmente não me apeteceu escrever. Não me fez falta, nem a vós, que eu carinhosamente seleccionei para receberem esta crónica.
Ontem, depois do jogging, depois do banho e já depois de uma bela sopinha, deu-me para comer pão. Nada de anormal, não fosse o caso de eu pura e simplesmente, raramente o fazer. Comi 2 pães COM MANTEIGA! Lembrei-me de repente dos tempos em que era uma raridade em casa dos meus pais haver sequer manteiga. Somos 7 irmãos, comíamos uns 50 a 60 pães por dia, e, dizia a minha mãe, se houvesse manteiga, dobrávamos a quantia. Era pão a mais. Mas, de vez em quando, havia marmelada, geleia, doce de abóbora, e todas aquelas doçarias tradicionais que hoje nenhuma mãe sabe fazer. Mas de todas as iguarias, a que melhor me sabia era mesmo a manteiga. As coisas simples sabem sempre bem. Ontem, ao saborear tal petisco, lembrei os tempos em que a Tia Sílvia me fazia as torradinhas antes de ouvirmos o Terço no seu velho rádio (que ainda guardo). Lembrei os tempos em que, estando o pão “guardado” para não marchar todo de empreitada, fritávamos broa e a enchíamos de margarina (o colesterol não se queixava…). Lembrei os tempos de Seminário, em que a manteiga se comprava na papelaria a 25 escudos o pacote. Soube-me lindamente.
Enfim, as banalidades dão sentido à nossa existência. Nós somos o nosso passado. A nossa tralha, o que trazemos de experiências vividas, de memorias, de afectos, é o que havemos de levar sempre, não podemos fugir delas. Nem mesmo dos hábitos mais banais e aos quais nem ligamos. Um dia mais tarde, ao recorda-los, havemos de lhes dar o devido valor.
terça-feira, abril 14, 2009
Ruptura
Ruptura com a morte, consequente Ressurreição. Ruptura com o fim-de-semana de Páscoa, consequente depressão. Ruptura com o Mundo, consequente mente sã!
Tá tudo doido!
Então não é que o Dr. Silva Lopes, renomado economista, parece que é ouvido por todos (não por mim), com a maior das atenções e deferências, recomenda (há já vários anos, mas repete-se) o congelamento de salários???? O curioso é que essa personalidade, só no ano passado, por meros 4 meses de trabalho como administrador do Montepio Geral, recebeu mais de 400 mil Euros! Se calhar o ideal, seria começar pelo próprio…
Acho que a figura também é socialista (lol), como muitos que para aí andam, que se dizem solidários (com o dinheiro dos outros). Os administradores da comissão executiva da Galp, receberam o ano passado, enquanto andava o Zé Povinho a contar os tustos para meter alguma gota no charolo, 1800 euros por dia!!! Pasme-se!
O Governador do Banco de Portugal, prestigiado Socialista, diz-nos que isto está no charco, que está muito mau, mas recebe 17.000 euros por mês!
Se calhar faziam melhor figura calados, se calhar não, faziam mesmo. Andaram a apregoar o fim da crise, mas afinal não tinham influência sobre a dita, era o mundo. Então para que é que abrem o bico? Pelo menos estejam caladinhos.
Ruptura com este estado de coisas vai ser mais difícil, mas, esperemos que alguém lá pelo Mundo nos ajude…
quinta-feira, abril 09, 2009
Tripalhadas
Este é o nome do meu outro blogue. Foi o primeiro que criei, só que fiz dele pouco uso. Acho que não coloquei mais que 5 posts na sua longa existência.
Agora iniciei um projecto ali explicado e agradeço que, quem queira, o aprecie e critique. A critica é essencial para quem quer evoluir e crescer.
A mim dava-me jeito que o fizessem.
Pode ser que resulte…
Elefante pintor
Parece que há um que o faz com mestria. Utiliza a tromba (outra extremidade provavelmente destruiria o pincel…) para pintar quadros, qual Picasso da savana, que depois são vendidos ao preço, simbólico, de 100€. As receitas angariadas revertem a favor do Parque Temático que o mamífero habita, parece que no Quénia. A notícia, fazia parte esta manhã do alinhamento da TVI 24. A ausência de temas mais interessantes, levou-os a procurar nos, famosos, documentários do National Geografic.
Eu aconselhava-os a debater antes o facto de nós, portugueses, devido à recessão económica, termos aumentado o consumo de atum, arroz e salsichas. Parece que nos últimos anos tínhamos andado a comer caviar e lagosta. Pelo menos, é essa a justificação para o aumento do consumo daqueles alimentos: A crise. Que nos põe de trombas.
Antigamente, dizem, com a fome provocada pela grande guerra, o alimento dos portugueses resumia-se a sardinhas e broa. Agora a sardinha está cara, a broa danifica o esmalte dos dentes e provoca prisão de ventre.
Se calhar, é melhor dedicar-mo-nos à pintura. Tromba já temos!
quarta-feira, abril 08, 2009
Prorroguem Senhores, prorroguem!
"Na sequência da sua decisão de 25 de Fevereiro de 2009, o Conselho de Administração do Banco de Portugal deliberou hoje prorrogar até ao dia 1 de Junho de 2009 a dispensa de cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas pelo Banco Privado Português", explicou o Banco de Portugal.
O prazo estipulado a 25 de Fevereiro determinava que o BPP estaria dispensado de cumprir as suas obrigações até 14 de Abril.
Os clientes continuarão assim sem acesso aos seus depósitos, assim como quaisquer outras aplicações até dia 01 de Junho.”
Então e a malta não pode prorrogar nada?!?
Não percebo estes senhores que, no dia em que colocam ao dispor das varias instituições de crédito (será que o BPP também tem acesso?) uma base de dados para a consulta do nível de risco de particulares e empresas na concessão de crédito, fazem um anuncio desta natureza.
Então e a base de dados que alerta os depositantes para o risco de colocarem poupanças em algumas instituições por eles reguladas? Imaginem que todos nós invocávamos falta de liquidez para cumprirmos com as nossas responsabilidades. Eu não imagino é o BdP a autorizar um particular ou mesmo uma empresa a faze-lo. Prorrogar responsabilidades a um banco, faz-me pensar nas várias prorrogações que vamos tendo no nosso País a todos os níveis. O caso Casa Pia vem sendo prorrogado desde que começou, o Freeport vai pelo mesmo caminho, o Portucale já “quinou”.
Só o Zé povinho continua a pagar as contas aos credores (os que conseguem), a prestar contas à justiça e a votar sempre nos mesmos…
Estão-nos a prorrogar a democracia!
terça-feira, abril 07, 2009
Obrigado
120%
É este o nível de endividamento das famílias portuguesas.
?! Desculpem, mas eu não acho normal!! Então a malta está mais endividada que o BPP e o BPN? Então os milhões para a Qimonda e para o BPN, que afinal estão falidos, não eram mais bem empregues para pagar parte da nossa dívida? É que não estamos a falar do País em geral, onde teriam que ser incluídas as dívidas do Estado e das empresas. Estes 120% são mesmo só o nível do calote das famílias.
Entre freeports e qimondas, mais bpn’s e bpp’s, isto está a ficar pior que sei lá o quê (linda comparação). O estado mete-se tanto na vida das empresas e dos particulares que qualquer dia queremos mudar de canal e temos de meter um requerimento simplex. Eu até acho que simplex, simplex, era mandar estes gajos todos para marte. Ou então, organizar outra luta de almofadas na baixa do Porto, mas, desta vez, para mandar umas bojardas nas trombas dos nossos governantes.
Está bonito, está…
segunda-feira, abril 06, 2009
Expliquem-me
Expliquem-me que eu não percebo.
Porque é que os anarquistas acham que devem destruir tudo o que lhes aparece à frente?
Como é que 23.000 polícias e militares não conseguem dominar 40.000 manifestantes?
Porque é que os gajos do PS acham que nós somos todos parvos?
Porque é que o Portas acha que só ele é que não gosta de bandalheira?
Porque é que os países teimam em olhar para o próprio umbigo, esquecendo que todos precisamos de todos?
Porque é que os anti-capitalismo e anti-globalização compram casa com hipoteca a 40 anos e aplicam poupanças?
Porque é que os Norte-Coreanos, que não têm cães nas ruas porque foram comidos para matar a fome, teimam em lançar mísseis nucleares?
Porque é que os americanos vão colocar escudos anti-mísseis na Europa? Então e o lado de lá?
Não me expliquem se não forem convincentes.
sábado, abril 04, 2009
Mudei
Mudei o aspecto do blogue. Em primeiro lugar, porque o excesso de branco dá a ideia, errada, de imaculado. Em segundo, porque este modelo (mínima dark, para que se saiba), lhe confere o ar informal que sempre desejei para um livro de pensamentos. O blogue é mesmo isso, um livro onde expresso alguns pensamentos e deixo os amigos espreitar. Espreitar não, eu espeto é com os textos nas vossas caixas de mensagens. Caso o desejem, posso sempre anular o encaminhamento.
Mudei também o horário do jogging. Agora, quem me quiser acompanhar, deve deslocar-se até aqui às 7h. É que a mudança da hora faz com que, ao final da tarde ainda ande muito “maralhal” cá pela beira-mar, e, como o meu parceiro de corrida (o Lord: cão sem raça definida, um dos meus, que me acompanha na ginástica) acha que a praia é dele, enerva-se com tanta presença estranha.
Quanto ao resto, por enquanto, nada mudou.
Por enquanto…
O sexo e a cidade
Parece mal, mas hoje, finalmente, vi o filme. A série, essa, ocupou algumas das minhas horas de insónias em tempos idos. A justificação para só hoje é simplesmente o facto de ter dado esta semana num dos canais de cinema da televisão por cabo e eu ter gravado (esta modernice da Zon Box é fantástica…) para posteriormente apreciar.
O filme é uma desilusão. Apesar de se adivinhar tudo o que ele incluí, é de facto pobre em quase tudo, excepto no argumento. Se transpusermos os acontecimentos para quem quer que seja, o que de certa forma acontece no final, aplica-se na perfeição. A mulher, por natureza, tende a complicar aquilo que, normalmente, sonha simples. Todas querem fugir com o príncipe encantado, para o país das maravilhas, nos sonhos. Dizem, quase todas, desejar apenas um amor e uma cabana, mas, no fundo anseiam a muito mais. Principalmente quando dissertam sobre a vida amorosa em grupo. Convenhamos que, 4 “gajas” juntas, tornam a vida num caos. Principalmente a das próprias. O filme mostra toda esta faceta feminina.
Tudo começa pelo simples procurar de uma casa de sonho. À 34ª tentativa descobrem a tal. O problema é que quem a compra é o namorado, facto que as amigas fazem o favor de transformar em futuro problema. Se um dia a relação acaba (onde é que eu já vi isto?…) a pobre ficaria na rua. Vai daí as amigas descobrem a solução ideal: casar!
O casamento, embora para o pobre do Big fosse secundário, transforma-se num turbilhão de preparativos para a cerimónia de sonho, que na realidade qualquer mulher (pelo menos a maioria) tem. Fotos para a Vogue, dois verdadeiros experts nos preparativos (o pormenor de serem gays é soberbo, quase que era original, mas para isso só se fosse uma velha solteirona…) e o aumentar permanente do nº de convidados deitam para segundo plano o drama que, entretanto, a relação de uma das amigas, Miranda, se transforma. A ausência de sexo (6 meses) levam o marido a traí-la.
Na véspera do dia D, aumentam as dúvidas do noivo acerca de tal decisão. O epílogo de tais sentimentos é o de, tão só, a deixar no altar. Sem perdão, quando o pobre se arrepende, a noiva desfaz-lhe o bouquet na cabeça e vai para o México mais as amigas carpir mágoas. Tirando o facto de a água local provocar diarreia, os acontecimentos na Lua-de-mel frustrada são mais fúteis que o resto do filme.
Tudo se torna previsível a partir dali, inclusive a password da caixa de mensagens criada pela secretária para as mensagens do namorado. No final vem a simplicidade, como deveria ter sonhado a própria, mas que, como mulher, complicou.
O curioso do filme, é que assistimos a um sem fim de coincidências com o que se passa à nossa volta. Tudo o que é simples sabe melhor. Mesmo nas relações, quando se imagina a perfeição, deita-se fora o que de melhor temos. A dificuldade que as pessoas têm em aceitar a felicidade em vivências tão diferentes das que são estereotipadas, é gritante. Por isso é que existem casais de homossexuais mais felizes que a grande maioria dos heterossexuais. Porque o estereotipado leva ao desleixo e ao desinteresse. Até o facto de se buscar a perfeição na relação, como acontece no filme com a Charlotte (quando deixa o tratamento para a infertilidade e adopta uma criança, engravida) faz com que se complique aquilo que deve acontecer naturalmente.
Hoje em dia, tudo tem de ser perfeito. Daí o mundo de desilusões em que vivemos. Olhem à vossa volta e vejam quantas pessoas, que vivem como se define como normal, são realmente felizes. Quanto a mim, muito poucas. Por isso, continuem a procurar a verdadeira felicidade, porque ela existe, e está onde menos se espera.
É como no filme, afinal e finalmente, o casamento é perfeito para o par, sem convidados, apenas assinando o contrato e fazendo um petisco com os amigos num vulgar restaurante.
P.S.: Os meus parabéns ao realizador, que apesar de todos os portáteis no filme serem Mac, ridicularizou o Iphone. Não que me dê qualquer prazer adicional, apenas porque aquilo me parece tudo menos um telefone.
2º P.S.: A Jessica Parker é muito feiinha. Aquela verruga é horrível. E, por amor de Deus, aquele telemóvel rosa choque com brilhantes é mesmo piroso.
quinta-feira, abril 02, 2009
Laços
Hoje vou escrever sobre a família. Família não se escolhe, já é velho o dito, temos a que temos e ponto. A minha é um espectáculo, do melhor.
Há quem considere que, quando saímos da casa dos papás, levamos as amarras e fundeamos noutro porto. Eu explico, senão ninguém percebe o que estou para aqui a dizer. Quando fundámos outra família a ideia é criar um núcleo como aquele que deixamos. Daí a malta fazer filhinhos, ter a sogra por perto (ou a mãe) para tomar conta das crianças, enquanto vão vivendo a bela da vida. Marcam-se férias com a nova família, vai-se ligando aos outros, mas já não é o mesmo. Agora as preocupações, as atenções e as reclamações desaguam em nós próprios. Não é o meu caso.
Eu, como bom leviano que sempre fui, não casei. Não tenho, ainda (que eu saiba), filhos, e, sinceramente, não é a minha principal ambição de vida. Acho que passava a ter, novamente, horários no frigorifico, tarefas na porta da dispensa, fraldas debaixo da cama e menos um lugar para adulto no carro. Não estou para aí virado. Se calhar porque tenho uma família, que nunca consegui largar por completo, cheia de tudo isso. Vivo em união de facto, não me apetece casar, e, enquanto me sentir como me tenho sentido nos últimos onze anos assim continuarei. Não que tenha nada contra quem leva uma vida de chefe de família, verdadeiro papá babado até ao dia em que venham as chatices e os desesperos. Até acho interessante, eu é que não tenho jeito.
Agora, devo dizer que tenho Pai, Mãe, 6 irmãos (2 raparigas e os restantes boys) e 7 adoráveis sobrinhos (com idades que vão dos 17 aos 4), sendo que um deles é também meu afilhado. Acho que, por muito que aconteça, o sentimento de orgulho por os ver crescer e vencerem os obstáculos que se lhes deparam, faz-me pensar que não escolheria família diferente. Mantenho a distância de um Tio que está só de vez em quando, mas, sinto-me na obrigação de estar sempre que eles precisarem de mim. É tudo. E é a função mais adequada para o que eu quero da minha vida, função essa que não dá muito trabalho (sou preguiçoso), não dá noites mal dormidas e no fundo, no fundo, nos mantém como uma família muito grande. Como eu sempre tive. Enquanto tiver esta, sou feliz. E isso é o mais importante.
quarta-feira, abril 01, 2009
Cuidado…
Cuidado, muito cuidado se tiver que cobrar uma dívida. Quem sai para as fazer, normalmente não volta. Ou volta num caixão.
Cuidado ainda, se for ministro e queira aprovar um qualquer outlet; lembre-se que ainda se pode tornar primeiro-ministro. Ou se foi promovido a ministro e a sua secretária tiver acesso a documentos que o incriminem no desporto de eleição dos poderosos: a fuga aos impostos. Caso não lhe atribua um cargo de relevância é bem capaz de ver os papeis das contas nos jornais sérios.
Cuidado se pedir a algum primo de algum ministro uma “cunha” para aprovar seja o que for. Ainda mete o primo, desconhecedor absoluto de todo o processo, em apuros.
Cuidado se escreve uma carta anónima assinada. Ainda se descobre o seu autor.
Cuidado, acima de tudo, se não for português e queira vir para cá viver. É melhor fazer primeiro um estágio na Sicília ou em Nápoles. É que isto por cá só está bom para os mafiosos. O nosso País está a saque e há que ser perito na arte do saque, senão fica a chuchar no dedo. Que por acaso é o que a grande maioria da malta faz: chucha no dedo…, ah! e, de vez em quando, voltamos a eleger a mesma cambada, senão a coisa não era tão animada.
Cuidado!
terça-feira, março 31, 2009
A verdade da mentira
Ouvi hoje num programa de rádio, que, e apesar de muitos o negaram, todos mentimos. A mentira, está cientificamente provado, é parte integrante do homem enquanto ser racional e social. Há sempre quem diga que não mente, excepto quando a mentira é para o bem de alguém: a chamada mentira piedosa. A verdade é que mesmo essa não deixa de o ser.
A mentira é, convenhamos, o melhor dos expedientes existentes em qualquer relação. Quando o marido chega a casa depois de tomar um cafezinho com a colega de trabalho, se disser a verdade, por muito que as meninas digam que não, está a meter-se num sem fim de trabalhos. Isto para não analisar quando em lugar de um café é uma tarde inteira. E quando o caso é a mulher que não conta ao marido? É infinitamente mais seguro, em todos os aspectos, não contar. Nós homens pomos maldade em tudo, não fossemos nós maliciosos por natureza.
Imaginem que o chefe vos pergunta por qualquer coisa que já devia ter feito e ainda não fez; não lhe diz com certeza a verdade, tipo: “esqueci-me!…”, ou então “tenho coisas mais importantes para me preocupar”. Não, normalmente dizemos: “estou a tratar disso”, ou “não me esqueci, ainda não tenho resposta mas vou ter em breve”. Não que o chefe ou patrão mereça que mintamos, não é isso. O facto é que é uma mentira que mantém as expectativas ao nosso superior, o que sempre nos dá margem para executar a tarefa com mais determinação. Determinados somos mais eficazes. E mais atentos. E o facto de mantermos um segredinho faz-nos sentir vivos, faz-nos pensar nas mentirinhas (que não deixam de ser mentiras) que temos que engendrar para não sermos descobertos. Pensem na quantidade de mentiras que dizemos todos os dias. A grande maioria não tem maldade nenhuma, antes pelo contrário. Não dizemos que a comida estava horrível, ficamos pelo mais ou menos. Não dizemos que o sexo foi mau. Não dizemos que alguém é muito feio, ensinam-nos a dizer que é diferente, ou bonito por dentro. Não dizemos que gostamos de aventuras, apenas que somos fieis. Fiel é o bacalhau! Nós somos mesmo é mentirosos. Todos sem excepção!
domingo, março 29, 2009
Nortadas
Ontem começaram. Não, não foi com o jogo de Portugal com os altos, loiros e pouco toscos suecos, foi mesmo o vento que se tornou forte de noroeste, intenso e gelado, sem dar tréguas. Fez com que a minha corrida de hoje fosse adiada para a manhã de amanhã. Vicissitudes do clima de quem vive à beira-mar. Contudo, também estes dias têm coisas boas, como o facto de os transeuntes da marginal se transfiram para os variadíssimos Shoppings do grande Porto. Estranhos hábitos que esta gente tem, enfiam-se num carro com a família mais o coitado do cão, e sem destino definido, ocupam o Domingo com um ritual medonho de vai-e-vem sem sentido. Quando os dias estão como esteve o de hoje enfiam-se num centro comercial a ver as montras. Até na educação e na cultura poupámos nos tempos da outra senhora. Os Museus, as bibliotecas, os teatros ou os livros por si só, são vistos como meios de estudo, autênticos lugares de “grande seca”, que, ou já visitaram aquando da escolaridade obrigatória, ou, visitam quando se trata do museu do clube, onde estarão guardadas as roupas interiores usadas numa qualquer conquista. Triste povo que não procura o conhecimento como forma de desenvolvimento e enriquecimento pessoal. É o que há. O povo e as nortadas.
sábado, março 28, 2009
Como tornar-se doente mental?
Este título, confesso, é plagiado. É o título de um livro que devorei em menos de 4 horas. Obra de um psiquiatra renomado, com várias publicações sobre o exercício da medicina psico de seu nome José Luís Pio Abreu. Este senhor, apercebendo-se da quantidade de obras que mostram variadíssimas terapêuticas para as diferentes patologias do foro psiquiátrico, e das vastas experiências de tratamentos falhados, optou por identificar as patologias conhecidas e conota-las comportamentalmente. Através dos vários sintomas, decifrou os caminhos a seguir para que qualquer comum mortal seja diagnosticado como doente mental. O livro funciona como uma vacina, um alerta para uma série de características que são indiciadoras de doença mental. Não diz que todos o somos, mas diz claramente que todos podemos ser facilmente conotados com aquelas patologias. Confesso que é aterrador verificar, como eu verifiquei, que para todos os tipos de doenças do foro mental, temos alguém, que conhecemos, que ligamos aos sintomas. Eu, identifiquei-me com uma das patologias, o que me leva a pensar que, embora ainda não me sinta doente, tenho já identificada a maleita.
Como todos temos personalidade, todos temos passado, todos temos manias. Todos temos tendências para coisas que nos transmitem na educação, na nossa formação. Somos tendencialmente parecidos com o que nos ensinam, é um facto. Depois, a nossa cabeça faz o resto. Leva-nos pelos caminhos que decidimos trilhar, chama-se a isto livre arbítrio. É o que eu mais prezo a liberdade que nos fizeram o favor de oferecer, o direito à escolha e a decidir o que achámos melhor, ou que mais nos apraz.
Quanto ao livro, aconselho a sua leitura. Mais que não seja para levarmos o diagnóstico àqueles de quem gostamos e com quem nos preocupamos. Inclusive a nós próprios. Ensina-nos, ainda, a consciencializarmo-nos que a principal terapia somos nós mesmos.
Eu acho que, se não mudar, como bom número 1 que sou, a minha doença mental está entre a obsessão compulsiva e a psicose maníaco-depressiva (agora chamada de doença bipolar – a doença dos génios), mas como não cumpro os requisitos necessários para estar já enfermo, vou tentando controlar tal tendência.
Mantenham-se mentalmente saudáveis, controlem a vossa loucura. Lembrem-se que de médico e de louco, todos temos um pouco.
sexta-feira, março 27, 2009
Musica de sempre e para sempre
Não sou muito destas coisas de publicar coisas de outros no meu blogue, mas, como esta musica é muito mais que fabulosa e uma das musicas da minha vida, aqui fica a homenagem. Há gente que quando canta pára o mundo. Esta musica paralisa-me todos os músculos, fico inerte, estático a ouvir e a apreciar. Apreciem também.
quinta-feira, março 26, 2009
Sem culpa
Eu não tenho. Acho que por cá ninguém tem. Eu, não fujo à regra, estou inocente.
Hoje, dia em que soubemos que os “culpados da crise têm olhos azuis e são brancos”, diz o Lula, soubemos também que duas figuras caricatas da nossa pitoresca equipa de cromos ligados à política, estão igualmente inocentes. Um diz que o dinheiro que tem na Suíça (cerca de 400 mil €), são sobras das campanhas eleitorais. O outro foi absolvido das acusações que sobre ele pendiam, tendo-se insurgido contra a comunicação social pela campanha que contra ele exerceu.
Eu gostava de saber porque é que a mim, que não sou louro, não me sobra nada. Gostava que os jardineiros da Câmara do Marco me viessem cá tratar do jardim e pintar as paredes. Gostava que me absolvessem depois. Gostava de fugir ao fisco e não ser condenado por isso. Gostava de concluir um curso superior num fim-de-semana, de preferência por e-mail, que eu não tenho fax. Gostava de poder ir até ao Brasil com os velhinhos cá da Freguesia, para que os pobres da sociedade pudessem usufruir das coisas boas da vida. Enfim, gostava de ser profissional da política, os intocáveis. Eu até sou branco, só não tenho é olhos azuis…
quarta-feira, março 25, 2009
Bora emigrar?
É a solução. Hoje ouvi a triste notícia que daqui a 5 anos, mais precisamente em 2014, o país vai à falência. Parece que é quando começamos a pagar tudo o que foi construído, de borla (na altura), no tempo do Sr. Engº que fugiu para casar com outra.
Imaginem o quanto têm que aumentar os impostos para cobrir a despesa que aí vem. A nossa dívida ao exterior é equivalente a 97% do PIB.
Agora imaginem que os senhores que são donos do PIB decidem ir embora. Acho que o melhor é iniciar, JÁ!, uma campanha de charme para que o Sr. Belmiro (conhecido merceeiro – Sonae) e o Sr. Américo (conhecido rolheiro, agora petroleiro) não fujam. Caso saiam baixa o PIB para um número anedótico.
A solução é emigrar. Vou começar a averiguar junto das instituições financeiras qual a nação que mais nos emprestou dinheiro para fazer as tais obras de borla. Vou para lá em Dezembro de 2013. Quem cá ficar que pague.
Aceitam-se inscrições para a viagem. Contactem o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Digam que querem fugir, eles ajudam. Se não ajudarem ameace-os com o pedido do subsidio de desemprego!
O presente
Presente, tempo verbal. Sim porque o presente, ou o tempo presente, a partir do momento que o mencionámos, já passou. Parece complicado mas não é. Nós somos o nosso passado, com ambições para o futuro (ou não), mas o nosso presente não existe. Existe é uma rotina, ou uma vivência comum a muitos outros. É uma soma de muitas experiências que nos faz como somos e nos projecta para o futuro, só não temos é presente. E com a crise, já nem o futuro é certo…
Penso, melhor, pensei, agora escrevo. Acho que devíamos reclamar outra oportunidade. Mas com toda esta bagagem de vida. Regressávamos com maturidade e experiência suficientes para fazermos as escolhas que mais nos aprazem. Era estranho, mas, ou tínhamos depressões com 3 aninhos, ou tínhamos uma vida à nossa maneira. Não que me arrependa da maioria das minhas escolhas (sim, as escolhas são sempre nossas, embora condicionadas pelo destino), mas, sempre aperfeiçoava algumas. Talvez o meu presente fosse melhor, ou pior, seria com certeza diferente.
Mas, e ao contrário da maioria, eu até gosto do meu. Devo andar com o passo trocado. Estão na moda as depressões, seja porque não existe identificação com o presente onde chegaram, seja porque não almejam futuro da vida, ou mesmo porque, depois de um processo de amadurecimento, chegaram à conclusão que tudo isto um dia acaba. O que a vida mais tem de fantástico é mesmo o presente que não é. Já foi. Mas o que tem de mais misterioso e que a torna apetecível é o desconhecimento do futuro. Para a frente tudo é permitido. Os sonhos não pagam imposto, não são proibidos e nunca são demais. Sonhemos então para o futuro porque este presente, amanhã, já é passado.
sábado, março 21, 2009
Compreensão ou Amor?
Vista assim a questão parece evidentemente feminina, mas não. Sou eu mesmo que divago sobre tal interrogação.
Porquê? Porque num destes dias, enquanto falava com uma amiga, e depois de um momento de azia da parte da dita, desabafei que não estava a perceber tal agressividade. Disse-me que não, que estava a ser normal, o que me assustou ainda mais. No dia seguinte disse-me que, e cito, “as mulheres não devem ser compreendidas, mas sim amadas”. Penso que a citação está correcta, embora admita uma ou outra falha na transcrição. Parece que a frase deve ser respeitada. Eu respeito, mas discordo. A mulher, quando esposa, provavelmente deve ser tratada como tal, com alguma compreensão que advém da cumplicidade existente no casal. Cumplicidade e respeito que, chame-se ou não amor, faz com que algumas atitudes que não pareçam compreensíveis, se tolerem. Agora, amar incondicionalmente é que não! Respeitar, compreender, agradar, tudo bem. Mas se não for mutuo não presta, até porque não há bela sem senão. Quem encontra todos os predicados exigidos na sua cara-metade que desconfie. Quando a esmola é grande…
Assim, e muito sinceramente, acho que era incapaz de amar sem compreender. Deve ser defeito, mas até nisso vejo as mulheres como semelhantes ao homem. Não têm exclusivos no plano intelectual. Ficam-se pelos exclusivos que lhes são conhecidos e reconhecidos por quem quer reconhecer.
Quanto ao amor, na minha modesta opinião, é completamente independente da compreensão. Nem tão pouco implica compreensão. Não é por acaso que o amor tem muito de irracional e para compreender tem, obrigatoriamente, de partir do raciocínio.
Porque será que os emoticons não têm cabelo?
Boa pergunta, não acham?
O certo é que não têm. O cabelo não transmite estados de espírito, sendo esse o principal efeito pretendido num emoticon. Ou transmite? De certa forma sim, quando há ausência de cuidado. Ou pelo menos é um indicador da saúde ou sua ausência, da higiene, etc.
As pessoas são muitas vezes avaliadas por aspectos exteriores ao motivo da avaliação, e, o cabelo é das coisas mais avaliadas. Bem como as mãos. Caso se queiram dar ao trabalho, comecem a reparar mais nas mãos das pessoas. Observando com atenção, facilmente aquilatámos a sua área de actividade. Um trabalhador rural, ou um trabalhador da construção não tem as mãos no mesmo estado que um empregado de escritório. Um mecânico distingue-se facilmente de um padeiro.
O cabelo também nos distingue. Só não distingue os emoticons. Estes nasceram carecas. Quando muito usam umas sobrancelhas mais carregadas.
Enfim, banalidades…
domingo, março 15, 2009
Inquéritos
O JN tem na edição online o seguinte inquérito:
Inquérito
O governo proibiu os "call centers" de fazerem o consumidor esperar em linha mais do que 60 segundos. Já esteve à espera que o atendessem mais do que esse tempo?
Deve ser para rir. Eu acho que nunca esperei foi menos que o tempo que dá o nome aquele programa do Sr. Mário Crespo, o 60 minutos. O JN já nos habituou ao oásis, qual imitador do Povo Livre, em que vivemos sempre que o País, ou seja o que for, é governado pelos homens do partido da rosa. Agora é a vez da campanha eleitoral pró-Elisa. Valha-nos o povo, que não é parvo…
sexta-feira, março 13, 2009
"Starting Over Show"
Do Inglês, começar de novo show.
Ele há com cada maluco! Não é que este título se refere a uma feira dedicada em exclusivo ao divórcio? Quem diria, a imaginação das pessoas não tem mesmo limite.
A feira, vista como uma janela de oportunidade para advogados, detectives privados, astrólogos e, pasme-se, conselheiros matrimoniais. O evento decorrerá em Brighton, uma famosa estância balnear inglesa. Famosa estância balnear inglesa???? Então a famosa não é Albufeira? Adiante…
A organizadora do certame, promete uma palavra de apoio para os, deduz a senhora, tristes solitários. Oferece a todos os visitantes uma fatia de bolo caseiro e um chazinho. Há serviço de babySitting e sessões de autógrafos de vários escritores. No fundo, serve para mostrar os aspectos positivos de uma separação.
Cara senhora: Homem que se divorcia não precisa de taróloga, astróloga ou de um conselheiro matrimonial! Não posso falar pelas mulheres, mas para nós é melhor darem cervejinha e tremoços. Já que vamos continuar a ganhar barriga, que seja com o néctar preferido cá da malta. E quanto ao serviço de babysitting, arranjem antes serviço de massagens. A malta depois da separação fica meia tonta e muito tensa também. Isto é que é o positivo do divórcio.
Vai ver que assim, a feira será um sucesso!
Deixem construir as cegonhas!
Parece que hoje, em Santa Marta de Portuzelo, um dono de uma fábrica desactivada há já 30 anos, decidiu tomar medidas para afugentar as ditas da sua chaminé. O casal de aves decidiu mudar a família para a sua propriedade e fazer ali o ninho para as crias. Ora, como a fábrica está encerrada há tanto tempo, o homem decidiu que ali ninguém constrói merda nenhuma. Era o que faltava! Fechou, está fechado. Ninguém tem o direito de fazer daquilo um lugar feliz.
As cegonhas são já uma atracção lá na terra, tendo um habitante que emprestar várias vezes os seus binóculos para uma melhor observação. Diz o Presidente da Junta que são animais em vias de extinção, eu também acho. Os senhores das finanças também acham, vide a baixa da taxa de natalidade. Daí ter, o Sr. Presidente, sido obrigado a chamar a GNR, que ainda não se deslocou ao local, desconhecendo-se assim, o epílogo de todo este episódio. Esperemos que prendam o prevaricador, que, na minha opinião é o pai cegonha. O moço não tinha nada que ocupar propriedade privada. Curioso é o facto de toda a população ter conhecimento do caso, excepto a GNR. Atentos como sempre aos crimes mais graves, os rodoviários, parece que não tinham ainda reparado nas cegonhas.
quarta-feira, março 11, 2009
O desleixo do casamento
Hoje vou dissertar sobre esse mágico contrato que leva as pessoas à engorda. É raro o moço que casa e não engorda. Pelo menos os que conheço, ou passam os anos no incha e desincha, ou incham e já não conseguem desinchar. Eu por cá continuo no enorme esforço da desincha.
Nós homens adoramos experimentar comidas diferentes. A da mãe, a da tia, a da esposa, a deste restaurante ou daquele. Achamos giro, e realmente tem o seu quê de encantador. É um dos prazeres da vida: Comer.
Vai daí que, como o desejo de qualquer esposa é agradar ao marido, dedicam-se a fazer-nos os nossos pratos preferidos. Salvo raras excepções daqueles casos em que as meninas não sabem cozinhar, e aí quem cozinha é o marido, elas prendem-nos, também, pela barriga. Sim porque depois de a ganhar já se torna muito difícil perde-la. Hão-de reparar que a malta quando se divorcia emagrece.
Eu ando há já algum tempo num esforço titânico no sentido descendente do ponteiro da balança. Consegui perder alguns quilitos extra, mas, quando deixei de fumar, desisti de me pesar. Achei que me iria martirizar escusadamente. Um médico amigo dizia-me que, ou emagrecia, ou deixava de fumar. Vai daí, e como decidi arriscar, desisti de me pesar. Comecei a correr. Agora corro, tipo Forrest Gump, sem destino. A única diferença é que eu não tenho o dia todo livre, vai daí só corro meia horita por dia.
Comecei a desinchar. Como ainda me falta muito para chegar à silhueta que tinha aos 25 anos, vou continuar a correr, e a comer ao pequeno-almoço e ao jantar o segredo. Sim, eu tenho como ementa ideal um segredo. Se assim não fosse, por muito que corresse, com a cozinheira que há cá em casa, nunca mais emagrecia.
Além da barriga, nós gajos, temos o desplante de nos deixarmos transformar no maior dos horrores que elas possam imaginar. Desleixámos-nos em quase tudo. Transformámos o príncipe encantado no que elas mais temem, o sapo.
Devíamos fazer ao contrário. Talvez melhorar com o tempo, mas isso, só acontece com o Vinho do Porto. Mas tentámos, eu pelo menos estou a tentar. Comecei pela barriguita, daqui por uns anos passo a ferro. Ou não…
segunda-feira, março 09, 2009
Coisas curiosas do meu dia...
Hoje passei por algumas peripécias que gostava de partilhar. A primeira foi o facto de ter visto no Restaurante onde fui almoçar (Grottini, em Gaia, junto ao El Corte Ingles) entre outras revistas disponíveis para leitura, um guia das Funerárias Portuguesas. Acreditem, foi meio caminho andado (tipo código postal), para me lembrar que um dia vou com os porcos, e imediatamente pedir um belo de um vinho tinto. Quando for, vou com muitos prazeres da vida, aquele também já ninguém mo tira.
Não vos aconselho aquele tasco para comida italiana. Se gostam vão antes ao Caruso, na Póvoa de Varzim. Tem uma Lasanha, (e não só), formidável. Quando me dizem que há um Restaurante italiano bom, faço questão de experimentar, mas, até à data, não encontrei melhor que o Caruso, passe a publicidade. E além do mais, diga-se que um Guia das Funerárias não é da melhor literatura para entreter antes de chegar a comida. E a lasanha era foleira.
Outra das curiosidades do dia foi uma notícia que li na Internet, que chega de um daqueles países tolerantes, que tem como Lei uma qualquer palhaçada religiosa inventada (ainda vou ser condenado como o Rushdie. O que vale é que tenho menos audiência…) por um ressabiado que achava que a mulher era electrodoméstico. Sim, a mesma lei, tolerante e moderna que o Hamas quer implementar na Palestina. A lei que diz que a mulher deve andar tapada na rua, não deve olhar de frente para outros homens que não o marido, não pode conduzir, nem fumar, nem beber o que lhe dá na gana. Nem pode dizer mal do líder religioso lá da terrinha. Casa com quem o Pai combinou, nem que seja de arrasto. Pode ser vendida pelo Pai, ou oferecida. Essa dita lei, que já condenou uma miúda, que foi violada, a pena de prisão por ter relações sexuais com um homem que não o marido. Parece que além da pena de prisão (5 meses), foi-lhe também imposto um castigo corporal. Coisa pouca, apenas 300 chicotadas para aprender a ter cuidado com quem a viola. Só pode ser o marido. Ah, e a violência doméstica é coisa que não existe por aquelas bandas. Por lá é um direito do homem e restantes homens da família, caso o moço esteja a precisar de ajuda, ou ache que se for só ele a bater, a coisa é muito leve. Afinal, os homens em grupo são sempre mais animalescos, tentam mostrar-se mais machos que os demais. Eles ainda acham a mulher um ser menor. Não se limitam a não as deixar votar, impedem-nas de viver em liberdade. Por lá ainda não se fala de direitos, elas ainda nem sequer têm deveres. São meros instrumentos de procriação e de uso doméstico.
Vai daí, uma idosa de 75 anos, recebeu em sua casa dois homens que não são seus parentes de sangue. Um deles, que foi por ela amamentado, levou-lhe algumas oferendas (pão, parece), porque, passava por perto e quis visitar alguém que considera como uma Mãe. Como ia com um amigo, achou normal que o acompanhasse. Um foi condenado a 5 meses de prisão e 50 chicotadas, o outro, o que não era para ali chamado, a 6 meses e 60 chicotadas. A velhinha foi condenada a 40 chicotadas!!!!
A sentença foi decretada por um Tribunal. As partes estão a ponderar recorrer a instâncias superiores. Visto assim, até parece normal. Pelo menos têm direito a recorrer.
Ainda há quem diga que os da Igreja Católica é que são intolerantes. Ou não, digo eu.
Homilia 2
Ao contrário de muita gente, e apesar de tudo, não renego as minhas origens nem tão pouco a minha formação católica. Foi isto que aqui escrevi, e reafirmo-o. Já o disse e repito: Ao contrário de muita gente, e contra o politicamente correcto, penso que a formação cristã tem vantagens. Pelo menos no meu caso, ajudou na minha concepção do ser humano e de tudo o que nos rodeia. Ajudou na busca do meu Eu espiritual. Claro que nem tudo são rosas. Há coisas na Igreja Católica, como nas outras, que fazem um homem, por muito católico que seja, perder as estribeiras. Foi este lado que me levou ao afastamento que hoje me mantém longe de todos os rituais e mesmo ideais católicos. O recente caso da excomunhão da criança violada pelo padrasto, levou-me aos píncaros da indignação. Nem eu, nem, creio, muito clérigo, aceita uma barbaridade daquelas. Não faz sentido e conduz-nos à completa descrença em relação aos homens que lideram a cúria romana lá para as bandas de Recife e Olinda.
Mas, devemos sempre dar graças (a Deus, quem quiser) por estarmos na velha Europa. Por cá ainda há tolerância. O que emana dos concílios ou das homilias de qualquer presbítero, não é já levado a sério. Mas desengane-se quem pensa que a(s) Igreja(s) já não tem influência no quotidiano das pessoas. Ainda tem, e ainda é muito. A diferença é que o povo já não vai em cantigas, e a cultura democrática existente na Europa, ajuda na hora de votar. A mesa de voto é o nosso refugio, e o dos crentes praticantes também. Embora a grande maioria das vezes não o dizerem, na hora de votar deixam Deus à porta. E fazem muito bem.
Daí eu achar que nem tudo o que é dito é bem dito, nem mal. Como diz um amigalhaço meu: É o que é! A única coisa que eu quis fazer foi transmitir uma mensagem que achei extremamente válida. No fundo, sem querer, estava a evangelizar. Todos o fazemos.
Quanto às polémicas declarações dos Cardeais no Casino da Figueira, devo dizer que, apesar de não achar o sítio indicado para o fazer, penso que tanto a polémica dos casamentos com muçulmanos, como a polémica dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e posterior adopção de crianças por parte dos ditos casais, foram bem lançadas. Mais que não seja pelo facto de gerarem polémica e discussão pública. Pelo menos por cá, ao contrário de muitas zonas do globo, ainda se pode discutir o que bem nos apetece, e os clérigos não deverão estar impedidos de tal. Devem sim, é ser um pouco mais comedidos. O que não devemos descurar é o facto de eles terem de fazer passar uma mensagem que, normalmente, não coincide com a de toda a gente, mas, só os ouve quem quer. Eu também não gosto das opiniões de muita gente que por aí se farta de falar, fazer, ou mandar fazer. Mas tenho que levar com eles. É a vida.
Portanto, e finalmente, que o texto já vai longo, o mais importante no meio de tudo isto, com educação católica, protestante, judaica, muçulmana, ou hindu, o importante é sermos gente capaz de fazer o bem. Termos respeito pelos outros, e acima de tudo, sermos e deixar-mos serem os outros, gente livre. O Mundo é de todos nós. E como em qualquer casa, não temos que ser todos iguais, mas temos de conviver.
Boa Semana!
sexta-feira, março 06, 2009
Homem no Arame
Parece que estreia esta Sexta-Feira um filme com este nome. Retrata a maior e mais arriscada proeza feita no Século XX, no campo do espectáculo. Um tolinho, com a ajuda de alguns cúmplices, prepara a travessia, em cima de um cabo de aço, dos mais de 400 metros que distavam entre as duas, desaparecidas, torres do WTC. Claro que, quando chegou ao fim, foi preso.
Nunca percebi a atracção que algumas pessoas têm pelo risco. Parece que o fascínio pelo abismo, é apanágio de gente que, ou não tem nada a perder, ou não encontra outra forma de figurar nos cardápios da história. Que pensará um tipo destes? O que o faz subir um dos edifícios mais altos do mundo e achar que não cai? É tanta a confiança que até mete medo. Mas, ao próprio, parece que medo é palavra que está ausente do seu dicionário. E o homem não caiu. Equilibrou-se.
A nossa vida também é assim. Temos medo, assumimos os riscos das nossas decisões, e, normalmente, não caímos. Somos, quase sempre, craques a manter o equilíbrio. Eu pelo menos, sou um ás. Ando sempre no arame. No trânsito, como quase toda a gente que conheço que faz a barbaridade de KM’s que eu faço, raramente passa um dia sem queimar um vermelhinho, ou um ligeiro excesso na velocidade (nunca muito), um abrandar em lugar de parar num qualquer stop. Quem não o faz? Todos, num certo limite, e com alguma consciência. Às vezes quando penso nos riscos que tomo, até me arrepio. Mas, de todos os que me vêm à memória quando neles penso, nada se aproxima à circunstância bizarra daquele infeliz que morreu na área de serviço da Mealhada. Podiam dar um título a um filme do Hitchcock (tipo, “O homem no Multibanco”) com a fatal circunstância que nem esse mestre do terror era capaz de imaginar tal, horrendo, enredo. Apesar do medo que nos suscitam as situações mais contranatura, a grande maioria das circunstâncias trágicas são as mais absurdas que podemos imaginar. Andamos no arame sem termos essa consciência. E às vezes caímos.
quarta-feira, março 04, 2009
Queridos Anos 80
Noutro dia, enquanto navegava pela criação mais incrível (entre outras) dos últimos anos, a Internet, deparei-me com uma série de rádios on-line dedicadas aos idos e saudosos anos 80. São rádios com um enorme sucesso, parece que devido à qualidade da oferta proporcionada. Confesso que também fiquei, e sou há muito, fã de tudo o que é relativo a tempos idos. Na música e noutras coisas que nunca mais voltaram a ser como foram nos ditos anos. A ausência de responsabilidade que me preenchia o ego, a ansiedade que me fazia desejar o acelerar dos dias para rapidamente almejar o que os meus irmãos mais velhos já tinham. As namoradas, como todas as relações naquelas idades, fugazes. As amizades, puras. Sim, PURAS! Porra, no nosso tempo para se ter um amigo e manter a amizade era necessário espírito de sacrifício e gostar mesmo do amigo. Não se podia mandar um sms para lembrar-lhe fosse o que fosse, tínhamos que nos encontrar. A tecnologia na altura cingia-se a agulhas mais ou menos duradoiras, ou a gira-discos com mais ou menos opções de rotação. Lembro-me que um disco riscado era impossível de recuperar, não havia disco de segurança que nos salvasse. Estávamos na era do Beta e na alvorada do VHS. As sessões de home-cinema, eram reuniões de amigos em casa de alguém que, ou era apaixonado de cinema e tinha todas as novidades, ou alugávamos um filme num vídeo-clube e a despesa era dividida depois de somar a conta da mercearia (pipocas só se fossemos nós a fazer e a malta preferia batatas fritas e cervejinha). De vez em quando lá íamos em grupo a uma qualquer estreia cinematográfica ao Batalha ou ao Coliseu. O Pedro Cem e o Charlot tinham as melhores poltronas e o preço era mais acessível no Terço.
Enfim, era tudo mais puro. Não havia tanta tecnologia, mas já havia alguma, a suficiente talvez. Já víamos televisão mas não tanta como os miúdos hoje em dia. Tínhamos computadores (lembram-se do ZX Spectrum?) que funcionavam com o gravador mais velho lá de casa, o “animal” só arrancava depois de ouvir uns ruídos parecidos com ausência de sinal de TV. Tudo era motivo de partilha. A partilha existia sem ser em ficheiros. Dávamos os parabéns pessoalmente, ou por carta, mas neste caso estávamos sujeitos a que o postal chegasse depois da data. Havia menos ajudas mas tudo era mais puro. Até a música.
domingo, março 01, 2009
Homilia
Tenho formação orientada desde petiz por gente marcadamente católica. Os meus pais proporcionaram-me o Baptismo, primeiro Sacramento da Igreja. Toda a minha família é Católica, e eu não renego as minhas origens. Acho que os pais devem fazer aquilo que pensam ser o mais correcto para a formação dos filhos e os meus acharam por bem educar-me na Fé e Religião Católica. Antes de tudo o demais, em casa, estava a Religião. Rezávamos o Terço, íamos à Missa, à Catequese e cumpríamos todos os passos referentes às diversas épocas, ou Tempos. No Advento e Quaresma, Tempos de preparação, fazíamos jejum (de carne, que nós somos de muito alimento) nos dias indicados e cumpríamos os preceitos cristãos da purificação da Alma e do Espírito para melhor recebermos o Santo Menino ou o Cristo Ressuscitado. No período quaresmal, que iniciamos na última Quarta-Feira (chamada de Cinzas), começa a preparação dos católicos para a Paixão de Cristo. Aqui começa a coincidência com o fim-de-semana que agora acaba. São três dias de entrega, de meditação e de oração pelo sofrimento que levou Cristo à morte na cruz. Em Espinho, desde Sexta-Feira, decorre o Congresso do PS. Também são três dias, não de Oração, mas apenas de consagração de um líder mais parecido com um qualquer ícone religioso. Não é apelar ao sacrilégio, mas façam um exercício de comparação com a Igreja e provavelmente encontram na mensagem que de lá sai mais sinais de incompreensão, de intolerância ou de sobranceria, do que aquela que muitos têm como próprias de seguidores de um Messias. Aprendi que Cristo (Sócrates pensa o mesmo) foi incompreendido, quase sempre injustiçado e, por fim, sacrificou-se pela humanidade. O nosso Primeiro-Ministro acha que é perseguido por alguma Comunicação Social, sente-se o salvador do País, embora nos esteja a enterrar. O homem prepara o partido, qual concílio, para as “batalhas que se aproximam”. É esta sobranceria, esta intolerância, este sindroma de calimero que me faz ser contra estes gajos. Acham sempre que a critica é fugaz e injusta. Tudo o que fazem é para o nosso bem, nós é que somos uns mal-agradecidos e não compreendemos o alcance da bondade do moço. Pelo menos na Igreja ensinavam-me o valor da tolerância (embora por vezes deturpado), não era apanágio dizer mal de todos os demais credos para justificar os males do mundo. Não justificavam os erros com as outras Religiões. Esse tempo na Igreja, felizmente, pertence ao passado da, pesada, herança que trazemos desde a inquisição e das cruzadas. Difícil é admitir que há algo de errado, mas isso é comum a todos os dogmas.
Daí eu preferir tudo o que é dogmático. É assim, discute-se, mas pouco, ou nada. Melhor, medita-se mas a meditação tem orientação para o dogma. É um meio para atingir uma resposta que, para quem defende o dogma, é obvia. Estes defensores das verdades ditas de esquerda, que se acham mais tolerantes que outros, que apelam ao combate contra os papões do absolutismo (de direita, ou de esquerda, como quando se trata de combater o comunismo), quando se vêm no poder, ganham os tiques que criticam nos outros. Prefiro os que não escondem em vez dos que apregoam mas, quando nos lugares de decisão, fazem o contrário. Acho que não se deve premiar a mentira.
Quanto à Quaresma, acho útil e bastante mais assertiva do que a mensagem dos nossos governantes, a mensagem do Bispo do Porto, D.Manuel Clemente, divulgada no Youtube e que aqui vos deixo para avaliarem.
É por estas e por outras que ainda penso a Igreja Católica como a mais democrática do mundo. As portas não se fecham a ninguém, tudo se pode discutir e não se pergunta a religião de quem se vai ajudar. Esta mensagem pareceu-me mais importante de divulgar e avaliar do que aquelas que saem do Congresso do tal Partido. Está aqui um dos bons exemplos que há naquele credo. Este é um dos legados de Cristo na Terra – solidariedade para com os que precisam. Foi isto também que eu aprendi com os meus pais. Lá em casa o jejum sempre fez sentido. O jejum era sempre o de abdicar de algo que gostássemos muito, em favor de alguém que precisasse mais do que nós. Não faz sentido jejuar apenas carne, apenas pelo mecanismo de não comer isto, mas comer antes aquilo. Torna-se numa simples troca de caprichos. Faz mais sentido a forma a que apela o Bispo do Porto. Jejuemos a favor de quem mais precisa.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Ontem, quando regressava do passeio pós-jantar (dos cães), deparei-me com uma situação de emergência. Situação já controlada, pois estava presente uma ambulância com os dígitos do INEM. Como bons tugas, eu e a Maria fomos tentar saber o que se passava. Era uma vizinha que aparentava ter uma simples quebra de tensão. Ora, os portugueses, principalmente os que são hipocondríacos, têm por hábito chamar imediatamente o INEM para uma simples quebra de tensão. Acham que o facto de alguém ficar branco é uma espécie de antecâmara da morte. É quase como um ritual de chegada, quando estamos para morrer, ficamos, inevitavelmente, brancos. E a dita, teve tempo, inclusive, de se deslocar para a casa de uma vizinha, para esta testemunhar o momento. Não fosse a malta desconfiar daquele "transe" ter acontecido ou não. Sim, porque depois quando vamos contar a peripécia, fazemos questão de colocar muita carga emocional no momento: "...tava a ver que morria, nem sentia as mãos de tão gélidas...", ou então "tremia como canas verdes, não me tinha nas pernas...". Ora, com todo aquele frenesim, a vizinha esqueceu-se de ir buscar o filho à escola. Depois de chegar o INEM, ligou ao marido, comunicou-lhe o quão mal estava a vizinha, pediu-lhe para ir buscar o filho da vizinha a uma casa de outra (desconhecida, quase) vizinha (ufa!), comunicando ainda, que não tinha ido buscar o filho. Eram 19h40, sendo que a escola tinha fechado às 19h (coitado do marido), mas a situação da vizinha era grave e exigia atenção. Depois de tudo tratado, aperaltou-se e ingressou na ambulância (estes transportes urgentes não esperam mais que o necessário) para acompanhar a vizinha ao SU do hospital da área, não fossem os médicos não dar conta do recado. O marido da doente, entretanto, chega e vê a ambulância e, como é lógico, segue-a. As vizinhas a bordo, uma quase da cor da cal, a outra a tentar ruboriza-la. Chegam ao Hospital, qual não é o espanto das comadres, dão-lhe uma pulseira da cor do ouro. AMARELO? A senhora tão mal e dão-lhe a cor que faz esperar pelo menos umas 3 horas...
Vai daí decide a doente ir a um hospital privado, fazendo uso do seguro de saúde. Desta vez vão no carro do marido, não sem antes deixar em casa a preocupada da vizinha.
Conclusão feminina (da vizinha): "Foi um mero ataque de pânico! Eu já lhe disse que ela devia ir a um Psiquiatra!"
Deve ser experiência da própria.
Vai daí que um pouco de solidariedade feminina não fica mal à vizinha. Assim, nada como transformar uma quebra de tensão em "ataque de pânico", como se a pobre se sentisse enclausurada na vida que leva, mais que não seja para que a vizinha não se sinta só. Sim, porque por percebê-la (ou não) tão bem, decidiu ir na ambulância para dar o veredicto:
Ataque de pânico - Antecâmara da depressão!
Como diria um amigo meu: "As depressões que elas têm. Não necessariamente por nenhuma razão especial, é mesmo porque têm."
Felizmente, nem todas! Digo eu...
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Que raio de dilema fui eu arranjar!
Já viram, isto parece conversa de cabeleireiro. Ou de barbeiro moderno. Sim, porque estes agora também vendem champô.
O caso é o seguinte: Um desses estudos de uma qualquer (renomada) Universidade Americana, chegou à conclusão que os homens usam, na larga maioria, champô anti-caspa. E as mulheres, normalmente apostam em marcas que se conhecem pelo cheiro agradável que emanam. Ora eu acho que não há como o cheiro de um cabelo acabadinho de lavar com Pantene. Mas como macho, sinto-me na "obrigação" de usar um anti-caspa, tipo H&S (até pareço tocado pela publicidade), ou outro qualquer, Linic ou Dercos (que também é anti-queda, coisa de que não sofro, felizmente, mas mesmo que sofresse não me preocuparia). A questão apenas se mantém no facto de homem que é homem usa champô contra a "neve" do casco. Não podemos andar aí armados em "gaja" com um cheirinho no cabelo melhor que o do sovaco. Era o que faltava. Então o homem não se quer "a cheirar a cavalo e (mais ou menos) porco"? Parece que já não. A parte animal já não conta assim tanto.
Devo dizer-vos que estamos a chegar ao ponto em que a publicidade aos cremes para as diversas partes do corpo, às loções de beleza, etc., têm cada vez mais que se começar a virar para os homens. Nós não gostamos de admitir, mas também nos preocupamos com essas coisas. Nós Europeus, porque ao que parece os americanos são um pouco diferentes, esses ficam-se pelo anti-caspa e pelo sabão para o resto do corpo. Afinal, nestas coisas da beleza, os latinos são sempre pioneiros.
Bem dizia o meu Técnico da Tesoura, "...o cabelo é das coisas em que mais se repara!". O sapateiro tem outra opinião, mas essa fica para quando sair um qualquer estudo acerca do que calçámos...
sábado, fevereiro 21, 2009
Falava com um amigo que me dizia que a sua vida conjugal não existia, sexualmente falando. É curioso com existem milhares de pessoas descontentes com a vida a dois, quando achamos que têm tudo para serem felizes. Um casamento, supostamente feliz, filho(s), casa, vida em comum, mas, mesmo assim, infelizes e sem luz ao fundo do túnel. Sim, porque a vida desta gente transforma-se num túnel sem fim. Sentem-se rodeados por paredes escuras e húmidas, nada atraentes, nem tão pouco com aspecto de calmas e de confiança. Sentem o mundo a ruir, sentem um sem fim de problemas que, para qualquer um dos mortais serão fáceis de resolver, mas que, a dois, não se afiguram de bom epílogo.
Sexo - NADA! Como?!? Nada!
Não é este o pilar de qualquer relação? Pelos vistos não. Para muitos é. Não é só mas também, dizem outro(a)s.
Amigos fantásticos. A isto se resume a relação daqueles dois. Quase como irmãos. Porra!
A relação monogâmica, quando estabiliza, transforma-se nisto. O homem não é monogâmico. Acreditem, a sedução é a nossa melhor arma. Quando a mulher conhece bem o parceiro, a sedução deixa de entrar nos rituais diários. Já nada é causa de admiração. Assim, ou o gajo é uma máquina sexual sem qualquer tipo de sentimentos, ou então a mulher, desinteressa-se. Ou muda. De parceiro ou de paradigma. Isto porque, (e digam-me as leitoras se não tenho razão), não há nada como a sedução para evidenciar na mulher o seu lado mais sensual. Às vezes, quando seduzidas por outrem que não o marido ou namorado, até fazem de conta que não é com elas, tal é o medo de trair o parceiro.
Compreende-se.
Nós homens, quando temos correspondência na arte de seduzir até nos esmeramos mais um pouquinho. Com as nossas parceiras é que a coisa só "cola" de vez em quando. E depois há estes casos de completo desânimo. Eu acho que o ideal é voltar à sedução. Ou à de sempre (à menina), ou então a outra que interesse. Sem enganar ninguém. Rompe-se com a relação e goza-se a vida que é só uma. Nós, ser Humano, temos por hábito complicar aquilo que viemos cá fazer: DIVERTIRMO-NOS.
Se isto deixa de ter piada, perde o sentido. A Vida é demasiado boa para levar tão a sério. Tudo o que é demasiado sério torna-se enfadonho, daí, o meu conselho para o meu amigalhaço é tão só: goza a vida! E para todos vós também. Quando a pessoa que está ao lado não for a ideal para isso, é porque já lá não devia estar. E não me lixem com os filhos, porque, quando os pais não são felizes, salvo raras excepções, isso reflecte-se nas crianças.
Sejam felizes!
Acho que o dito deve ser dado, mais que não seja por deferência, a quem se dá ao trabalho de me ler e corrigir (sic).
Como me foi pedida uma confirmação de leitura, passo a transcrever a resposta dada ao meu (sincero) pedido de desculpa. Mais informo que com o famigerado texto não quis ofender quem quer que fosse, muito menos quem se sentiu visado. Cá vai:
Digníssimo amigo Blogger!
Folgo em saber a importância que teve para si o meu comentário ao seu texto e à sua pessoa.Mais informo, que para escrever livros, ser reconhecido pela sociedade pelos seus feitos ,inclusivé, ser galardoado com prémios como por exemplo um "nobel", não é forçosamente necessário ser licenciado............relembro o escritor Saramago, que tanto quanto sei, não é licenciado em coisa nenhuma!Aliás, as universidades estão cheias de gente que não sabe escrever............e o mais grave ainda , é que alguns desses estudantes, estudam para no futuro virem a ensinar os nossos meninos...Enfim, isso poderia ser mais outro tema de conversa, mas agora não não interessa nada........Pois é verdade, que quando escreve o amigo fica uma pessoa mais transparente e simples.Qualidades essas que muito aprecio nas pessoas.Talvez pelo facto das relações humanas serem complicadas e às vezes ser complicado duas pessoas conversarem naturalmente sem se ofenderem ou estar na retranca e no ataque ao mesmo tempo...tudo era tão mais fácil e claro se as pessoas fossem elas mesmas, tão simples quanto isso.Espero que encare isto como um elogio e estímulo para continuar a escrever. Ok?
Um abraço e Até depois (Fim de texto citado)
Então vá. Até!
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Devo um pedido de desculpa aos meus (forçados) leitores.
Parece que num texto aqui publicado (e para todos vós enviado) dei um valente biqueiro na gramática. Em vez de assertivo, escrevi acertivo. Pelo valente erro peço desculpa. Mas já que no telefonema em que fui informado do dito, me chamaram arrogante e prepotente, além de vaidoso, devo, em minha defesa referir que não sou licenciado em nada, não tive grandes notas a Português, nem sou tão pouco Jornalista (Profissão que muito prezo). Como tal, gabo-me (cá vem a vaidade) de, em todo o blogue, ter metido "a pata na poça", por uma única vez. Uma coisa vos garanto, a minha prepotência e arrogância (enquanto sujeito da sociedade, pois a dita pessoa acha que eu como blogger me transformo em algo melhor...), levou-me à batota. A partir de hoje deixo de escrever directamente no blogue. Para não voltar a acontecer tal facto tão gravoso, a partir de agora faço os meus textos num corrector ortográfico on-line. E dos que já estão actualizados com o acordo ortográfico. Ora toma!
Esta semana bloqueei! Exactamente: BLOQUEEI! Cheguei no Sábado, dormi quase todo o dia, exceptuando os cortes para comer alguma coisinha, o mesmo programa para Domingo. Segunda-Feira, comecei o dia a dizer mal da gente cá do burgo, (que tinha começado mal aterrei em Lisboa), continuei por mais dois dias, até que, hoje, voltei à Terra. Concluí que isto tudo não passava de uma pequena depressão (lol) provocada pelo tempo passado num País um pouco (muito) mais desenvolvido e com gente mais evoluída que o comum dos tugas. Nós somos assim. Passámos uns dias no estrangeiro e quando aqui chegámos, achámos que tudo deveria ser um pouco diferente. E devia, mas infelizmente não é, e não podemos mudar a coisa de repente, como tal, bloqueamos. Já desbloqueei, já cá estou de novo. Já fui correr ontem e hoje pela manhã, embora com os pulmões, ainda, a responder um pouco mal devido à (forte) constipação da última semana. Já recomecei a escrita prometida, embora sem a devida dedicação temática, mas, com a recuperação (do bloqueio) completa, isto arranca e melhora.
Digo eu, sei lá...
sábado, fevereiro 14, 2009
Já fui acusado de estar a curtir os ultimos cartuchos, mas não, estou mesmo é a preparar-me para dormir duas horitas e de seguida esperar que o avião da Iberia me leve até Lisboa.
Acabou mais uma semana de trabalho e mais uma bela e estafante Feira. Como de costume houve alguns precalços, como já descrevi, mas ainda não falei sobre o meu maior martírio nestas semanas de feira. Como prometido aqui fica um memorando em homenagem ao individuo que mais me castiga durante a semana de feira.
Ronco - Em português, ressonar.
Como é sabido, as unidades hoteleiras que estão perto dos recintos feriais, aproveitam-se destas ocasiões para equilibrar as finanças, subindo os preços. Por uma questão de, racional, poupança, decidimos que os nossos quartos deveriam ser partilhados. Ora, o meu companheiro de quarto é o n.º1 a ressonar. O ano passado dormi à razão de 2 horas, não mais, por noite. Este ano, na primeira noite aconteceu-me o mesmo. Na segunda fui comprar tampões para os ouvidos. Como não eram suficientes, tive que virar a cama ao contrário. Imagino o que sofrem as pessoas que têm de partilhar quarto com alguém que ronque como um animal portentoso em permanência. No caso de um casal deveria, inclusivé dar direito a divórcio. O nosso sono é de ouro porra! E o meu é, normalmente pesado, mas este meu companheiro de "habitacione", tem potência sonora. Imaginem que nem as tiras para dilatar as narinas do moço, (que comprei ainda em Portugal adivinhando o que me esperava), funcionaram! Este texto está a demorar tanto a escrever que ele já começou a aquecer os reactores! É como um avião em potência máxima prestes a levantar vôo, só que este mantém-se em terra. Eu desconfio que se por acaso algum dia este moço tenha de voar num daqueles hotéis voadores com cama na classe executiva, mandam aterrar por avaria nos reactores. É impressionante! O que lhe vale é que é bom moço, e a mim que são só 4 noites. Esta é a última, graças a Deus!
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Hoje acordei melhor. Depois de muito experimentar vários, quase placebos, medicamentos para a forte constipação que se apoderou de mim, ontem, deram-me uma coisa que diziam ser para cavalos, que funcionou na perfeição. Não me perguntem o princípio activo ou que similar haverá aí no burgo, mas sei que era de 1g. Daí dizerem-me que era dose para animais equestres. Se é ou não, em mim funcionou. Espero que, se os pobres precisarem de uma dose igual para um incómodo destes, que funcione também com eles.
As constipações deixam-nos de rastos. Não doem tanto como as gripes, mas deixam-nos a pingar por todos os orifícios, seja pela secreção nasal, seja pelo suor que nos toma pela noite dentro. Pelo menos, e se não se agravam, curam-se em menos de uma semana. Há coisas piores. As melhoras estão aí, espero não piorar com um qualquer impulso nocturno. Vou para a Feira que já são horas!
Acreditem, devo ser o melhor cliente da farmácia aqui da frente. Já me tiraram, inclusive, uma foto para o cartão de fidelização, que me dá acesso a uma série de serviços exclusivos, tais como, medir a tensão, pesar-me, medir o nível de açúcar, etc. Já lá fui comprar de quase tudo. Aspirina C, Compeed (uns pensos invisíveis para o herpes labial, esse vírus que nos acompanha por toda a vida e que faz questão de nos incomodar quando menos seria apropriado), Guronsan (que cá não existe, mas vim prevenido). Ontem, fui lá comprar uns tampões de cera e outros de espuma para o ruído, aproveitei para comprar um medicamento com Paracetamol, para quando se acabar o Algimate. Pareço uma mulher prevenida. No espaço reservado para colocar Cd’s da pasta do computador tenho uma autêntica farmácia ambulante. Só me esqueci foi do raio do champô, que não há na farmácia. Como seria de esperar, tinha que ficar alguma coisa para trás. Não há feira perfeita. Ao menos hoje estou desperto, pode ser que não tenha que ir à Farmácia…
Nada como uma bela noite de sono para retemperar forças. Ontem, depois de alguns estragos da noite anterior, deitei-me a horas. Comprei uns tampões de cera para os ouvidos, (não fosse a miúda começar a chamar a mãe), pus a temperatura do quarto regulada para 28º, tomei duas pastilhas para a constipação e dormi. Como um anjinho. Só o suor nocturno foi capaz de me incomodar, mas, facilmente o contornei, agasalhando-me ainda mais. Esta é uma receita que resulta. Faço isto sempre que acho que estou a ficar constipado, mas, no caso, não sabia se seria constipação ou só ressaca. Eram as duas. Um mal nunca vem só.
Valencia hoje despertou com um sol esplendoroso, de tão intenso e brilhante (seria da ressaca?), temos pela frente (sim, porque ainda são 9h30) um dia de sol e calor primaveril, estimam que a temperatura suba aos 20º hoje. A ver vamos. Aqui, dentro da Feira de Valencia, o frio que sai das condutas de climatização dá-me a sensação que, das duas uma: Ou ainda não estou bem da ressaca ou da constipação. Eu acho que é da segunda, não tenho memória de uma ressaca tão comprida. E o lenço também me transmite essa sensação.
Logo se vê!
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Valencia – Fase IIAqui estou, de novo. Tem sido uma roda-viva, Porto – Leira – Valencia – Leiria – Porto – Santarém – Lisboa – Valencia outra vez, Lisboa no Sábado e finalmente, queira Deus, Porto.
No meio, principalmente nos últimos 4 dias, uma série de sestas. A de ontem foi a mais “regada”. Hoje, sem jantar, estou a escrever esta crónica e quero ver se durmo, finalmente, mais que duas horas. É quase obsceno de tão curto o tempo que tenho dormido, como obscena de exagerada foi a quantidade de álcool que bebi ontem. Como é que nós, animal Homem, conseguimos quase destruir, em consciência, um órgão vital como é o fígado. Conseguimos quase, porque afinal, e apesar de todas estas agressões, a única coisa a fazer é beber muita água, tomar umas aspirinas e dormir. Tão só. Dormir. É o que vou tentar fazer hoje.
Hoje começou a Feira Internacional de Valencia – Cevisama 2009. Tenho mais três dias e volto à rotina. Deixo-vos uma foto do que cá vim fazer, ou melhor, preparar, e que se tornou no meu escritório das 9h às 19h.
domingo, fevereiro 08, 2009
Hoje fiz uma sestinha. Dizem retemperadora e eu concordo. Faz-nos despertar duas vezes para o mesmo dia, e quando não reflexo de uma ressaca, deixa-nos prontos para enfrentar o resto do dia.
Sesta também fiz em relação ao trabalho. 48 horas em Portugal, que não em casa, que, espero, me preparem (duvido) para uma semana intensa de trabalho. Sim, SEMANA INTENSA DE TRABALHO! Pode considerar-se assim, embora, a sesta, no caso, se mude para o horário nocturno. Sesta, como sabem significa dormir a meio do dia, logo, aplica-se. Só se altera o horário. O trabalho intenso não permite mais que duas, três horinhas de sono que nem retemperador é, digámos que se fica pelo nivelador. É por isso que as feiras internacionais se tornam num pequeno período de tortura física, com uma espécie de tortura do sono, com longos períodos matinais que nos fazem levitar como almas penadas perdidas na obrigação de falar com gente que dormiu, ao contrário de nós, que apenas fazemos a sesta. Começa já esta noite. Tenho que estar em Torres Novas pelas 5h30, em Lisboa no Aeroporto, às 6h45 para apanhar o vôo para Valência. Pior vai ser a sesta de sábado, já que, com um vôo de regresso marcado para as 7h, anuncia-se uma noite comprida, não vá a gente transformar a sesta em sono profundo e falhar o check-in lá para as 5h30 da madrugada. Ufa, vida dura esta...
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Quanto aos livros, trouxe "O Segredo". É muito bom para quem andar à procura de uma bíblia (do grego biblíon: livro) que lhe sirva como guia. Para mim, aquilo tudo é um dejá-vu. Penso que se a dita Srª que o escreveu me tivesse conhecido, não teria tanto trabalho para encontrar o dito. Eu sou exactamente como a Srª diz que devemos ser e viver. O problema está no resto, mas reconheço que, para muitos, é difícil pensar positivo. Eu sou mais adepto do aqui citado "Então foda-se!", acho mais eficaz que ficar por aí a curpir mágoas. Caga!
O outro escolhido e que terminei em dia e meio (porque tive muito que fazer, senão acabava em duas horitas), foi um best-seller de Gabriel Garcia Marquez, Crónica de uma Morte anunciada. É um bom livro de bolso, com uma história absorvente e intensa que começa com o resultado e descreve o enredo que aí levou.
Trouxe ainda outro que não fui capaz sequer de começar. É um livro sobre um negreiro do Séc.XVIII, mas, escravatura, é tema que não me seduz e as 600 páginas do livro também não ajudam. Bem, não são 600, mas a letra pequenina transforma quaisquer 380 em 600. Não o comecei sequer.
Aceito sempre dicas. Apesar de N.º1 aceito sempre dicas, mas...
Eu é que decido, foda-se!
Já repararam nas rotinas que adquirimos quando frequentamos, como no meu caso, hoteis em trabalho? Fazemos do hotel a nossa casa. Arrumámos as coisas como se estivessemos em casa, meias na gaveta de baixo, cuecas imediatamente a seguir, calças de trabalho à esquerda, de saír mais à direita. Escova de dentes, pasta , creme de barbear e desodorizante geograficamente dispersos pelo armário da casa de banho, bem como todos os cremes necessários ao bem-estar da nossa pele (sim, os homens também usam cremes). Só escondemos o papel higiénico (humido ou não, tanto faz). São raros os hoteis onde o raio do papel é minimamente parecido com o que usamos em nossas casas. Eu, pelo menos dou bastante importância à suavidade e absorção do papel higiénico, tento comprar sempre um que seja económico mas suave. Papel mata-borrão não é bem o que uso lá em casa, logo, não o desejo para a minha casa temporária. Sim, isto é a minha casa por estes dias, tenho inclusivé em boa conta todos aqueles que como eu não abdicam de uma fugidinha a casa para fazer uma série de coisas. Como ir à casa-de-banho meditar no dia-a-dia. É das coisas mais individuais que temos e das poucas que tentámos manter muito particulares. Tenho inclusivé um amigo que usava, quando perdía o encanto por uma qualquer conquista, o método, dizia ele, infalível, de imaginar a dita na casa-de-banho.
Tenho que admitir, é um pouco estranho, mas porra é também porventura a coisa menos bonita que fazemos, mas já que fazemos, façamo-lo com o máximo de dignidade e conforto possível. Para tal é importante a qualidade do papel higiénico. Eu trago sempre na mala uma embalagem a gosto. Nunca se sabe, e a experiência diz-me que este pormenor normalmente escapa aos responsáveis dos hoteis.
Este texto foi-me enviado por alguém que, normalmente, dá ao e-mail uso quando vale muito a pena. É exactamente o caso. Extraordinário! Sublime!
FODA-SE, por Millôr Fernandes
(adaptado)
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
2
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
3
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo
quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Aqui estou na minha pose de blogger. Tenho que me esticar todo, a rede Wi-Fi só funciona neste canto da cama. É uma gaita. A filha da dona deste Hotel (Hotel Cruz de Gracia, em Valencia) tem uma fixação enorme em dificultar-me o acesso à rede. Não será de propósito, espero, mas é o resultado da navegação exagerada daquela moça. Sempre que aqui chego, está grudada no messenger. Ouve música nas alturas, não se levanta para nada, grita cada vez que aparece alguém na recepção (chama pela mãe, literalmente aos berros: maaaaaaamããããããããããããã!!!!!), ufa! É dose! Como está sempre, ou quase sempre, a fazer também uns downloads de letras e músicas da onda juvenil, ocupa muita da capacidade da net, o que faz com que eu, que estou afastado do router uns 30 mts, tenha dificuldade em apanhar sinal, daí ter que me esticar até à ponta da cama, que assim se transformou no meu escritório temporário.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Estive agora mesmo a ver a menina da meteorologia cá do sítio, o tempo mudou e vai manter-se quente e seco. 19º amanhã, tantos como os que estiveram hoje. Valencia no seu melhor.
A economia está como a nossa, com os bancos a guardarem para si os recursos disponibilizados pelo governo. A diferença está na coragem de alguns governantes, com, inclusivé, um deles dizer que está a perder a paciência com os bancos. Um sindicalista pedia a devolução ao povo dos ganhos exorbitantes proporcionados à banca. Enfim, as fronteiras sõa ténues e a crise chega-nos como o tempo, são frentes frias e centros de baixas pressões uns atrás dos outros. Ao menos quanto ao tempo podemos ambicionar melhores dias. Já em relação à economia, não está fácil.
Os espanhóis batem-nos por larga margem quanto à queda. O desemprego atinge mais de 2 milhões e 300 mil pessoas. Só em Janeiro, inscreveram-se nos centros de emprego mais de 140 mil pessoas. Impressionante! As estimativas apontam para um nº acima dos 3 milhões lá para o final do ano. Sim 3 milhões!
A crise atinge principalmente a Indústria e Construção. Ontem um dono de uma empresa de construção ameaçou imolar-se pelo fogo dentro de uma das carrinhas da sua empresa, estacionada em frente ao Ayuntamento de Loeches (http://www.ayto-loeches.com/), porque tem facturas a receber no valor de 450 mil €. Cá como aí, a crise é grande e o desespero toma conta das pessoas em tempo de crise. Fica-se com pontos de interrogação em lugar de sonhos. Quando nos toca leva-nos a questionar tudo. O porquê de tudo, e retira-nos lucidez às decisões.
Já todos nos questionamos um dia sobre o porquê das nossas vidas e suas vicissitudes. O porquê é a razão da nossa existência, da nossa insistência, da nossa persistência e às vezes da nossa desistência. Há sempre alguém que desespera quando encontra uma resposta que não corresponde aos seus predicados. Lá estou eu a filosofar...
A vida, e não querendo eu, desafiá-la, mas é mesmo assim que a encaro, é como dizia um amigo meu a respeito do seu filho: "Não sei se é meu ou não, mas agora já não mo tiram!!"
Eu encaro-a assim. Não sei porquê, mas já que cá estou, vou lutar por ela até ao fim. É a essência humana. Quanto aos demais, os que me dizem algo, e é para vós que escrevo, é exactamente o mesmo que vos desejo e vos ajudo no que puder, a alcançar: A Felicidade neste mundo, porque a vida foi-nos dada, mas nós temos de a conquistar. Vida é tudo aquilo que nos faz por cá andar. Provavelmente aquele homem achou que a pequena empresa da qual toda a sua família depende, era mais que a sua vida, era porventura a vida de uma família inteira. Parece que lhe vão pagar 1/3 da dìvida até ao final do mês. A ver vamos...
Amanhã há mais...
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
A prometida terra de sol e mar, afinal é de chuva intensa. Cá estou eu no castigo. Uma semana de moleza, com funções de Baby-Sitter, e algumas de uma espécie de Encarregado-Geral. Tudo ligado ao ramo da construção, de vidas ou de obras.
Cheguei hoje, espero voltar sexta e regressar de novo segunda. Uff!
Prometo escrever quando puser o sono em dia, já que hoje levantei-me às 3h30 da madrugada, conduzi 1200km, durante 10 horas, o que me levou ao estado de, literalmente, REBENTADO!
Inté...
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Inverno rigoroso este. Chove a potes. Hoje não dá para ir correr, o vento é muito e o céu parece cuspir agulhas. Fico por casa.
Ontem fui almoçar com dois amigos, com um deles falo habitualmente, mas a outra pessoa já não via há quase dois anos. Muita coisa passou desde então, muita água correu sob as pontes e muito se falou sobre o motivo que originou tal afastamento. Não interessa estar para aqui a dissecar sobre o assunto, mas, tal facto, levou um daqueles amigos a uma, acertiva na minha modesta opinião, "lição de vida". Foi como um Inverno na vida dele, fecharam-se as árvores de fruto sobre o manto cinza, a vida fustigou-o com varas de sofrimento, que, imagino, fizeram dele uma pessoa mais forte ainda. Sobraram poucos, mas bons ramos para podar na Primavera, na esperança que o fruto seja doce e suculento. As árvores da vida daquele amigo, depois de passado mais um Inverno, depois de caírem mais algumas com as diversas intempéries, surgirão mais fortes e preparadas do que nunca. É assim a vida. É feita de ciclos, de encontros e desencontros, como dizia o outro, mas nunca por nunca se mantém numa estação. Do ano, claro.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Eu disse que era preguiçoso. Sou mesmo. Hoje, deu-me a preguiça para pensar. Fui correr, embora estivesse com um ataque de moleza. Começou a chover quando ía ali para os lados de Salgueiros, que fica mais ou menos a meio do meu percurso habitual (Madalena-Salgueiros-Madalena). Abençoada chuva que me refrescou as ideias e a cara, que até aí estava lavada em suor. Gosto cada vez mais de, sozinho, enfrentar o frio, a chuva ou o cansaço da minha corrida diária. É curioso como algo que nos devia cansar e abater, revitaliza corpo e alma. Mente sã em corpo são. A harmonia perfeita.
Li um livro que se chama "A inutilidade do sofrimento", escrito por uma Psicóloga espanhola. Descreve uma série de casos acompanhados pela autora. Faz um paralelismo com a vida de todos nós, e chama-nos à atenção sobre os factos que nos levam a "stressar" inutilmente. Na verdade, nem sempre o cansaço físico nos abate psicologicamente, assim como o excesso de descanso nos pode levar a um estado anímico quase deprimente. Vide o nosso relaxamento à medida que se aproxima o fim-de-semana, estamos já em descompressão, amanhã é o "melhor dia da semana", o último. Contudo, muito provavelmente, o nosso corpo já pede descanso. Mas não a mente. Essa começa a entrar no modo de relaxe e divertimento tão merecido. Domingo virá com a leve angústia da aproximação de mais uma semana de trabalho, mas, entretanto vamos gozando o que o antecede.
Já agora, tenho um amigo que diz que "só trabalha à Sexta, quem não fez nada a semana toda"...
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Fui ver o significado: do It. imbroglios.: trapalhada; confusão; complicação.
Trapalhada, não. Confusão, hummm..., também não. Complicação, é todos os dias.
A nossa vida, ou melhor a minha, é complicação quase todo o dia. Trânsito, trabalho (telefone, clientes que não compram, outros que não pagam, etc.). Complica-se a escolha do Restaurante para almoçar, com ou sem companhia, a ementa complica-nos o apetite e ficámos sem saber muito bem o que comer. Às vezes apetece-nos dar um tiro em alguém. Não é muito frequente, mas apetece por vezes.
Só que o meu mais recente imbróglio tem a ver com algo muito mais lúdico. Que livro escolher?
Vou para Valencia na próxima semana, para o já habitual martírio da montagem de uma exposição. O imbróglio vem do excesso de tempo livre. Como devem compreender, nas 12 horas que passo por dia na feira, apenas ocupo 2 ou 3 minutos na escolha deste ou daquele pormenor. O 1º dia é o único que ocupo com burocracias ligadas à logística da montagem, depois é tempo livre, preso na pasmaceira de não me poder ausentar, não vá ser preciso uma dicazita. Assim, e para matar o tempo, em lugar de comprar uma PlayStation portátil, optei por levar comigo livros. Leio, numa semana, 2 ou 3. Eu sei que podia esperar pelo próximo Domingo e ouvir os conselhos do Professor Marcelo, mas, se algum dos conselhos me desperta muita curiosidade, não tenho tempo para ir a correr à Fnac comprar. Daí, decidi levar 4 livros que já tenha em casa.
Só me falta decidir quais. Lá está o meu lado ligado ao zodiaco que me corresponde - Balança. Eu balanço entre uns e outros, complico a escolha e fico furioso. Sem necessidade nenhuma. Com tanta indefinição, acho que levo "O Segredo". Não preciso de ler mais nada. Para descodificar o dito e engendrar uma forma de descomplicar tudo o que me rodeia devo precisar de pelo menos uma semana. Ou então, dedico-me à escrita. Pelo menos ocupo o tempo.
O excesso de tempo livre, afinal, também é uma complicação. Nunca estamos satisfeitos. Queixamo-nos do que temos a mais ou a menos. Uns dias não temos tempo para nada, noutros temos tempo demais e não sabemos para quê. Vá lá alguém perceber estes humanos...
Olá (Ciber)Espaço!Espaço desocupado e livre. Escrevo neste blogue, e, tenho a certeza, só foi visto ou consultado a quem enviei link's. Não sou uma Ana Free, canto muito mal por sinal, não conto histórias horripilantes sobre gente interessante do ponto de vista antropológico, nem tenho fotos chocantes para aqui colocar. Falo pura e simplesmente da vida real - A minha! Fantástico!Nem imaginam o que custa escrever sobre nós próprios e a nossa vida. A tarefa é difícil. Nós nunca nos achamos suficientemente distantes para avaliações imparciais sobre nós próprios. Mas vou tentar, é uma tarefa possível. É como dominar os nossos instintos. Difícil, mas, contudo, possível. Tal como combater vícios. É uma luta desigual. O fascínio dos vícios é o facto de serem proporcionadores de momentos que não atingimos com outras coisas banais, que todos conhecem e podem experimentar, que são inigualaveis em prazer. Talvez o sexo se aproxime, mas apenas o sexo puro e duro, nunca o alívio sexual em que se torna qualquer relação monogamica.
Estou há seis meses a tentar tirar prazer doutras coisas mais mundanas. Corro, passeio a pé, leio e escrevo.
Esta é a vida de todos nós, a minha não é excepção, mudamos quando achamos que devemos mudar, alteramos hábitos porque sim, ou simplesmente porque somos levados a isso. A mim levou-me o destino. Uma dor de cabeça que me levou à Farmácia. O destino de ser atendido por excelente vendedor na pele de um qualquer farmacêutico. O acto sempre fantástico de levar alguém a gastar dinheiro em algo que nem sequer achava que lhe fazia falta com o simples facto de mostrar. A vida proporciona-nos coisas assim. Hoje sinto-me diferente. Deixei de fumar, faz hoje 6 meses.

