terça-feira, janeiro 19, 2010

Desgraças e modernidades

Enquanto que por cá se discute o acesso de casais de pessoas do mesmo sexo a um evento organizado pela, socialista, Câmara de Lisboa, do outro lado do Atlântico poucos serão os casais que resistiram à devastação da natureza.

Port-au-Prince é uma cidade construída à custa de muita desflorestação e de imensas barbaridades cometidas contra a natureza da ilha e a sua biodiversidade. Dizem que o solo, de tão desprotegido, se tornou árido. Nada disto incomodou a comunidade internacional, que, do sofá, apreciou em belos LCD’s, as sucessivas tomadas do poder e os atropelos à vontade de um povo que nada tinha e que de tudo carecia.

A ONU, para o Haiti, o máximo que conseguiu foi um contingente, liderado pelo Brasil, constituído por militares de países tão surpreendentes como nunca mencionados em missões de paz pelo mundo fora. Não que o não possam ou devam fazer, mas porque, em suas próprias nações a dita calma não abunda: Jordanos e paquistaneses.

Depois da desgraça, correu o dito 1º Mundo, em direcção ao País mais pobre das Caraíbas (onde abundam resort’s e cruzeiros de luxo) e um dos mais pobres do Mundo.

Somos sempre mais sensíveis a uma tragédia que envolva 100.000 mortes, do que a 100.000 tragédias que envolvam 1 morto apenas. Mas era isto que acontecia no Haiti, e que continua a acontecer com a falta de distribuição de bens de primeira necessidade.

Apesar dos SMS, das campanhas de solidariedade e de todas as manifestações de pesar e de choque, continuam a existir no Mundo inteiro, milhares de tragédias que não chegam ao nosso conhecimento.

Não podemos mudar o Mundo, mas temos obrigação de mudar um pouco o “nosso” Mundo, para que os demais possam evoluir e, daqui a uns anos, discutam vulgaridades como as que se discutem por cá. 

domingo, janeiro 10, 2010

Regionalizar – Parte x

Ontem li nos jornais que o novo Ministro das Obras Publicas, numa visita ao Grande Porto, e quando questionado sobre os investimentos a fazer no Metro do Porto, falava em racionalização de recursos. Que o dinheiro é pouco e todo o investimento tem que ser muito ponderado e tal, e coiso…

O ex-Ministro Mário Lino, falava, em relação à localização do Aeroporto de Lisboa na margem sul, num território inóspito, numa terra sem gente nem infra-estruturas condizentes com um investimento daqueles. Resumia com um lapidar JAMAIS!

A expansão do Metro do Porto custa aí uns 100 milhões de euros. Hoje ouvi um anuncio de uma obra que ronda os mil milhões de euros, numa região que, chamou o governo, de “Pinhais do Interior”.

Deve ser um investimento Mota, daqueles que se chamam parcerias publico-privadas. São mais ou menos engenharias financeiras que querem dizer que fica muito caro para o erário público e é vantajoso para os concessionários.

Os milhões de habitantes de Oleiros, Proença-a-Nova, Ansião, Sertã e Vila-de-Rei, vão ganhar muita qualidade de vida com a nova estrada. O entusiasmo é tal que estão a mudar-se para aquelas bandas milhares de lisboetas, ávidos de estrada livre.

Nós por cá, como não temos pinhais, continuámos à espera que sobrem 100 milhões dos trocos aplicados. Dava jeito uma expansão da linha do metro, para que as populações fiquem mais próximas das escolas, hospitais e indústrias que por cá existem.

Ficámos à espera.

Como dizia Eça, isto não é um País. É um sitio muito mal frequentado.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Mais um pontapé no Porto

O concurso da terceira fase do Metro do Porto deveria ter sido lançado no passado mês de Outubro. Não foi. Fase essa que está avaliada em menos de 10% das obras já lançadas no Metro de Lisboa, que não pára de se expandir com derrapagens atrás de derrapagens. 

Há comboio para a Amadora? Constrói-se metro. E já agora alarga-se o IC 19.

Receitas? Portagens nas SCUT a Norte.

O que mais me incomoda é que ninguém se chateia com tudo isto. O governo que tudo adia a Norte, foi premiado nas ultimas eleições. Continuamos a mendigar o desenvolvimento de uma região que tem todas as condições para liderar o Noroeste peninsular. Em sentido contrário temos um governo centralista, que, cada vez mais, se fortalece em 80 Km’s quadrados, qual condomínio de luxo de um País cada vez mais pobre e desigual.

Como reflexo dessa política, até o vinho de Lisboa é mais apoiado pelo Turismo de Portugal. Se não tivessem construído a Expo ainda nos levavam de cá as Caves. E só não levam o nome porque ele faz parte do nome do País, ou não fosse originado no Condado Portucalense.

Este cantinho peninsular tornou-se numa espécie de carro com um bom motor, mas que não circula por ter os pneus carecas e a carroçaria toda enferrujada por falta de manutenção.

Gamofobia

É palavra que o meu (inteligente corrector ortográfico) considera como erro.

Designa o medo de casar.

É mal de que não padecem os casais do mesmo sexo. Agora que já foi dado o passo principal, até já foram contemplados na Expo noivos.

Fico à espera da legalização da Poligamia.

Há por aí tanta gente a disputar o mesmo, ou mesma, parceiro. Seria uma boa solução e teria muitos adeptos. Não vejo qual seria o problema. É uma liberdade individual que ainda não está contemplada.

Podia era multiplicar os casos de gamofobia…

Avaliação

Qualquer um de nós é capaz de avaliar seja quem for, em qualquer ramo de actividade, a que estejamos directa ou indirectamente ligados.

Eu, consigo avaliar uma série de TV, o padeiro, a empregada do café, o polícia de trânsito, o meu chefe, um ministro, etc., etc., etc.,…

Consigo avaliar muita coisa, e apesar de tentar, não consigo atribuir classificação positiva a tudo o que me rodeia.

Ora, quanto aos cerca de 200.000 professores da nossa praça, dizem-me que muito poucos, uma ínfima percentagem, é classificada como mau ou suficiente. É mais ou menos como com os alunos, podem chumbar, mas raramente chumbam.

Querem os ditos profissionais progredir na carreira sem qualquer entrave. Querem poder subir de escalão (ganhar mais dinheiro, porque a recompensa de ser bom ou mau não implica um pontapé no rabo, como para qualquer um de nós) e deixar poucos (os que não prestam) a ganhar pouco. É uma espécie de vamos todos ser chefes e deixamos dois ou três para disfarçar.

Como acho que avaliações e carreira não podem jogar, deviam manter-se as remunerações por diuturnidades e mandar para a rua os maus professores. Um País que os deixa leccionar não pode progredir. Já agora, deixem uma qualquer empresa auditora externa à classe avalia-los e provavelmente ficam muitas vagas por preencher.

No meu tempo um mau professor levava com uma batata no tubo de escape…

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Desligar a corrente

O Rio Douro produz mais de metade da electricidade proveniente de recursos hídricos em Portugal.

Com a construção das novas barragens nos afluentes, vai aumentar essa capacidade. É no norte que está situada a central que controla as descargas nas barragens nacionais, evitando assim cheias nos grandes rios do País, como o Tejo, Zêzere, Mondego e Guadiana. Só não as consegue evitar no Douro. É uma força incontrolável.

Com a perspectiva da regionalização no horizonte, devemos começar já o apelo ao voto pela reforma das reformas. E começar a cobrar o uso dos nossos recursos para o bem estar de quem nos leva os impostos para desenvolver um País à parte, onde qualquer mini-tornado se transforma numa causa nacional. A preocupação dos jornalistas, na última semana, era a escassez de tomate e alface no MARL (Mercado abastecedor da região de Lisboa), como se o Norte dependesse das estufas do Oeste para ter uma saladinha na mesa.

Não, meus senhores!

Eles é que dependem na nossa bondade para terem luz em casa e nas empresas!

E para não terem água pelos joelhos!

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Dia de S. Envelope

Hoje, véspera de Natal, há uma corrida ao envelope.

Tirando esta quadra, só nos casamentos é que se vê tanta circulação postal.

A malta anda toda a comprar bonequinhos nos 300’s ou nos chineses, na esperança que os familiares mais velhos lhes dêem envelopes bem recheados.

Há quem invista com o chamado “retorno absoluto”. Ou então, com a esperança que o retorno cubra o investimento.

Não, não é o meu caso, mas conheço muitos.

Afinal, o Natal tornou-se no expoente do consumismo. Antigamente, as pessoas mais velhas compravam o bacalhau e financiavam a festa, mas as prendas não passavam de embrulhos foleiros cujo conteúdo não excedia a cintura. Ficávamos com a gaveta da roupa interior renovada.

Tínhamos uma Tia, que sempre trazia a última novidade em jogos de tabuleiro, com que nos entretínhamos na noite e dia de Natal.

Agora, ficámos a olhar para os miúdos a experimentarem os jogos das PS2 ou 3, das wiii, dos PC’s, etc…

Foi-se o tempo da partilha. Só se for o comando. Ou os mail’s.

Ou no meu caso, este post.

Bom Natal a todos.   

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Anda tudo doido!

Então o Ricardo Araújo Pereira é capa da Playboy?

É quase a mesma coisa que a capa da “Bola” ter a Cinha Jardim com as suas “queridas” filhas!

Há coisas que não se devem desvirtuar. Corre-se o risco de dar um significado não desejado à publicação.

Não que eu seja um leitor dedicado, nem tão pouco ocasional, mas que é estranho, é.

É quase como ver os aviões da Red Bull a sobrevoar o Tejo. Vão perder o efeito que mais atraíam publico no Douro; o risco de sobrevoar um rio com a largura do rio Douro, perde-se na enorme distância entre as duas margens do rio alfacinha.

A Playboy põe-nos à espera da próxima capa normalizada, e nós cá na Invicta passamos a beber Burn!

Eu e a Matemática

Tenho tentado jogar sudoku.

Ok! É mesmo passatempo de quem não tem que fazer, dizem-me.

Talvez. Mas li algures que era uma boa forma de treinar o cérebro, evitar a morte precoce das células, etc. e tal e não sei mais o quê…

O problema é que me falta paciência para raciocinar, o essencial do jogo. A lógica do jogo aplica-se facilmente, mas, se calhar fui concebido com a matemática e as ciências exactas fora de órbita.

Já vi explicações, truques e formas de, facilmente, chegar ao resultado de qualquer jogo, mas não atino com a coisa.

Enfim, pego no jornal enquanto tomo café, começo pelo sudoku e, rapidamente, desisto. É frustrante.

Vou continuar a insistir, pode ser que deixe de ler notícias cá do burgo. São tão más que nem se destacam das piores de outros dias.

Parece que o papa vem a Portugal num avião transformado numa espécie de Hilton voador, não vá estranhar a saída do humilde albergue que é o Vaticano. A minha matemática é tão má que nem consigo chegar à cifra que vão gastar para tal; nem dá para calcular a quantas pessoas mataria a fome tal excentricidade.

Eu e a matemática…

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Se soubesse o que sei hoje…

Hoje, enquanto almoçava (no melhor restaurante italiano que conheço: Caruso, na Póvoa de Varzim), e, como tantas vezes me acontece, estava sozinho, socorri-me da companhia de uma revista. Naquele restaurante, a escolha é habitualmente a Visão.

Aquela datava de Outubro. Entre outros assuntos, dissecava, essencialmente, acerca das, felizmente, passadas eleições autárquicas. Quando estava quase a acabar a Lasanha, dou com o tema de capa: Uma entrevista a António Lobo Antunes.

Há pessoas que até a falar encantam. A transcrição, acredito, é a fiel do que o entrevistado disse.

Deliciei-me com a qualidade de pensamento daquele, fabuloso, contudo simples, homem.

Umas quantas páginas antes, tinha absorvido vorazmente a sua habitual crónica semanal. Falava da sua relação com Deus, das vicissitudes que ultrapassara, dos desentendimentos com Ele, da permanente evolução normal em qualquer relação.

Na entrevista, entre outros assuntos, fala sobre os livros que escreveu, que escreve e dos autores que admira.

Do cancro que venceu, diz que não vale a pena falar muito porque, e cito: “Sobre as coisas grandes não há muito a dizer”.

Mas guardo sobretudo uma frase que marca a sua personalidade:

O homem passa a vida em busca de sabedoria e conhecimento, que, na maioria das vezes, chega tarde de mais.

domingo, dezembro 13, 2009

Nada como o frio

Gosto de frio. Sempre gostei. Era miúdo, vivia numa casa aquecida por 7 petizes, gostava das noites de frio, do cheiro dos lençóis de flanela, dos cobertores a pesar, e, acima de tudo, da condensação da respiração pela manhã.

Sempre achei que o frio se suportava melhor que o calor. Era só por mais agasalho, mais lenha na lareira, mais um cobertor e o choque é atenuado. No calor, por muita roupa que tirasse, tinha sempre muito calor.

Agora, reconheço que o calor é mais agradável. É melhor para a sociabilização, para ver gente a passear, para a malta sair para a rua.

Mas deixem-me apreciar este período de tempo em que não se vê viva alma cá pela praia da Madalena. Correr praia fora com o ar gélido a bater na cara, sem bater de caras com nenhum “tone”, é realmente um luxo!

sexta-feira, novembro 27, 2009

Face oculta

Cada vez percebo menos disto…

Onde será que está agora, a má moeda de que falava Cavaco em 2005?

Será que vamos continuar a assistir a branqueamentos sucessivos do centrão e seus malabarismos?

Agora com estas confusões, veio-me à cabeça, de repente, a detenção do histórico socialista Edmundo Pedro, que no início da década de 80 foi apanhado a conduzir uma carrinha carregada de armas e explosivos, enquanto se perseguiam as FP. Esteve preso onze meses preventivamente e depois…, nada, nem julgado foi. E o julgamento das FP deu no que deu.

Depois admiram-se de a extrema esquerda subir a votação quando o PS está no poder. Eles conseguem governar com tiques mais caciques que a direita. Desde o “No jobs for the boys” do tempo do Guterres, até à nomeação do professor de inglês técnico, passando pela confusão das escutas e suas intenções e a acabar nesta coisa parecida com Estaline, em que até os magistrados, quando não estão com eles, são espiões políticos…

Como dizia Zeca Afonso: “Eles comem tudo…”

sexta-feira, novembro 13, 2009

Quem diria…

Além da compra da TVI pela  PT, conforme o SOL revelou na passada edição, são também referidas manobras para financiar a campanha eleitoral do PS para as últimas legislativas e para ajudar a salvar o grupo empresarial de Joaquim Oliveira (DN, JN, 24Horas, TSF, O Jogo e Sport TV).

in Jornal Sol, edição on-line 13 Novembro 2009

Quem diria que o Sr. Sócrates andava preocupado com o futuro dos jornais do Sr. Oliveira? Entre eles está o já aqui referido pasquim: O DN.

Coincidências de Sexta-Feira 13, se não estivesse numa qualquer escuta, diriam que era mentira de 1 de Abril. E depois admiram-se que, ao usar a comunicação social, o feitiço se vire contra o feiticeiro.

Que sofram agora as consequências: Julgamento pelos jornais.

É apenas e só isso que provocam. E que provavelmente não queriam.

Primeiro, mas mesmo primeiro!

Então agora sempre que se fala em uma qualquer trapacice elaborada por um qualquer militante do PS, aparece colado o nosso primeiro?

Claro está, que o qualquer militante é quase sempre o amigalhaço de longa data, o expert bancário Armando. O tal que, na boa tradição socialista, trepou à custa do bom trabalho no aparelho partidário. Passou de caixa na CGD do Mogadouro, não para a Direcção Regional, mas para a Administração. E quando o BCP correu com os aldrabões da Opus Dei, correu o governo, qual ponta-de-lança da maçonaria, a colocar a Administração amiga à frente dos destinos do dito banco.

E agora vem a saber-se que o primeiro negócio do Sr. Godinho com o estado português, concretizou-se com o Ministério do Ambiente enquanto o nosso primeiro era o titular da pasta.

Porreiro pá!

Cá fica uma foto, possivelmente a primeira, do nosso primeiro.

Socrates_Jovem

domingo, novembro 08, 2009

Maratona do Porto

Decorreu hoje nas ruas do Porto e Gaia a Maratona do Porto.

Como nem toda a gente está preparada para sofrer durante mais de 42 km’s, decorreu em paralelo uma prova de 14 km e uma outra de 6.

Eu, para apreciar parte do percurso que me espera no próximo ano, fui participar na chamada Family Race (14 KM).

Com um dia pouco convidativo a sair de casa, muito menos para correr, lá fui eu justificar a compra de um gorro e umas sapatilhas. Com a chuva a bater forte, puxada por um vento de NO que fustigava, na companhia de mais uns milhares de doidos, fiz o que pude. Depois de uma semana com gripe e febre (se foi A já estou imunizado), com o pingo no nariz a incomodar (era mais uma espécie de massa consistente), o que me obrigava a limpar o dito com alguma frequência (limpar não, era mais uma espécie de expulsão de ranho), lá fui eu fazer mais uma etapa.

E consta assim:

Dorsal:4563 Cl.Geral:894 Cl.Esc.:566 RUI PINHO M VETM PORTUGAL INDIVIDUAL
1:22:33 (Tempo total)
0:06:00 (Tempo/KM)

Acabaram esta prova 1044 atletas, sendo que 634 pertenciam ao meu escalão (veteranos(!) masculinos).

Não está mau…

Tributo ao cão

Sou um admirador da capacidade que alguns animais, os cães em particular, têm para nos conquistar. São uns amigos incondicionais.

No século XIX, o senador George G. West, representou o proprietário de um cão morto pelo vizinho.

O senador ganhou o caso e hoje existe na cidade de Warsensburg uma estátua do cão. O discurso do senador de Missouri está inscrito na entrada do tribunal de justiça.

Eis alguns tópicos do discurso:

"O mais altruísta dos amigos que um homem pode Ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade é o cão."

"Senhores jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecerem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o sol na sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho. Lá, ao lado da sua sepultura, se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança mesmo à morte."

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Verdades preocupantes

 

Vais ter relações sexuais? O governo dá-te preservativos!

Já tiveste? O governo dá-te a pílula do dia seguinte!

Engravidaste? O governo oferece o aborto! 

Estas na escola e não aprendes nada? O governo dá-te a aprovação por decreto (ou por cansaço)!

És viciado? O governo troca a seringa, e se quiseres, paga bem para te curares com outra droga!

Detestas trabalhar? O governo dá-te o rendimento social de inserção.

Agora experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que acontece! O Governo oferece-te uma carrada de impostos e responsabilidades.

terça-feira, outubro 27, 2009

Acção cívica

Li num artigo de opinião a incredulidade da autora depois de uma pessoa ter morrido num restaurante, após um episódio que, considera, estúpido. Como todas as mortes evitáveis.

O estúpido da situação repetiu-se ontem. Um jogador, jovem, morreu após, supõe-se, uma paragem cardíaca, que poderia ter, eventualmente, evitado com um simples desfibrilador. Acontece que o dito aparelho que pode salvar vidas, não faz parte dos utensílios que a Federação de Basquetebol considera indispensáveis num pavilhão onde se realizem jogos daquela modalidade.

No primeiro episódio, um homem morreu após se ter engasgado enquanto comia. Não havia ninguém na sala que soubesse efectuar a manobra de Heimlich, que consiste em pressionar a zona abaixo do diafragma da pessoa engasgada, para que, com a saída em pressão do ar dos pulmões, a mesma consiga expelir o que lhe impede a respiração.

Na segunda situação, apenas  o melhoramento das regras e a consciencialização de que o tempo após uma paragem cardíaca é curto para uma eventual recuperação do paciente. Para o encurtar, os desfibriladores devem estar, obrigatoriamente, presentes em todos os espaços onde se pratica desporto.

Quanto ao facto de no restaurante onde morreu uma pessoa engasgada, este deve-se a um simples motivo: a ausência de formação cívica. Em vez de tanto se preocuparem com coisas supérfluas, os políticos, deveriam ter-se lembrado já há muito tempo, de implementar nas escolas uma disciplina que abrangesse estas matérias. As pessoas deveriam aprender como lidar em caso de presenciarem um acidente, fosse ele de que natureza fosse.

Infelizmente, ainda não é o caso. E vai-se morrendo por omissão ou por pura ignorância de quem assiste.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Bailarinas exóticas

Hoje, no programa mais didáctico da televisão portuguesa (o da manhã do canal 1), enquanto me espreguiçava, vejo a seguinte, bombástica, notícia: “Comerciantes de Paris, para combater a crise, usam dançarinas exóticas como manequins nas suas montras”. Fiquei à espera de ver dança da chuva, ou algum grupo Maori a actuar. Não. Nem tão pouco eram strippers de leste, daquelas que quando se despem mostram uma magreza extrema, com costelas salientes. Eram bailarinas tipo Moulin Rouge!

As ditas dançavam muito sincronizadas, não faziam propriamente pose. E se pensam que as roupas seriam de alguma nova colecção, enganam-se. Estavam praticamente despidas, exceptuando umas plumas no cabelo e as “partes baixas” cobertas com um tecido escuro.

Em frente, um batalhão de jornalistas tentava a melhor foto para eternizar o momento. Eram muitos os curiosos que tentavam, ao longe, ver o dito espectáculo, sem conseguir chegar perto.

Afinal, os comerciantes de Paris descritos pela RTP como bastante aflitos com a crise, resumiam-se à montra de uma das mais caras lojas do mundo, a Printemps!

Eu cheguei a pensar que alguém ali para os lados de Amarante se lembrasse de pedir ao dono de uma das muitas casas de strip, algumas bailarinas para animar o comércio tradicional, mas afinal parece que só resulta se as bailarinas forem exóticas à francesa.

Ninguém lhes disse que a Printemps tem 45.000 m2! Deve ser a superfície ocupada pelo comércio tradicional na Rua Santa Catarina no Porto. E chamam àquilo “os comerciantes de Paris”!

Como se o Corte Inglês de Lisboa representasse o comércio tradicional da cidade.

E que alguém lhes diga que manequins em montras de lojas de roupa, normalmente têm roupa…

Santa ignorância…