quinta-feira, dezembro 17, 2009

Eu e a Matemática

Tenho tentado jogar sudoku.

Ok! É mesmo passatempo de quem não tem que fazer, dizem-me.

Talvez. Mas li algures que era uma boa forma de treinar o cérebro, evitar a morte precoce das células, etc. e tal e não sei mais o quê…

O problema é que me falta paciência para raciocinar, o essencial do jogo. A lógica do jogo aplica-se facilmente, mas, se calhar fui concebido com a matemática e as ciências exactas fora de órbita.

Já vi explicações, truques e formas de, facilmente, chegar ao resultado de qualquer jogo, mas não atino com a coisa.

Enfim, pego no jornal enquanto tomo café, começo pelo sudoku e, rapidamente, desisto. É frustrante.

Vou continuar a insistir, pode ser que deixe de ler notícias cá do burgo. São tão más que nem se destacam das piores de outros dias.

Parece que o papa vem a Portugal num avião transformado numa espécie de Hilton voador, não vá estranhar a saída do humilde albergue que é o Vaticano. A minha matemática é tão má que nem consigo chegar à cifra que vão gastar para tal; nem dá para calcular a quantas pessoas mataria a fome tal excentricidade.

Eu e a matemática…

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Se soubesse o que sei hoje…

Hoje, enquanto almoçava (no melhor restaurante italiano que conheço: Caruso, na Póvoa de Varzim), e, como tantas vezes me acontece, estava sozinho, socorri-me da companhia de uma revista. Naquele restaurante, a escolha é habitualmente a Visão.

Aquela datava de Outubro. Entre outros assuntos, dissecava, essencialmente, acerca das, felizmente, passadas eleições autárquicas. Quando estava quase a acabar a Lasanha, dou com o tema de capa: Uma entrevista a António Lobo Antunes.

Há pessoas que até a falar encantam. A transcrição, acredito, é a fiel do que o entrevistado disse.

Deliciei-me com a qualidade de pensamento daquele, fabuloso, contudo simples, homem.

Umas quantas páginas antes, tinha absorvido vorazmente a sua habitual crónica semanal. Falava da sua relação com Deus, das vicissitudes que ultrapassara, dos desentendimentos com Ele, da permanente evolução normal em qualquer relação.

Na entrevista, entre outros assuntos, fala sobre os livros que escreveu, que escreve e dos autores que admira.

Do cancro que venceu, diz que não vale a pena falar muito porque, e cito: “Sobre as coisas grandes não há muito a dizer”.

Mas guardo sobretudo uma frase que marca a sua personalidade:

O homem passa a vida em busca de sabedoria e conhecimento, que, na maioria das vezes, chega tarde de mais.

domingo, dezembro 13, 2009

Nada como o frio

Gosto de frio. Sempre gostei. Era miúdo, vivia numa casa aquecida por 7 petizes, gostava das noites de frio, do cheiro dos lençóis de flanela, dos cobertores a pesar, e, acima de tudo, da condensação da respiração pela manhã.

Sempre achei que o frio se suportava melhor que o calor. Era só por mais agasalho, mais lenha na lareira, mais um cobertor e o choque é atenuado. No calor, por muita roupa que tirasse, tinha sempre muito calor.

Agora, reconheço que o calor é mais agradável. É melhor para a sociabilização, para ver gente a passear, para a malta sair para a rua.

Mas deixem-me apreciar este período de tempo em que não se vê viva alma cá pela praia da Madalena. Correr praia fora com o ar gélido a bater na cara, sem bater de caras com nenhum “tone”, é realmente um luxo!

sexta-feira, novembro 27, 2009

Face oculta

Cada vez percebo menos disto…

Onde será que está agora, a má moeda de que falava Cavaco em 2005?

Será que vamos continuar a assistir a branqueamentos sucessivos do centrão e seus malabarismos?

Agora com estas confusões, veio-me à cabeça, de repente, a detenção do histórico socialista Edmundo Pedro, que no início da década de 80 foi apanhado a conduzir uma carrinha carregada de armas e explosivos, enquanto se perseguiam as FP. Esteve preso onze meses preventivamente e depois…, nada, nem julgado foi. E o julgamento das FP deu no que deu.

Depois admiram-se de a extrema esquerda subir a votação quando o PS está no poder. Eles conseguem governar com tiques mais caciques que a direita. Desde o “No jobs for the boys” do tempo do Guterres, até à nomeação do professor de inglês técnico, passando pela confusão das escutas e suas intenções e a acabar nesta coisa parecida com Estaline, em que até os magistrados, quando não estão com eles, são espiões políticos…

Como dizia Zeca Afonso: “Eles comem tudo…”

sexta-feira, novembro 13, 2009

Quem diria…

Além da compra da TVI pela  PT, conforme o SOL revelou na passada edição, são também referidas manobras para financiar a campanha eleitoral do PS para as últimas legislativas e para ajudar a salvar o grupo empresarial de Joaquim Oliveira (DN, JN, 24Horas, TSF, O Jogo e Sport TV).

in Jornal Sol, edição on-line 13 Novembro 2009

Quem diria que o Sr. Sócrates andava preocupado com o futuro dos jornais do Sr. Oliveira? Entre eles está o já aqui referido pasquim: O DN.

Coincidências de Sexta-Feira 13, se não estivesse numa qualquer escuta, diriam que era mentira de 1 de Abril. E depois admiram-se que, ao usar a comunicação social, o feitiço se vire contra o feiticeiro.

Que sofram agora as consequências: Julgamento pelos jornais.

É apenas e só isso que provocam. E que provavelmente não queriam.

Primeiro, mas mesmo primeiro!

Então agora sempre que se fala em uma qualquer trapacice elaborada por um qualquer militante do PS, aparece colado o nosso primeiro?

Claro está, que o qualquer militante é quase sempre o amigalhaço de longa data, o expert bancário Armando. O tal que, na boa tradição socialista, trepou à custa do bom trabalho no aparelho partidário. Passou de caixa na CGD do Mogadouro, não para a Direcção Regional, mas para a Administração. E quando o BCP correu com os aldrabões da Opus Dei, correu o governo, qual ponta-de-lança da maçonaria, a colocar a Administração amiga à frente dos destinos do dito banco.

E agora vem a saber-se que o primeiro negócio do Sr. Godinho com o estado português, concretizou-se com o Ministério do Ambiente enquanto o nosso primeiro era o titular da pasta.

Porreiro pá!

Cá fica uma foto, possivelmente a primeira, do nosso primeiro.

Socrates_Jovem

domingo, novembro 08, 2009

Maratona do Porto

Decorreu hoje nas ruas do Porto e Gaia a Maratona do Porto.

Como nem toda a gente está preparada para sofrer durante mais de 42 km’s, decorreu em paralelo uma prova de 14 km e uma outra de 6.

Eu, para apreciar parte do percurso que me espera no próximo ano, fui participar na chamada Family Race (14 KM).

Com um dia pouco convidativo a sair de casa, muito menos para correr, lá fui eu justificar a compra de um gorro e umas sapatilhas. Com a chuva a bater forte, puxada por um vento de NO que fustigava, na companhia de mais uns milhares de doidos, fiz o que pude. Depois de uma semana com gripe e febre (se foi A já estou imunizado), com o pingo no nariz a incomodar (era mais uma espécie de massa consistente), o que me obrigava a limpar o dito com alguma frequência (limpar não, era mais uma espécie de expulsão de ranho), lá fui eu fazer mais uma etapa.

E consta assim:

Dorsal:4563 Cl.Geral:894 Cl.Esc.:566 RUI PINHO M VETM PORTUGAL INDIVIDUAL
1:22:33 (Tempo total)
0:06:00 (Tempo/KM)

Acabaram esta prova 1044 atletas, sendo que 634 pertenciam ao meu escalão (veteranos(!) masculinos).

Não está mau…

Tributo ao cão

Sou um admirador da capacidade que alguns animais, os cães em particular, têm para nos conquistar. São uns amigos incondicionais.

No século XIX, o senador George G. West, representou o proprietário de um cão morto pelo vizinho.

O senador ganhou o caso e hoje existe na cidade de Warsensburg uma estátua do cão. O discurso do senador de Missouri está inscrito na entrada do tribunal de justiça.

Eis alguns tópicos do discurso:

"O mais altruísta dos amigos que um homem pode Ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade é o cão."

"Senhores jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecerem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o sol na sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho. Lá, ao lado da sua sepultura, se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança mesmo à morte."

2009-06-17_00-46-50_17062009646-001

Verdades preocupantes

 

Vais ter relações sexuais? O governo dá-te preservativos!

Já tiveste? O governo dá-te a pílula do dia seguinte!

Engravidaste? O governo oferece o aborto! 

Estas na escola e não aprendes nada? O governo dá-te a aprovação por decreto (ou por cansaço)!

És viciado? O governo troca a seringa, e se quiseres, paga bem para te curares com outra droga!

Detestas trabalhar? O governo dá-te o rendimento social de inserção.

Agora experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que acontece! O Governo oferece-te uma carrada de impostos e responsabilidades.

terça-feira, outubro 27, 2009

Acção cívica

Li num artigo de opinião a incredulidade da autora depois de uma pessoa ter morrido num restaurante, após um episódio que, considera, estúpido. Como todas as mortes evitáveis.

O estúpido da situação repetiu-se ontem. Um jogador, jovem, morreu após, supõe-se, uma paragem cardíaca, que poderia ter, eventualmente, evitado com um simples desfibrilador. Acontece que o dito aparelho que pode salvar vidas, não faz parte dos utensílios que a Federação de Basquetebol considera indispensáveis num pavilhão onde se realizem jogos daquela modalidade.

No primeiro episódio, um homem morreu após se ter engasgado enquanto comia. Não havia ninguém na sala que soubesse efectuar a manobra de Heimlich, que consiste em pressionar a zona abaixo do diafragma da pessoa engasgada, para que, com a saída em pressão do ar dos pulmões, a mesma consiga expelir o que lhe impede a respiração.

Na segunda situação, apenas  o melhoramento das regras e a consciencialização de que o tempo após uma paragem cardíaca é curto para uma eventual recuperação do paciente. Para o encurtar, os desfibriladores devem estar, obrigatoriamente, presentes em todos os espaços onde se pratica desporto.

Quanto ao facto de no restaurante onde morreu uma pessoa engasgada, este deve-se a um simples motivo: a ausência de formação cívica. Em vez de tanto se preocuparem com coisas supérfluas, os políticos, deveriam ter-se lembrado já há muito tempo, de implementar nas escolas uma disciplina que abrangesse estas matérias. As pessoas deveriam aprender como lidar em caso de presenciarem um acidente, fosse ele de que natureza fosse.

Infelizmente, ainda não é o caso. E vai-se morrendo por omissão ou por pura ignorância de quem assiste.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Bailarinas exóticas

Hoje, no programa mais didáctico da televisão portuguesa (o da manhã do canal 1), enquanto me espreguiçava, vejo a seguinte, bombástica, notícia: “Comerciantes de Paris, para combater a crise, usam dançarinas exóticas como manequins nas suas montras”. Fiquei à espera de ver dança da chuva, ou algum grupo Maori a actuar. Não. Nem tão pouco eram strippers de leste, daquelas que quando se despem mostram uma magreza extrema, com costelas salientes. Eram bailarinas tipo Moulin Rouge!

As ditas dançavam muito sincronizadas, não faziam propriamente pose. E se pensam que as roupas seriam de alguma nova colecção, enganam-se. Estavam praticamente despidas, exceptuando umas plumas no cabelo e as “partes baixas” cobertas com um tecido escuro.

Em frente, um batalhão de jornalistas tentava a melhor foto para eternizar o momento. Eram muitos os curiosos que tentavam, ao longe, ver o dito espectáculo, sem conseguir chegar perto.

Afinal, os comerciantes de Paris descritos pela RTP como bastante aflitos com a crise, resumiam-se à montra de uma das mais caras lojas do mundo, a Printemps!

Eu cheguei a pensar que alguém ali para os lados de Amarante se lembrasse de pedir ao dono de uma das muitas casas de strip, algumas bailarinas para animar o comércio tradicional, mas afinal parece que só resulta se as bailarinas forem exóticas à francesa.

Ninguém lhes disse que a Printemps tem 45.000 m2! Deve ser a superfície ocupada pelo comércio tradicional na Rua Santa Catarina no Porto. E chamam àquilo “os comerciantes de Paris”!

Como se o Corte Inglês de Lisboa representasse o comércio tradicional da cidade.

E que alguém lhes diga que manequins em montras de lojas de roupa, normalmente têm roupa…

Santa ignorância…

quarta-feira, outubro 21, 2009

Estou consigo, Mário David!

“José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?

Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter.”

in, www.mariodavid.eu

Nunca comprei um livro de Saramago, como nunca comprei nenhum de Salman Rushdie. Acho que um escritor que se afirma contra alguma coisa, ou contra alguma crença, ou contra alguma pessoa, vai por um caminho que implica parcialidade. Seria como achar verdadeira e fiel a biografia de Álvaro Cunhal escrita por José Pacheco Pereira.

Não me parece que a grande maioria das pessoas partilhe desta opinião, mas como as que crêem em Deus e na Bíblia me merecem muito mais respeito que um exilado em Lanzarote (rico exílio), parece-me que a minha opção de não encher os bolsos do dito individuo, é tão só, uma homenagem a quem vive e se guia pelo livro Sagrado.

Já tive imensas discussões com muita gente acerca da educação católica. Não me parece válido o argumento que advoga a livre escolha, que pede que não se baptize uma criança, ou que não se eduque a dita inocente numa religião que ela ainda não sabe se quer. Costumo dizer que o meu pai me obrigou a ir à escola, me obrigou a respeitar os outros, me obrigava a fazer a minha cama, a lavar a louça nos dias em que me estava destinado tal ofício e me orientou nos princípios em que acreditava. Nada do que me obrigou a fazer fez de mim pior pessoa, e nenhuma das escolhas que por mim fez me trouxeram nenhum malefício.

Agradeço a educação católica que me deram, o que não invalidou que não tivesse confirmado a minha Fé pelo Sacramento que serve para confirmar a escolha que um dia fizeram por nós: O Crisma (Sacramento de confirmação da Fé). Quando chegou a altura, achei que não tinha assim tanta certeza. E se toda a gente fizesse exclusivamente aquilo em que acredita, provavelmente haveria menos casamentos pela Igreja. Os comunistas não teriam Missa de Corpo Presente, ou funerais católicos, nem os Socialistas corriam a beijar a mão ao Papa quando este vem a Portugal. Porque pior que educar e ensinar segundo uma crença religiosa, seja ela qual for, é apregoar uma coisa e fazer o contrário.

Quanto ao dito escritor, que se nacionalize espanhol, vá para Madrid dizer aquelas barbaridades, que alguém é capaz de o chamar à razão.

Tenho dito.

domingo, outubro 18, 2009

A minha 1ª Meia Maratona

Quase 15 meses depois de deixar de fumar e de ter começado a correr, aventurei-me numa prova de atletismo. Como as esperanças de vitória não eram muitas, esforcei-me por acabar, o que, diga-se, não é fácil para ninguém.

Depois de 21,095 km!!!, cheguei, solitário, com o dorsal 795, à meta instalada no Jardim do Calém, junto ao Douro que serviu de cenário a toda a prova.

Fica o registo e a classificação que era o que menos importava.

http://www.runporto.com/classificacoes/meiasportzone09/classmeiasportzone09.aspx

1413º classificado em 1448 que conseguiram terminar.

Custa a primeira, a partir daqui é sempre a melhorar, digo, e espero eu!

sexta-feira, outubro 09, 2009

Campanha interessante…

Campanha interessante esta.

O Sócrates apoia os candidatos do PS, dizem com ênfase os jornalistas (alguém lhes diga que o Sr. é o Secretário Geral do Partido).

O Jerónimo é contra a privatização da TAP (já foi a favor de alguma?).

O Portas diz que vai ganhar (nunca perde).

O Louçã quer tirar a maioria a toda a gente e, diz ele, ser o provedor dos cidadão nas Câmaras Municipais (não é preciso, já lá estão os vereadores do PCP).

E a Manelinha nem sabe o que anda por ali a fazer. Ninguém a quer por perto (as derrotas eleitorais são mais contagiosas que a Gripe A). Até o Santana Lopes, antevendo uma derrota em Lisboa, chamou o Portas e a Manuela, para que a derrota tenha mais rostos.

As eleições são Domingo, na segunda-feira volta a Gripe A às primeiras páginas…

quinta-feira, outubro 08, 2009

Gravatas serão símbolos?

Acompanho, na medida do que me é possível, alguns blogues. A autora de um deles, que aprecio e que mais fielmente acompanho, colocou um post em que questionava o símbolo em que se tornou a referida indumentária, para os elementos do BE que se deslocaram a Belém. Na minha modesta opinião, fez muito bem.

Já alguém se lembrou de usar meias brancas em vez de pretas, no BE?

Símbolos são as atitudes e as peneiras de quem se acha dono da verdade, da liberdade e da república.

Para mim símbolos dos nossos dias, são os botões de punho usados da esquerda à direita, pelos ilustres comentadeiros da nossa praça. Se tivessem vergonha não insultavam a miséria em que tanta gente vive, limitando as acções de campanha eleitoral a meros debates televisivos.

Aproveitavam e distribuíam pelos pobres o dinheiro poupado.

Já alguém disse aos pobres que votaram no BE, que deram a esse partido 3 € por cada voto?

Perguntem-lhes se vão dar o dinheiro a quem precisa.

A demagogia não seria maior que a que eles, normalmente, usam.

Mesmo com gravata…

Movimentos cívicos

Acho piada a esta moda dos movimentos ditos cívicos. Agora é o da defesa das vistas para o Tejo, do qual faz parte, entre outras individualidades, o idiota de estimação da malta que gosta de dizer mal de tudo o que é lusitano, o ilustre Miguel Sousa Tavares.

Então o papalvo que se diz tripeiro, que tanto bate no Rui Rio, anda a ajudar (como se fosse preciso), o António Costa, com reuniões secretas e garantias de não expansão?

Será que agora vai começar a escrever numa qualquer esplanada das docas, em vez de se ausentar, como tanto gosta, em terras de clima mais ameno, como o seu tão estimado Brasil?

Ninguém defende um terminal de contentores naquele sítio, mas ninguém o viu a marcar reuniões antes das campanhas eleitorais.

Já agora, criem um movimento que defenda a não expansão da Secil na Arrábida. Já sei que há menos esplanadas por lá, mas que aquilo é uma vergonha, é.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Raciocínio muito simples

 

1. Deixem que todos os homens que queiram casar com homens, o façam...
2. Deixem que todas as mulheres que queiram casar com mulheres, o façam...
3. Deixem que todos os que queiram abortar, abortem sem limitações...
4. Em duas gerações, deixarão de existir socialistas...

domingo, outubro 04, 2009

Homenagem (pelos piores motivos)

Aos super-dragões, esse grupo de gente que leva bem longe o nome da minha cidade. Diga-se de passagem que nem precisavam de o fazer, já que, na sua grande maioria, são oriundos de cidades limítrofes. Outros são de zonas nobres como o Aleixo, Bairro do Cerco e Ribeira.

Como ninguém consegue, fazem aberturas de lojas em busca do melhor artigo para comprar. Muitas vezes, acontece que as pessoas fogem e não se lembram de receber. Outras, quando aquelas que querem cobrar artigos que os descuidados tragam à vista, eles fazem o favor de acelerar o passo para que não se magoem.

Hoje, mais uma vez, foram abertura de telejornais.

Pelos motivos óbvios: distúrbios, roubos, saídas dos bares e restaurantes de Albufeira sem pagar, etc.

Só não percebo é porque não foram fazer tudo isso para Olhão. É que lá, acredito que não faziam farofas, como diz o povo.

Pelos vistos, como exemplares cumpridores da lei, são uma associação organizada e legalizada. Porque é que não lhes imputam os custos?

Ou ao padrinho do grupo de energúmenos…

quarta-feira, setembro 30, 2009

Campanha Autárquica

Tópicos da Elisa Ferreira:

- O “problema” do Aleixo;

- O “Bolhão”;

- O Parque da Cidade;

- A desertificação da cidade.

Tenho a dizer-lhe que:

1- O Aleixo, quando for demolido chama gente à cidade. A malta gosta de viver em cidades em que não é assaltada muitas vezes, e onde se pode circular em todo lado, sem guetos, como é o Aleixo.

2 – O Bolhão terá muitos mais clientes quando soubermos que aquilo não cai enquanto compramos grelos ou broa de Avintes. E já agora, mercados típicos só mesmo em Angola (o Roque Santeiro) e em Bagdad.

3 – O parque da cidade é um problema já herdado, com muitos negócios enrodilhados pelo seu camarada Nuno Cardoso. Aliás, depois dele sair (e o PS atrás), as subsidiadas dos negócios perderam os meios de subsistência.

4- A desertificação é o reflexo da insegurança. E quanto a esse aspecto terá de falar com o Governo.

P.S.:

1 - Como sabem viajo imenso pelo País. Sabem qual é o tópico comum a todos os candidatos autárquicos do PS? Estágios subsidiados. Acho que se todos se cumprissem, até o minimercado do Sr. Teixeira teria um qualquer jovem a estagiar na charcutaria…

2 – Onde é que eles vão buscar tanta ocasião para apresentar os programas? Já é p’raí a terceira apresentação do programa da S.ra…

3 – Se o Aleixo não for abaixo, quero um T3 na Torre 1. Tem umas vistas fantásticas e não se paga água nem luz. Ou acham que os funcionários da Edp e das Águas vão lá fazer cortes de fornecimento? Não me façam rir…