domingo, setembro 13, 2009

Será o Amor eterno?

Não me parece. Acho até que quando as relações se eternizam, acabam por infernizar a vida de um dos elementos do casal.

Quando as relações começam, tudo é belo, tudo são rosas, tudo o que é bom ofusca os defeitos. É como um carro novo. Raramente se descobrem defeitos, e quando nos falam em algum, enervámos-nos e relativizamos ou mesmo eliminamos, pura e simplesmente, os ditos. Partilhámos com os melhores amigos, na esperança de os convencer. Ficamos sempre à espera que o momento de ver esse alguém chegue.

A paixão no seu auge é quase a perfeição de uma relação.

Depois, como sempre fazemos com tudo o resto, inventamos forma de estragar o que está, quase, perfeito: Casámos!

É o momento do sonho de qualquer menina. Elas são mesmo preparadas para esse desiderato, o casamento é a meta da vida delas. E os filhos. Mulher que não case quer muito ter filhos, as que casam são pressionadas para isso, até porque a sociedade não compreende a opção de não os ter. Quando os meninos nascem, são os filhos delas, e os maridos passam, imediatamente, a “pai do meu filho”. O modelo que elas escolheram, que não tinha defeitos, que era todo ele o que mais desejavam, acabara de nascer e, perfeição das perfeições, era para moldar como elas querem. Elas projectam então nos filhos, aquilo que viam no pai. E começa uma longa e árdua tentativa de fazer mais uma perfeita e ideal paixão. Aliás que se prolonga vida fora, vide as sogras…

Depreende-se desta curta e resumida reflexão que, não sendo o amor eterno, elas fazem tudo para o prolongar.

Louve-se a tentativa.

Só que, normalmente, estragam tudo a tentar.

P.S.: Reconheço algum machismo exacerbado neste texto. Contudo, gostaria de referir que o texto é inspirado num exemplo real. Desculpem-me as meninas que lerem este texto e não se achem assim. Eu acredito que não sejam, mas olhem à vossa volta e facilmente revêem características aqui descritas em alguém que vos é próximo. Mais que não seja, a vossa sogra…

quarta-feira, setembro 09, 2009

Actualidades

Hoje, sem assunto para dissecar, apetecia-me, contudo, escrever. À falta de assunto, fiz um périplo pela actualidade. Nada me seduz para fazer um comentário daqueles que só a mim diz respeito. Sim comentário, porque nós somos donos da nossa opinião, ou deveríamos ser. Existem fazedores de opinião a quem não vale, pura e simplesmente, dar a mínima atenção.

Da ordem de retirada do livro daquele ex-inspector da PJ, até ao, supostamente, indigitado novo director da TVI, nada me seduz, porque não me suscita interesse. Que Portugal ganhou à Hungria, já todos sabemos e esperávamos (como esperávamos a vitoria sobre a Albânia, em Braga, e empatámos), que a campanha eleitoral anda por aí, sem esclarecer ninguém a não ser, provavelmente, os opinadores que esmiúçam até ao ínfimo pormenor a performance dos intervenientes. Como se importasse…

Não. actualidade nacional cada vez me interessa menos comentar ou eventualmente acompanhar. Cheguei ao ponto em que voto no contra e acompanho ao mínimo, não vá a minha tensão arterial subir desmesuradamente e provocar algum percalço no meu bem estar. Não. Pouco me importa que os Baldaias e os Pinas deste país se apregoem isentos quando não o são, ou que, quem se assume com lado político seja corrido dos painéis de opinião; que se critique o populismo à direita (e bem) e se dê tanta publicidade e promoção a um populismo de esquerda, que, à boa maneira marxista, proponha nacionalizações a torto e a direito, e a liberalização da bandalheira. País estranho este que discute alegremente possíveis coligações com partidos que são contra a UE, a Nato, a OCDE, a Organização Mundial do Comercio e todas as demais organizações que sirvam para regular o que quer que seja. Pobre país este. Não conseguimos crescer como povo e como sociedade sem a mão tutelar do despotismo ou do populismo. O caciquismo apodera-se de tudo como um polvo com densos e extensos tentáculos, qual academia da cunha, onde sem esta, ninguém vai a lado nenhum.

E já agora, pobre gente que vive no país das garantias, onde tudo anda atrás de garantir seja o que for. Ou a pensão do ex-marido (“p’ró menino, não é p’ra mim…”), ou o subsidio disto ou daquilo, ou a efectividade no emprego, a caixa, a reforma, a vida boa, as benesses, etc., etc., etc.,…

E ainda queriam que o Estado, qual pai tutelar, nos obrigasse a assumir compromissos que não queremos. Isso é que deveria ser discutido nesta campanha. A economia é com o Sr. Jean Claude Trichet. As uniões de facto, a solidariedade, a justiça, a educação e a reforma do estado (papão que nos suga todos os recursos), temas fracturantes que gostaria de ver debatidos. Não, enchem-nos de economia, de visões utópicas de um país que depende do exterior para quase tudo, qual panaceia para tudo o resto.

E vou dormir, que amanhã tenho que trabalhar, parece que desde Abril já trabalhamos para a empresa e, consequentemente, para nós próprios. Até aí, trabalhámos para o papão Estado.

Já agora, votem, porque, apesar de tudo, isso ainda é o mais importante.

domingo, setembro 06, 2009

00h48m03s

É este o tempo oficial da minha primeira prova de atletismo.
Claro está que os meus dois companheiros de jornada, (pelo menos até à linha de partida), fizeram tempos mais ambiciosos (35 e 38 minutos), mas são já velhos habitués daquelas andanças.
Um ano e pouco depois de deixar o meu velho amigo cigarro, dois depois de iniciar a perda do meu recorde absoluto de 137 kilinhos, o que implicou muita fominha (e boa nutrição), consegui correr uma pequena competição, que mais parecia um convívio de atletas.
A Corrida do Homem e da Mulher, cuja receita reverteu a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, transformou-me num deles, daqueles espécimes humanos que, quando podem, e em ritmo de lazer, fazem da corrida um hobby. Devo dizer-vos que nunca a palavra determinação fez tanto sentido. Parti determinado a acabar. Passou tanta gente por mim no início que eu pensei acabar atropelado, mas não. Era apenas a colocação natural dos atletas, os que queriam andar mais rápido, chegavam-se à frente. O meu ritmo(?) manteve-se estável, a partir do meio da prova melhorou, e acabei por ultrapassar muitos dos que se posicionaram, ao início, na linha da frente.
A meta chegou, muito suor e 7 km’s depois.
Valeu a pena. Agora é "só" continuar. 

segunda-feira, agosto 31, 2009

E depois do retiro…

Depois do retiro, cá estou eu de volta, para dar seguimento a este chorrilho de, às vezes humor, outras vezes sabor, dor e muitas apenas e só, simples desabafos de quem acha piada a estas coisas.

O retiro, que não sendo espiritual, não foi desligar, ficou-se por uns lamentos das enchentes de Agosto pelas praias ao meu redor, e agora, tornado em saudade do tempo de calor. Estranha esta dicotomia, onde não consigo pôr uma linha que diferencia o melhor do bom tempo e o melhor do tempo bom. Nem sei se bom tempo é o tempo em que o sossego abunda, se é o sol a escaldar. Não a mim, qual pinguim, que quando o sinto tão forte mergulho na água refrescante (brrrrr) do atlântico norte. Poupei, ao menos, este blogue de uma catrefada de textos a lamentar os estragos que os veraneantes provocam por cá, e aos sempre cómicos exemplos de famílias em busca de lazer. Todos temos direito à vida e a parvoíce faz parte. Foi a silly season. Vêm os dias para lamentar o que acabou e para trabalhar num futuro, que apesar de tudo, esperemos seja sempre diferente e, se possível, para melhor.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Nem sei que diga…

Ando aqui que nem sei que diga! A preguiça deu-me aí há um mês, não me apetece pensar.

Tenho assuntos para debitar que nunca mais acaba, pareço a redacção de um canal  de noticias, desses que preenchem horas de assunto, mesmo que não o tenham. Sempre me questionei como é que as noticias em Portugal têm sempre tempo marcado, leva os atarefados jornalistas à procura de assunto quando ele não existe. O que me falta é vontade de escrever.

A gripe A está em grande, substituindo, em parte, a época de incêndios. Parece obrigatória a dita.

Abriu também a época das mães extremadas que tentam a todo o custo proteger os filhos dos pais quais papões avançando contra o seu bem-estar. Há gente muito parva, gente que se aproveita de tudo o que pode para daí extrair o máximo para si próprio, usando para tal, o que for necessário. Neste país que apela ao laxismo, país que debita e inventa subsídios e protecções, chegamos ao cumulo de as mães acharem sua propriedade os filhos que põem no mundo. Que raio de país este que protege a estupidez e promove o absentismo.

Que raio de gente, que se agarra a tudo o que acha que é direito seu e exorciza tudo o que lhe parece dever.

Que raio de educação dá um Pai, quando cria os seus filhos com a ideia de que o mundo e a vida tudo nos dão, não sendo preciso dar em troca, bastando para tal acreditar numa qualquer utopia.

Raio de gente esta que se acha sempre mais que todos os demais, que se acha mesmo de mais para todos os outros.

Bom, estou de férias, não me apetece pensar nisso.

quinta-feira, julho 23, 2009

Coisa gira do dia

Li uma frase fantástica hoje, num daqueles estados de Alma de alguém, no ciberespaço.

Traduzindo do Inglês é mais ou menos isto:

“Quando morrer, gostava de morrer como o meu Avô: Durante o sono; não a gritar como os passageiros que iam com ele no carro…”

Ainda dizem que não se aprende com gente desta.

Ou então esta:

“O homem inteligente aprende com os erros dos outros; o menos esperto aprende com os próprios”.

Ou então:

“Camarão que se deixa dormir é levado pela corrente!”

Gente gira a ciber população.

terça-feira, julho 21, 2009

Silly Season

Falta-me a paciência. A inspiração, essa treina-se. Arranja-se um tema, desenvolve-se e passa-se ao teclado. Mas falta-me mesmo é paciência.

Resumindo este já longo mês, é esta a conclusão.

Quando não se tem paciência para pensar, deixamos a vida acontecer. Não a controlamos, ela é que nos controla.

Fiquei de escrever um livro com uma amiga, mas ainda não tenho tanta qualidade na escrita como ela demonstra. Um contributo não deve nunca chegar a estorvo.

Resumindo, é a minha merecida silly season: Época de retiro.

Mas eu volto. Prometo.

segunda-feira, julho 06, 2009

Que totó!

Li a entrevista do Miguel Sousa Tavares ao Dn (http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1295588&seccao=Livros) e fiquei com a mesma opinião do único leitor que se deu ao trabalho de a comentar na página do dito jornal. Com tanto que o homem disse, o leitor comentou com a expressão que faz título desta crónica.

MST começa por desancar forte e feio em Portugal, nos portugueses, nos políticos, nos blogues, no twitter, enfim, em tudo o que o rodeia, seja na sociedade civil seja no mundo virtual. Bate em tudo e em todos, insurge-se contra este estado em que o País mergulhou, onde tudo e todos gravitam à volta do Estado a tentar colher umas migalhas (leia-se subsídios) do Orçamento de Estado. Manifesta-se contra, no fundo, o excesso de Estado que é gritante na nossa economia e sociedade em geral. No entanto, o cromo, é apoiante dos políticos que defendem, precisamente, mais estado.

Declara sentir uma vontade enorme de emigrar, provavelmente para o Brasil, que é País com muita trapalhada, mas, diz o cromo, tem ainda direito às trapalhadas, ao contrário de Portugal.

Bate forte no nosso PR, acha-o inútil, sem curriculum para o cargo e sem objectividade na função.

Enfim, o homem sente-se muito desiludido com tudo isto, com vontade de se pirar, contudo, continua a viver à custa do Zé Povinho. Que eu saiba os leitores do Expresso, onde escreve, e os telespectadores da TVI, onde comenta a actualidade, estão, na esmagadora maioria, em Portugal. E os livros devem vender mais por cá, ou não?

É por causa de palhaços como este que o nosso País está como está. Limitam-se a dizer mal de tudo por cá e a enaltecer as imbecilidades dos destinos turísticos preferidos. E ainda há quem lhe dê audiência. Já sei que para o caso pouco importo, mas, desde há muitos anos, que decidi marimbar-me para esse pasquim. Recuso-me a ler os seus livros e crónicas, e escuso-me a ouvir as opiniões que emana na dita Tv. Prefiro outras paragens, outras opiniões e aprecio a sinceridade intelectual. Esta coisa de dizer uma coisa e praticar o contrário, já cansa.

Gente como este pode ir para o Brasil que cá não faz falta.

A minha opinião é tão válida como a dele!

P.S.: Espero não ferir susceptibilidades com este texto, que é, quer se goste quer não, apenas uma opinião.

terça-feira, junho 30, 2009

O vizinho português

Michael Jackson tinha um vizinho português? E daí?

A RTP enviou um jornalista a Los Angels, para cobrir os desenvolvimentos à volta da morte do artista. Como não há desenvolvimentos, e à falta de melhor motivo de notícia, foram procurar saber se o homem era bom ou mau vizinho.

Entre “cycling’s e neighbour’s”, o jornalista, numa espécie de recuperação da notícia do cão português, tentava a todo o custo que o dito homem se recordasse de se cruzar, talvez num passeio de bicicleta, com o falecido. Ora com a falta de memoria (ou de imaginação) do seu interlocutor, rapidamente o jornalista passou a descrever o trajecto do dito Sr. em direcção a Santa Barbara, “County” famoso pelo PIB per capita, dos mais elevados da América.

Só que eu, a julgar pela imagem abaixo, acho que o MJ não deveria ir para a pista de “cycling” para praticar o popular desporto. O jornalista é que não acha o mesmo.

Podiam já agora, ter ido ao cabeleireiro lá da zona; ou à mercearia. Nesses lugares é que se encontram os vizinhos…

Mas pronto, faltava notícia…

Gay pride

Assim em inglês, até nem choca tanto. Parece que, felizmente, ainda não transformaram o dia em feriado, ou que obriguem alguém a comemorar. Mas começa a ser preocupante a quantidade de gente que aflui a tal desfile; são sempre mais que os votantes nas eleições europeias, a julgar pela moldura humana presente nas várias capitais europeias.

Isto porque hoje, ao ver o anuncio de um dvd colocado no mercado, de um filme premiado pela Academia de Hollywood, me lembrei da receita para receber um Óscar: fazer um filme cujo argumento se baseie numa historia gay. A ver por todos os mais badalados filmes que se baseiam em tal orientação, que, quase sem excepção, foram premiados com a estatueta. Não tenho nada contra, mas os filmes são mesmo fracos. E dois homens juntos num acto sexual é mesmo bastante estranho, senão repugnante. Chamem-me homofóbico, mas mesmo nos filmes as cenas se tornam um pouco chocantes. Por exemplo, acho que o filme Brokeback Mountain deu uma péssima imagem da pesca. Nunca mais dois amigos irem à pesca terá o mesmo significado.   

Mas adiante, eu temo é que qualquer dia transformem a sociedade e os humanos numa espécie de novelo enrodilhado, que de tão ensarilhado, perde, por não ter sentido, a sua utilidade e finalidade.

Fica o consolo de, como diz o outro, “um gay é menos um concorrente e ainda ocupa outro…”

Desculpem os gays, (conheço alguns, por acaso gente impecável, na sua grande maioria, se bem que, conheço mais heterossexuais e não deixam de ser impecáveis por isso) mas quando passam a desfilar e a fazer da sua orientação sexual uma afirmação, deixam de ser normais para passarem a ser uma espécie rara que se acha sempre desprezada e diminuída, com tiques de quem se acha no direito de tudo e mais alguma coisa. Acho que deveriam, em primeiro lugar, assumir que as opções de vida das pessoas têm consequências. Não podem querer ser diferentes e não dar às pessoas o direito de comentarem a diferença.  Nem acho que tenham que desfilar para terem direito à diferença. Podem ficar por casa.

sábado, junho 27, 2009

 

“A resolução 86/2007 do Conselho de Ministros permite a transferência de verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional destinadas às regiões de convergência para a capital. Isto desde que os projectos em causa sejam de interesse nacional.”

Depois vêm falar de rivalidades do norte para com o sul do país. É de bradar aos céus. Então Lisboa, que como se sabe é discriminada relativamente às restantes (ricas e abastadas, já agora), além de ser a única região portuguesa que já não recebe fundos de coesão (que são atribuídos às regiões europeias menos desenvolvidas), ainda suga os recursos destinados às demais? Pobre país este que de tão centralizado se há-de afundar com o provincianismo de quem pensa que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. A política socialista revela-se; são muito bons com a carteira dos outros. A deles é deles, a dos outros é de todos.

Começo a perceber quem tanto se insurge contra o Terreiro do Paço, pena é que estas notícias não sejam divulgadas pelos órgãos de comunicação social nacionais, talvez porque não lhes convém. Afinal, todos comem do mesmo tacho. E ainda me querem convencer que o voto à esquerda é que é útil e traz alguma justiça? Foi o nacionalismo que fez o país. Não foi Lisboa que cresceu e conquistou, pelo contrário, foi conquistada. Leva recursos desde sempre. O motivo principal que impulsionou a instauração da Republica, o principal anseio de quem lutou contra o poder do Terreiro do Paço, era o da igualdade entre todos. Alguém a vê? Eu não.

quarta-feira, junho 24, 2009

The Return to innocence

“Thats not the beginning of the end, thats the return to yourself: The return to innocence”

Sucesso da década de 90, que ainda hoje nos faz pensar que ser alguém ligado ao esoterismo ou perito em meditação transcendental, seria mais fácil com musicas assim.

Há na musica em geral algo de mágico, algo que nos faz ser gente simples, simpática, carinhosa e mesmo bastante mais desinibida que o habitual. Existe em muitas o cariz transformador, que normalmente nos leva para o que mais desejávamos ser; um encantador de almas, gente bonita que vagueia pelo mundo distribuindo o que mais queríamos para nós próprios.

Quem olhava para os movimentos libertadores e carregados de amor e paz que grassavam nos anos 70, podia antever um mundo livre de armas, onde as pessoas faziam amor onde lhes desse na real gana, nunca ferindo ou atropelando a vontade dos outros, dando a todos a liberdade de decidir sem pressão de qualquer espécie.

E depois há o lado da revolta, revolta pelo que não têm os que a cantam, pelas bandeiras que empunham levando nas gargantas o sentimento de comunidades oprimidas e insatisfeitas com a vida que lhes proporcionam os seus líderes.

A música liberta-nos a mente, faz-nos viajar por um infindável mar de vidas, de experiências, de sentimentos em que, existe sempre uma ou outra, nos revemos ou nos imaginamos. Faz-nos sonhar.

É mesmo: The return to innocence.

segunda-feira, junho 22, 2009

Também e principalmente

Após algumas transcrições de textos, e porque a principal virtude de alguém que tem um espaço como este é a capacidade de partilha, decidi publicar uma excelente escolha.

Como aprecio as tuas, diga-se, excelentes opções musicais, aqui fica uma música da minha vida, que provavelmente também é da tua.

Se houver quem não goste, que aprecie o silêncio…

domingo, junho 21, 2009

O maior piquenique do mundo!

Portugal no seu melhor.

Quando recebo um e-mail com este título, já sei que vem lá galhofa com o que de mais parolinho por cá se faz. Este dia deve ter dado para recolher assunto para um ano de correio electrónico humorístico. É triste, mas é a verdade. O Sr. Belmiro tinha lá uns chouriços e broa quase fora de prazo, e em vez de matar a fome a quem precisa, promove um ajuntamento de fans do Tony Carreira (este é que devia ir para o Guiness) e acha, a julgar pelo discurso do seu director de marketing, que a sua fantástica rede de supermercados é que provocou tudo aquilo.

Parece que até o aplauso foi o maior do mundo.  E então os milhares que se juntam por esses estádios de futebol fora, muitas vezes em numero superior aos ditos 30.000, quando aplaudirem, a partir de agora, entram para o guiness?

Entretanto em Lisboa, uma câmara do serviço publico de televisão seguia o CR7, tentando arrancar umas palavras do menino de oiro, arrancando este a grande velocidade ao volante de um dos seus bólides. Fica a notícia da visita à loja da irmã, parece que na companhia do irmão e do cunhado.

Triste serviço publico que transforma o país num gigantesco piquenique, em que nem o director se safa, ao dar um tamanho pontapé na gramática com a frase: “há aqui pessoas que vieram de todo o país”. Devem ter dado a volta ao território no autocarro do Modelo…

Futebol e piqueniques, é esta a nossa triste realidade…

sábado, junho 20, 2009

Cabras

“Por mais delicadas que sejamos o mundo acaba sempre por nos transformar numas cabras, de modo que, mais vale nem sequer tentarmos ser excessivamente simpáticas.” R.A.

Esta citação é o cabeçalho de um blogue. Parece que serve para passar a mensagem de sexo forte e dominador (as cabras são guerreiras e teimosas), mas, quanto a mim, não é mais que uma acertada definição que as mesmas arranjaram para se designarem.

A frase é delas…

sexta-feira, junho 19, 2009

No caminho

Um amigo dizia-me para, em função da vida, gozar e viver como se todos os dias fossem o último.

Não creio. Em primeiro lugar, ninguém o faz no seu perfeito juízo. Não vá haver outro e outro consecutivamente, ou simplesmente porque não se querem transformar em alcoólicos.

Os dias devem, na minha modesta opinião, viver-se da melhor maneira possível. Devemos é, e acima de tudo, ser leais para com o nosso Eu. Somos nós, em primeiro lugar, que temos que estar de bem para connosco e com o mundo à nossa volta. Caso contrário, e como facilmente se nota quando assim não é, piorámos a nossa qualidade de vida e a daqueles que mais nos preocupam, ou  a quem mais queremos bem.

Acho que estou no caminho. Não, não acho que atingi o meu zen existencial, mas acho que o rumo que tracei e que tento percorrer é o que mais me agrada.

Agora, há gente que vive mesmo com essa máxima. Atropelam tudo e todos, pensam apenas e só em si próprios e no que mais lhes convém, não sabendo eles que tudo o que fazem ou desejam aos outros a vida lhes devolve, e por vezes em dobro.

Pois é…

quinta-feira, junho 18, 2009

??

...Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...
Pablo Neruda

Desculpa Pablo, mas não concordo. O texto, além de confuso, demonstra que este sentimento é tão português, que outros não o conseguem descrever como nós o sentimos.

Pois é…

quarta-feira, junho 17, 2009

Pois é…

A vida gira ao ritmo, às vezes alucinante, de 24 horas por dia, 365, ou 366 dias por ano. A idade avança, o tempo passa e nós, quase sem darmos conta de que a contagem, ao contrário do que muitos pensam, é decrescente. O tempo, valioso crédito que nos é concedido, que vamos gastando como queremos, às vezes como podemos.

Passamos anos a estudar, a brincar, a descobrir, por vezes a experimentar. Acumulamos tudo num espaço virtual, embora físico, a que chamamos memória. Somos memória, somos passado e caminhamos para o futuro incerto.

Amadurecemos, ganhamos mais consciência do que somos, vamos continuando a perder o que tínhamos e a acumular bagagem. Vem a saudade. De tudo o que ficou, de tudo o que queríamos e não tivemos, de tudo o que passámos e vivemos.

Ficam as memórias. Muitas.

E o que somos e nos acompanhará para sempre, a alma. Conjunto de vivências, experiências e estados de espírito.

Li ontem num dos blogues que sigo, da ilustre Helena Sacadura Cabral um texto fabuloso, como quase todos da autora, que a seguir transcrevo e que define um estado de alma tão comum a todos que têm afectos e que, ao amadurecerem, tomam consciência da única certeza do futuro: a perda. Que gera:

Saudade

“Saudade é nunca sabermos de quem amamos, e muitas vezes, até, não sabermos porque as temos. Mas saudade da mãe que se perdeu, do homem que se amou, do filho que partiu, é um sentimento sem tradução, é a mais dolorosa das nossas nostalgias.
Inexplicavelmente, hoje, só hoje, tenho saudades não daquilo que perdi, mas sim de mim, na época em que não sabia o que eram perdas.” http://hsacaduracabral.blogspot.com/2009/06/saudade.html

Pois é…

domingo, junho 14, 2009

Meditação

Se consultarem um dicionário vão descobrir que, no fundo, a meditação, não passa de um acto de contemplar. Sim o sinónimo de meditação é mesmo contemplação. Que não passa de um acto de olhar muito tempo e com atenção.

Ora. olhando eu para a actualidade só vislumbro merda. Perdoem-me a sinceridade mas isto, e isto é o estado a que ISTO chegou, está pelas ruas da amargura. Contudo, se nos dermos ao trabalho de meditar, ou melhor, de olhar com muita atenção, vemos que nem tudo é assim tão mau. Não fossemos nós craques em ver coisas boas no meio de tanta coisa má, bem como perfeitamente capazes do contrário. Afinal, o jogador mais caro do mundo é tuga. E o gajo anda pelos States a engatar a solteira mais cobiçada do planeta. Até já temos enviados especiais em Madrid e Los Angels para cobrirem a chegada do craque sabe-se lá onde…

É isto que me faz pensar que, (lá estou eu a meditar), estou no país certo para ser famoso sendo banal. As banalidades, que não passam de futilidades, são sempre motivo de grande debate neste País. Não há cidadão que não opine sobre tudo e mais alguma coisa, não gostam é de ter de se deslocar seja onde for para terem voz em algo que seja verdadeiramente importante, como votar. Só se a assembleia de voto for no Algarve. Hoje a fila de regresso tinha, pasme-se, cerca de 20km de extensão. E os pacientes integrantes da dita, diziam que eram os ossos da carne que haviam comido toda a semana. Pois. Os nossos políticos são como as filas de fim de férias. Não os desejámos, nem sequer votamos, mas temos que levar com eles. E como com as filas, limitámo-nos a dizer mal, sem nada fazer-mos para alterar seja o que for.

Quem me manda a mim meditar…

segunda-feira, junho 08, 2009

O gajo dos botões de punho

Não tenho por ambição fazer deste blogue um espaço de reflexão política, mas, atendendo à conjuntura, vou fazer uma breve análise (completamente leiga, se bem que todo o homem é político) aos resultados de ontem.

Assim, e como dizia o Ricardo Araújo Pereira, parece que todos ganharam. Uns porque não desapareceram, outros porque aumentaram a percentagem de votantes, outros mesmo porque ultrapassaram a linha de água e estão já no pódio. Mesmo o grande derrotado venceu, porque a crise é que foi derrotada.

Afinal ganhou mesmo o tipo dos botões de punho, com ar de beto que dá aulas de etiqueta. Os partidos da extrema-esquerda subiram exponencialmente as respectivas votações, fruto da governação à direita do único partido democrático de esquerda. E ainda se admiram! Então a malta, em 2005, já fartinha do rigor da direita, que faz o favor de tentar manter as contas em dia (de tentar) e de distribuir tachos, vira à esquerda, e a única coisa de esquerda que obtém é a despenalização do aborto????  

E se ganham as próximas legislativas vem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ora, sendo assim, o eleitorado de esquerda virou à esquerda. Querem mais esquerda e já viram que do Eng.º só mesmo amostra de esquerda.

Quanto a mim, que quero para a economia e sociedade em geral, menos estado, logo, menos lugares dos políticos, mais economia, mais empreendedores,  melhor regulação, sem acção, este é um péssimo sinal. Daqui por uns anos, temos revisores de contas do estado nas empresas. Acho que não é o caminho.

Acima de todos, perdeu a comunicação social. Acham, com a arrogância de quem acha que sabe medir o sentimento geral, que só eles sabem o que é melhor para todos nós. Dão-se ao luxo inclusive de decidir sobre quem é melhor ou pior para liderar um partido. Fazem sondagens, ou encomendam, com resultados direccionados, que falham redondamente. E caem no ridículo de revelarem nova sondagem com 2110 chamadas telefónicas validadas, quando se revelam resultados com mais de 3 milhões de votantes. RIDÍCULO!

A SIC, televisão de gente queque da esquerda moderna, dá-se ao cúmulo do ridículo. E depois pedem opinião sobre coisa ridícula. É este o triste contributo de uma televisão que se diz rigorosa. E ainda falam da Manuela Moura Guedes…

Deram-se ainda ao ridículo de andar durante toda a campanha a ridicularizar a dos partidos com menos organização mediática. Ora porque tinham pouca assistência nos comícios, ora porque retardavam as acções de campanha para terem mais gente presente. A do PS era um espectáculo todos os dias, “organização, comunicação e mesmo mobilização à Obama”. Tristeza a deles quando olhavam ontem para o espaço vazio do Altis. Como dizia o Ricardo Araújo Pereira, a crise chegou ao Altis. Como se as agências de comunicação ganhassem eleições. Se assim fosse, e atendendo à excelente assessoria, Avelino Ferreira Torres teria ganho a Câmara de Amarante.

Termino, com a firme convicção que, afinal, perdemos todos. Isto hoje continua na mesma. Não tenhamos ilusões, já não somos governados por cá, e ontem, 62% dos eleitores perderam a oportunidade de se pronunciarem acerca da Europa e do rumo que segue. Perdeu-se mais uma oportunidade de dizer basta a este estado de coisas em que nos atolámos.

Só ganhou o gajo dos botões de punho…

Pessoas

Gosto muito de conhecer gente interessante, inteligente de preferência, que me faça somar conhecimento e vida à minha.

O meu trabalho obriga-me a lidar com gente mais ou menos interessante, mais ou menos inteligente, mas faz-me conviver todos os dias com pessoas.

A minha vida pessoal, leva-me sempre atrás das pessoas. Tenho ânsia de conhecimento, não sei que bicho me mordeu em pequenino que não há onde não busque. Parece que agora, com as novas tecnologias, o meu desiderato se tornou mais complicado. Nunca sei quem será de confiança.

Num destes dias, um amigo, com vontade de se vingar de uma amiga colorida, pediu-me que adicionasse como amigo numa daquelas páginas mais ou menos pessoais, uma figura masculina. Essa figura não era senão ele, mas melhorado. Era um plágio de uma foto de um moço musculado, cuja cara não é visível.

O caso fez-me reflectir. Afinal, o que temos hoje nessas páginas no separador que diz “amigos”, será apenas um grupo de gente incógnita. Os melhores amigos (não tenham ilusões, isso não se decreta) os que realmente conhecemos, e, na busca de um número engraçado que seja o reflexo da nossa popularidade, um monte de gente sugerida pelo programa,  que adicionámos. Assim, mesmo virtualmente, somos uns gajos interessantes.

O perigo é mesmo esse. Se somos interessantes, viramos duvidosos.

quarta-feira, junho 03, 2009

Há coisas enervantes. A política cada vez mais, a crise cada vez menos, a hipocrisia sempre.
Acho incrível a memória curta das pessoas, qual mentira com a mesma medida de perna.
Isto, devido à época eleitoral que atravessámos. Já não tenho pachorra para os candidatos, que, à imagem do que nos têm habituado, não passam de "betinhos" à procura de um bom resultado para satisfazerem os líderes, ou, no caso do Sr. de cabelo branco, para provarem o sabor de tudo contra o que lutaram durante anos.
Vou votar. Acho que a abstenção não é solução, é apenas o deixar para esses cromos a responsabilidade das opções que deveriam adoptar por aquilo que apregoam.
Vital, como ex-comunista, nunca teria o meu voto. Não por ser ex-PC, mas antes porque se tornou um pasquim. É arrogante, e goza com o povo quando diz que a crise é mais mediática que real. Rangel, não. Não gosto da figura que quase rebenta pelas costuras de tão gordo e os botões de punho irritam-me.
Nuno Melo, talvez. Apenas porque é de Braga, cidade que me é muito querida. Mas quando vejo o Sr. Colgate white ao seu lado, mudo de ideias.
Mais à esquerda, sentia-me contrariar tudo aquilo em que acredito, menos Estado na economia, mais regulação, mas iniciativa privada sempre. Este estado de coisas a que chegou Portugal, onde quem tem muito dinheiro tudo atrasa (obras, falências, julgamentos, leis, segurança, etc.), onde a subsídio-dependência atingíu o ridículo, onde os Réus gozam com os Juízes e estes com os Polícias, onde ser cumpridor da Lei e das regras da sociedade é ser uma espécie de "otário", é o culminar de longos anos de políticas de facilitismo. Desde a criação de subsídios para "escolarizar" quem não quer ir à escola, até subsídios para deixar a toxicodependência, todos estes e mais alguns sempre superiores aos atríbuidos a quem realmente precisa, esta mania do Estado socialista querer dar liberdade para a libertinagem, onde uma miúda de 15 anos não pode fazer um piercing sem a autorização dos Pais, mas pode abortar sem estes saberem, leva-me à triste conclusão que o que deveria ser normal, está a tornar-se raro. A ausência de valores existente na vida política nacional, sem alternativas de valor à vista, leva-me a pensar que se calhar, vou dar o meu voto a um desses movimentos criados recentemente e que, graças à Lei Eleitoral, recebem os 30€ correspondentes. Pelo menos não o vão gastar em bandeiras e bonés para dar aos estoicos resistentes que ainda vão aos comícios.
O SONHO

Pelo Sonho é que vamos
comovidos e mudos
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos.


(Retirado do blogue de uma amiga. Gostei, logo... copy, paste!)
Andei todo o fim-de-semana a pedir um aguaceiro, mas tal desejo não me foi concedido. Parece que o número de pessoas a pedir bom tempo era superior aos incomodados pelo excesso de gente que afluí às praias.
As mamãs a gritar com os meninos, os meninos a ignorar, as mamãs a ameaçar,...
Não há como um dia de calor para recordar que viver na praia se assemelha a uma invasão de propriedade quando há bar aberto. Tudo cá vem ter. Eu até acho muito bem, devia era ter dinheiro para me evaporar ou pagar para a malta fugir para as praias vizinhas. Não que ache que não lhes assista o direito de virem para a praia da Madalena, apenas porque isto perde a piada com a afluência em massa. Fora isso tudo bem.
Um café e um aguaceiro!

terça-feira, maio 26, 2009

Frases que gostei

“A religião não é o ópio do povo, é o placebo.” – Anónimo

“As coincidências são a forma de Deus se manter incógnito.” – Einstein

Como é que é possível de ter gostado tanto de duas frases tão antagónicas? Mas gostei.

Regresso

Após prolongada ausência deste meu espaço dedicado à reflexão (não porque o não quisesse, mas os afazeres profissionais impunham-se), regresso com prazer e com vontade de partilhar algumas frases que me fizeram pensar. Provavelmente, algumas são já conhecidas e todas elas plagiadas. Dou-me ao prazer da escrita, contudo, não me vejo a pensar frases que sejam marcantes e que resumam tão bem alguns dos meus pensamentos.

Um amigo meu tem pendurado na parede da sua empresa o seguinte pensamento:

“É muito melhor lançar-se à luta em busca de triunfo, mesmo expondo-se ao insucesso, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”

Não podia concordar mais. Aliás, acho que é o resumo da minha vida.

terça-feira, abril 28, 2009

Gripe dos porcos

Vulgarmente conhecida como gripe suína, patologia que se coíbe de vir para este caos em que se encontra Portugal.

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Como andam por cá as pandemias, nem os bichinhos aqui chegam. Mas com este piscar de olho a um novo Bloco Central (como se alguma vez nos tivesse abandonado), ainda vai aquecer o ambiente acima dos prometidos 70º que matam os bichinhos.

Eu aposto, que com o aproximar das altas temperaturas de verão, vão mudar o Terreiro do Paço para a Amareleja, terra conhecida pelos recordes de calor. Assim tão chegadinhos ultrapassam com certeza o limiar de resistência da “influenza”.

segunda-feira, abril 27, 2009

Correio publicitário

Andava há uns dias para publicar um texto acerca deste assunto. É incrível a quantidade de publicidade que nos colocam na caixa de correio. Com a quantidade de eleições que por aí vêem, acho que vou colocar o autocolante da praxe para quem não quer receber nada. O pior é que há coisas que até são interessantes, que ocupam espaço sempre útil no wc lá de casa. Sempre nos entretemos enquanto fazemos coisas pouco entretidas em si mesmas. Pode sempre evitar uma espreitadela à cor do produto expelido (os médicos aconselham…), embora ache inevitável olhar, pelo menos, para o papel (enquanto se dobra), ou conhecem alguém que o não faça?

Adiante, o certo é que deveria haver outra forma de seleccionar os panfletos e jornais publicitários, em lugar de os distribuirmos pelas caixas de correio dos vizinhos… 

Ou conhecem alguém que não o faça?

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domingo, abril 26, 2009

Liberdade

 

Nasci pouco antes do 25 de Abril, tendo apenas a experiência daí resultante, mas acho que nestes anos todos, em matéria de liberdade, regredimos. E porquê? Porque perdemos o sentido da palavra. Passamos da vontade de sermos livres ao exemplo de libertinagem. Irrita-me o facto de as pessoas acharem que a liberdade individual é superior à colectiva. Já não há o sentido do bem comum, diluiu-se no tempo. As pessoas acham que não têm nada a ver com tudo o que as rodeia. Já ninguém quer saber dos outros, vivemos cada vez mais fechados em nós e nos nossos, no nosso núcleo de família e amigos. Estamos a tornar-nos um povo egoísta. Éramos uma espécie de bairro antigo, uma Alfama gigante, ou uma Ribeira estendida. Todos nos preocupávamos com os nossos mas sem esquecer o comum. Tudo isso se perdeu para cada um, individuo.

O País está transformado num condomínio de luxo, onde todos entram pela garagem e só nos conhecemos pelos carros. As pessoas da manutenção que tratem do resto...

P.S.: Este texto foi publicado no Blogue Fio-de-prumo, como comentário a um post da autora do dito a respeito do tema. Como autor do mesmo tomei a liberdade de o colocar também aqui.

Pão com manteiga

Hoje volto à escrita. Volto às futilidades que aqui descrevo. Futilidades, não às opiniões. Acho que a blogosfera se tornou uma espécie de coluna do leitor, não auditada, o que no fundo é o reflexo de uma liberdade sem limites. Os limites somos nós mesmos, e eu, como nº primo, acabo agora uma semana em que simplesmente não me apeteceu escrever. Não me fez falta, nem a vós, que eu carinhosamente seleccionei para receberem esta crónica.

Ontem, depois do jogging, depois do banho e já depois de uma bela sopinha, deu-me para comer pão. Nada de anormal, não fosse o caso de eu pura e simplesmente, raramente o fazer. Comi 2 pães COM MANTEIGA! Lembrei-me de repente dos tempos em que era uma raridade em casa dos meus pais haver sequer manteiga. Somos 7 irmãos, comíamos uns 50 a 60 pães por dia, e, dizia a minha mãe, se houvesse manteiga, dobrávamos a quantia. Era pão a mais. Mas, de vez em quando, havia marmelada, geleia, doce de abóbora, e todas aquelas doçarias tradicionais que hoje nenhuma mãe sabe fazer. Mas de todas as iguarias, a que melhor me sabia era mesmo a manteiga. As coisas simples sabem sempre bem. Ontem, ao saborear tal petisco, lembrei os tempos em que a Tia Sílvia me fazia as torradinhas antes de ouvirmos o Terço no seu velho rádio (que ainda guardo). Lembrei os tempos em que, estando o pão “guardado” para não marchar todo de empreitada, fritávamos broa e a enchíamos de  margarina (o colesterol não se queixava…). Lembrei os tempos de Seminário, em que a manteiga se comprava na papelaria a 25 escudos o pacote. Soube-me lindamente.

Enfim, as banalidades dão sentido à nossa existência. Nós somos o nosso passado. A nossa tralha, o que trazemos de experiências vividas, de memorias, de afectos, é o que havemos de levar sempre, não podemos fugir delas. Nem mesmo dos hábitos mais banais e aos quais nem ligamos. Um dia mais tarde, ao recorda-los, havemos de lhes dar o devido valor.

terça-feira, abril 14, 2009

Ruptura

Ruptura com a morte, consequente Ressurreição. Ruptura com o fim-de-semana de Páscoa, consequente depressão. Ruptura com o Mundo, consequente mente sã!

Tá tudo doido!

Então não é que o Dr. Silva Lopes, renomado economista, parece que é ouvido por todos (não por mim), com a maior das atenções e deferências, recomenda (há já vários anos, mas repete-se) o congelamento de salários???? O curioso é que essa personalidade, só no ano passado, por meros 4 meses de trabalho como administrador do Montepio Geral, recebeu mais de 400 mil Euros! Se calhar o ideal, seria começar pelo próprio…

Acho que a figura também é socialista (lol), como muitos que para aí andam, que se dizem solidários (com o dinheiro dos outros). Os administradores da comissão executiva da Galp, receberam o ano passado, enquanto andava o Zé Povinho a contar os tustos para meter alguma gota no charolo, 1800 euros por dia!!! Pasme-se!

O Governador do Banco de Portugal, prestigiado Socialista, diz-nos que isto está no charco, que está muito mau, mas recebe 17.000 euros por mês!

Se calhar faziam melhor figura calados, se calhar não, faziam mesmo. Andaram a apregoar o fim da crise, mas afinal não tinham influência sobre a dita, era o mundo. Então para que é que abrem o bico? Pelo menos estejam caladinhos.

Ruptura com este estado de coisas vai ser mais difícil, mas, esperemos que alguém lá pelo Mundo nos ajude…

quinta-feira, abril 09, 2009

Tripalhadas

Este é o nome do meu outro blogue. Foi o primeiro que criei, só que fiz dele pouco uso. Acho que não coloquei mais que 5 posts na sua longa existência.

Agora iniciei um projecto ali explicado e agradeço que, quem queira, o aprecie e critique. A critica é essencial para quem quer evoluir e crescer.

A mim dava-me jeito que o fizessem.

Pode ser que resulte…

Elefante pintor

Parece que há um que o faz com mestria. Utiliza a tromba (outra extremidade provavelmente destruiria o pincel…) para pintar quadros, qual Picasso da savana, que depois são vendidos ao preço, simbólico, de 100€. As receitas angariadas revertem a favor do Parque Temático que o mamífero habita, parece que no Quénia. A notícia, fazia parte esta manhã do alinhamento da TVI 24. A ausência de temas mais interessantes, levou-os a procurar nos, famosos, documentários do National Geografic.

Eu aconselhava-os a debater antes o facto de nós, portugueses, devido à recessão económica, termos aumentado o consumo de atum, arroz e salsichas. Parece que nos últimos anos tínhamos andado a comer caviar e lagosta. Pelo menos, é essa a justificação para o aumento do consumo daqueles alimentos: A crise. Que nos põe de trombas.

Antigamente, dizem, com a fome provocada pela grande guerra, o alimento dos portugueses resumia-se a sardinhas e broa. Agora a sardinha está cara, a broa danifica o esmalte dos dentes e provoca prisão de ventre.

Se calhar, é melhor dedicar-mo-nos à pintura. Tromba já temos!

quarta-feira, abril 08, 2009

Prorroguem Senhores, prorroguem!

 

"Na sequência da sua decisão de 25 de Fevereiro de 2009, o Conselho de Administração do Banco de Portugal deliberou hoje prorrogar até ao dia 1 de Junho de 2009 a dispensa de cumprimento pontual de obrigações anteriormente contraídas pelo Banco Privado Português", explicou o Banco de Portugal.

O prazo estipulado a 25 de Fevereiro determinava que o BPP estaria dispensado de cumprir as suas obrigações até 14 de Abril.

Os clientes continuarão assim sem acesso aos seus depósitos, assim como quaisquer outras aplicações até dia 01 de Junho.”

Então e a malta não pode prorrogar nada?!?

Não percebo estes senhores que, no dia em que colocam ao dispor das varias instituições de crédito (será que o BPP também tem acesso?) uma base de dados para a consulta do nível de risco de particulares e empresas na concessão de crédito, fazem um anuncio desta natureza.

Então e a base de dados que alerta os depositantes para o risco de colocarem poupanças em algumas instituições por eles reguladas? Imaginem que todos nós invocávamos falta de liquidez para cumprirmos com as nossas responsabilidades. Eu não imagino é o BdP a autorizar um particular ou mesmo uma empresa a faze-lo. Prorrogar responsabilidades a um banco, faz-me pensar nas várias prorrogações que vamos tendo no nosso País a todos os níveis. O caso Casa Pia vem sendo prorrogado desde que começou, o Freeport vai pelo mesmo caminho, o Portucale já “quinou”.

Só o Zé povinho continua a pagar as contas aos credores (os que conseguem), a prestar contas à justiça e a votar sempre nos mesmos…

Estão-nos a prorrogar a democracia!

terça-feira, abril 07, 2009

Obrigado

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Obrigado à empresa de terras de Viriato que comprou a nossa empresa mais emblemática.

Eu nem quero imaginar as voltas que a malta teria de dar nas Caldas para comprar cerâmica que não fosse fálica.

Era uma pouca vergonha…

Lou%C3%A7aCaldasdaRainha

120%

É este o nível de endividamento das famílias portuguesas.

?! Desculpem, mas eu não acho normal!! Então a malta está mais endividada que o BPP e o BPN? Então os milhões para a Qimonda e para o BPN, que afinal estão falidos, não eram mais bem empregues para pagar parte da nossa dívida? É que não estamos a falar do País em geral, onde teriam que ser incluídas as dívidas do Estado e das empresas. Estes 120% são mesmo só o nível do calote das famílias.

Entre freeports e qimondas, mais bpn’s e bpp’s, isto está a ficar pior que sei lá o quê (linda comparação). O estado mete-se tanto na vida das empresas e dos particulares que qualquer dia queremos mudar de canal e temos de meter um requerimento simplex. Eu até acho que simplex, simplex, era mandar estes gajos todos para marte. Ou então, organizar outra luta de almofadas na baixa do Porto, mas, desta vez, para mandar umas bojardas nas trombas dos nossos governantes.

Está bonito, está…

segunda-feira, abril 06, 2009

Expliquem-me

Expliquem-me que eu não percebo.

Porque é que os anarquistas acham que devem destruir tudo o que lhes aparece à frente?

Como é que 23.000 polícias e militares não conseguem dominar 40.000 manifestantes?

Porque é que os gajos do PS acham que nós somos todos parvos?

Porque é que o Portas acha que só ele é que não gosta de bandalheira?

Porque é que os países teimam em olhar para o próprio umbigo, esquecendo que todos precisamos de todos?

Porque é que os anti-capitalismo e anti-globalização compram casa com hipoteca a 40 anos e aplicam poupanças?

Porque é que os Norte-Coreanos, que não têm cães nas ruas porque foram comidos para matar a fome, teimam em lançar mísseis nucleares?

Porque é que os americanos vão colocar escudos anti-mísseis na Europa? Então e o lado de lá?

Não me expliquem se não forem convincentes. 

sábado, abril 04, 2009

Mudei

Mudei o aspecto do blogue. Em primeiro lugar, porque o excesso de branco dá a ideia, errada, de imaculado. Em segundo, porque este modelo (mínima dark, para que se saiba), lhe confere o ar informal que sempre desejei para um livro de pensamentos. O blogue é mesmo isso, um livro onde expresso alguns pensamentos e deixo os amigos espreitar. Espreitar não, eu espeto é com os textos nas vossas caixas de mensagens. Caso o desejem, posso sempre anular o encaminhamento.

Mudei também o horário do jogging. Agora, quem me quiser acompanhar, deve deslocar-se até aqui às 7h. É que a mudança da hora faz com que, ao final da tarde ainda ande muito “maralhal” cá pela beira-mar, e, como o meu parceiro de corrida (o Lord: cão sem raça definida, um dos meus, que me acompanha na ginástica) acha que a praia é dele, enerva-se com tanta presença estranha.

Quanto ao resto, por enquanto, nada mudou.

Por enquanto…

O sexo e a cidade

Parece mal, mas hoje, finalmente, vi o filme. A série, essa, ocupou algumas das minhas horas de insónias em tempos idos. A justificação para só hoje é simplesmente o facto de ter dado esta semana num dos canais de cinema da televisão por cabo e eu ter gravado (esta modernice da Zon Box é fantástica…) para posteriormente apreciar.

O filme é uma desilusão. Apesar de se adivinhar tudo o que ele incluí, é de facto pobre em quase tudo, excepto no argumento. Se transpusermos os acontecimentos para quem quer que seja, o que  de certa forma acontece no final, aplica-se na perfeição. A mulher, por natureza, tende a complicar aquilo que, normalmente, sonha simples. Todas querem fugir com o príncipe encantado, para o país das maravilhas, nos sonhos. Dizem, quase todas, desejar apenas um amor e uma cabana, mas, no fundo anseiam a muito mais. Principalmente quando dissertam sobre a vida amorosa em grupo. Convenhamos que, 4 “gajas” juntas, tornam a vida num caos. Principalmente a das próprias. O filme mostra toda esta faceta feminina.

Tudo começa pelo simples procurar de uma casa de sonho. À 34ª tentativa descobrem a tal. O problema é que quem a compra é o namorado, facto que as amigas fazem o favor de transformar em futuro problema. Se um dia a relação acaba (onde é que eu já vi isto?…) a pobre ficaria na rua. Vai daí as amigas descobrem a solução ideal: casar!

O casamento, embora para o pobre do Big fosse secundário, transforma-se num turbilhão de preparativos para a cerimónia de sonho, que na realidade qualquer mulher (pelo menos a maioria) tem. Fotos para a Vogue, dois verdadeiros experts nos preparativos (o pormenor de serem gays é soberbo, quase que era original, mas para isso só se fosse uma velha solteirona…) e o aumentar permanente do nº de convidados deitam para segundo plano o drama que, entretanto, a relação de uma das amigas, Miranda, se transforma. A ausência de sexo (6 meses) levam o marido a traí-la.

Na véspera do dia D, aumentam as dúvidas do noivo acerca de tal decisão. O epílogo de tais sentimentos é o de, tão só, a deixar no altar. Sem perdão, quando o pobre se arrepende, a noiva desfaz-lhe o bouquet na cabeça e vai para o México mais as amigas carpir mágoas. Tirando o facto de a água local provocar diarreia, os acontecimentos na Lua-de-mel frustrada são mais fúteis que o resto do filme.

Tudo se torna previsível a partir dali, inclusive a password da caixa de mensagens criada pela secretária para as mensagens do namorado. No final vem a simplicidade, como deveria ter sonhado a própria, mas que, como mulher, complicou.

O curioso do filme, é que assistimos a um sem fim de coincidências com o que se passa à nossa volta. Tudo o que é simples sabe melhor. Mesmo nas relações, quando se imagina a perfeição, deita-se fora o que de melhor temos. A dificuldade que as pessoas têm em aceitar a felicidade em vivências tão diferentes das que são estereotipadas, é gritante. Por isso é que existem casais de homossexuais mais felizes que a grande maioria dos heterossexuais. Porque o estereotipado leva ao desleixo e ao desinteresse. Até o facto de se buscar a perfeição na relação, como acontece no filme com a Charlotte (quando deixa o tratamento para a infertilidade e adopta uma criança, engravida) faz com que se complique aquilo que deve acontecer naturalmente.

Hoje em dia, tudo tem de ser perfeito. Daí o mundo de desilusões em que vivemos. Olhem à vossa volta e vejam quantas pessoas, que vivem como se define como normal, são realmente felizes. Quanto a mim, muito poucas. Por isso, continuem a procurar a verdadeira felicidade, porque ela existe, e está onde menos se espera.

É como no filme, afinal e finalmente, o casamento é perfeito para o par, sem convidados, apenas assinando o contrato e fazendo um petisco com os amigos num vulgar restaurante.

 

P.S.: Os meus parabéns ao realizador, que apesar de todos os portáteis no filme serem Mac, ridicularizou o Iphone. Não que me dê qualquer prazer adicional, apenas porque aquilo me parece tudo menos um telefone. 

2º P.S.: A Jessica Parker é muito feiinha. Aquela verruga é horrível. E, por amor de Deus, aquele telemóvel rosa choque com brilhantes é mesmo piroso. 

quinta-feira, abril 02, 2009

Laços

Hoje vou escrever sobre a família. Família não se escolhe, já é velho o dito, temos a que temos e ponto. A minha é um espectáculo, do melhor.

Há quem considere que, quando saímos da casa dos papás, levamos as amarras e fundeamos noutro porto. Eu explico, senão ninguém percebe o que estou para aqui a dizer. Quando fundámos outra família a ideia é criar um núcleo como aquele que deixamos. Daí a malta fazer filhinhos, ter a sogra por perto (ou a mãe) para tomar conta das crianças, enquanto vão vivendo a bela da vida. Marcam-se férias com a nova família, vai-se ligando aos outros, mas já não é o mesmo. Agora as preocupações, as atenções e as reclamações desaguam em nós próprios. Não é o meu caso.

Eu, como bom leviano que sempre fui, não casei. Não tenho, ainda (que eu saiba), filhos, e, sinceramente, não é a minha principal ambição de vida. Acho que passava a ter, novamente, horários no frigorifico, tarefas na porta da dispensa, fraldas debaixo da cama e menos um lugar para adulto no carro. Não estou para aí virado. Se calhar porque tenho uma família, que nunca consegui largar por completo, cheia de tudo isso. Vivo em união de facto, não me apetece casar, e, enquanto me sentir como me tenho sentido nos últimos onze anos assim continuarei. Não que tenha nada contra quem leva uma vida de chefe de família, verdadeiro papá babado até ao dia em que venham as chatices e os desesperos. Até acho interessante, eu é que não tenho jeito.

Agora, devo dizer que tenho Pai, Mãe, 6 irmãos (2 raparigas e os restantes boys)  e 7 adoráveis sobrinhos (com idades que vão dos 17 aos 4), sendo que um deles é também meu afilhado. Acho que, por muito que aconteça, o sentimento de orgulho por os ver crescer e vencerem os obstáculos que se lhes deparam, faz-me pensar que não escolheria família diferente. Mantenho a distância de um Tio que está só de vez em quando, mas, sinto-me na obrigação de estar sempre que eles precisarem de mim. É tudo. E é a função mais adequada para o que eu quero da minha vida, função essa que não dá muito trabalho (sou preguiçoso), não dá noites mal dormidas e no fundo, no fundo, nos mantém como uma família muito grande. Como eu sempre tive. Enquanto tiver esta, sou feliz. E isso é o mais importante.

quarta-feira, abril 01, 2009

Cuidado…

Cuidado, muito cuidado se tiver que cobrar uma dívida. Quem sai para as fazer,  normalmente não volta. Ou volta num caixão.

Cuidado ainda, se for ministro e queira aprovar um qualquer outlet; lembre-se que ainda se pode tornar primeiro-ministro. Ou se foi promovido a ministro e a sua secretária tiver acesso a documentos que o incriminem no desporto de eleição dos poderosos: a fuga aos impostos. Caso não lhe atribua um cargo de relevância é bem capaz de ver os papeis das contas nos jornais sérios.

Cuidado se pedir a algum primo de algum ministro uma “cunha” para aprovar seja o que for. Ainda mete o primo, desconhecedor absoluto de todo o processo, em apuros.

Cuidado se escreve uma carta anónima assinada. Ainda se descobre o seu autor.

Cuidado, acima de tudo, se não for português e queira vir para cá viver. É melhor fazer primeiro um estágio na Sicília ou em Nápoles. É que isto por cá só está bom para os mafiosos. O nosso País está a saque e há que ser perito na arte do saque, senão fica a chuchar no dedo. Que por acaso é o que a grande maioria da malta faz: chucha no dedo…, ah! e, de vez em quando, voltamos a eleger a mesma cambada, senão a coisa não era tão animada.

Cuidado!

terça-feira, março 31, 2009

A verdade da mentira

Ouvi hoje num programa de rádio, que, e apesar de muitos o negaram, todos mentimos. A mentira, está cientificamente provado, é parte integrante do homem enquanto ser racional e social. Há sempre quem diga que não mente, excepto quando a mentira é para o bem de alguém: a chamada mentira piedosa. A verdade é que mesmo essa não deixa de o ser.

A mentira é, convenhamos, o melhor dos expedientes existentes em qualquer relação. Quando o marido chega a casa depois de tomar um cafezinho com a colega de trabalho, se disser a verdade, por muito que as meninas digam que não, está a meter-se num sem fim de trabalhos. Isto para não analisar quando em lugar de um café é uma tarde inteira. E quando o caso é a mulher que não conta ao marido? É infinitamente mais seguro, em todos os aspectos, não contar. Nós homens pomos maldade em tudo, não fossemos nós maliciosos por natureza.

Imaginem que o chefe vos pergunta por qualquer coisa que já devia ter feito e ainda não fez; não lhe diz com certeza a verdade, tipo: “esqueci-me!…”, ou então “tenho coisas mais importantes para me preocupar”. Não, normalmente dizemos: “estou a tratar disso”, ou “não me esqueci, ainda não tenho resposta mas vou ter em breve”. Não que o chefe ou patrão mereça que mintamos, não é isso. O facto é que é uma mentira que mantém as expectativas ao nosso superior, o que sempre nos dá margem para executar a tarefa com mais determinação. Determinados somos mais eficazes. E mais atentos. E o facto de mantermos um segredinho faz-nos sentir vivos, faz-nos pensar nas mentirinhas (que não deixam de ser mentiras) que temos que engendrar para não sermos descobertos. Pensem na quantidade de mentiras que dizemos todos os dias. A grande maioria não tem maldade nenhuma, antes pelo contrário. Não dizemos que a comida estava horrível, ficamos pelo mais ou menos. Não dizemos que o sexo foi mau. Não dizemos que alguém é muito feio, ensinam-nos a dizer que é diferente, ou bonito por dentro. Não dizemos que gostamos de aventuras, apenas que somos fieis. Fiel é o bacalhau! Nós somos mesmo é mentirosos. Todos sem excepção!

domingo, março 29, 2009

Nortadas

Ontem começaram. Não, não foi com o jogo de Portugal com os altos, loiros e pouco toscos suecos, foi mesmo o vento que se tornou forte de noroeste, intenso e gelado, sem dar tréguas. Fez com que a minha corrida de hoje fosse adiada para a manhã de amanhã. Vicissitudes do clima de quem vive à beira-mar. Contudo, também estes dias têm coisas boas, como o facto de os transeuntes da marginal se transfiram para os variadíssimos Shoppings  do grande Porto. Estranhos hábitos que esta gente tem, enfiam-se num carro com a família mais o coitado do cão, e sem destino definido, ocupam o Domingo com um ritual medonho de vai-e-vem sem sentido. Quando os dias estão como esteve  o de hoje enfiam-se num centro comercial a ver as montras. Até na educação e na cultura poupámos nos tempos da outra senhora. Os Museus, as bibliotecas, os teatros ou os livros por si só, são vistos como meios de estudo, autênticos lugares de “grande seca”, que, ou já visitaram aquando da escolaridade obrigatória, ou, visitam quando se trata do museu do clube, onde estarão guardadas as roupas interiores usadas numa qualquer conquista. Triste povo que não procura o conhecimento como forma de desenvolvimento e enriquecimento pessoal. É o que há. O povo e as nortadas.

sábado, março 28, 2009

Como tornar-se doente mental?

Este título, confesso, é plagiado. É o título de um livro que devorei em menos de 4 horas. Obra de um psiquiatra renomado, com várias publicações sobre o exercício da medicina psico de seu nome José Luís Pio Abreu. Este senhor, apercebendo-se da quantidade de obras que mostram variadíssimas terapêuticas para as diferentes patologias do foro psiquiátrico, e das vastas experiências de tratamentos falhados, optou por identificar as patologias conhecidas e conota-las comportamentalmente. Através dos vários sintomas, decifrou os caminhos a seguir para que qualquer comum mortal seja diagnosticado como doente mental. O livro funciona como uma vacina, um alerta para uma série de características que são indiciadoras de doença mental. Não diz que todos o somos, mas diz claramente que todos podemos ser facilmente conotados com aquelas patologias. Confesso que é aterrador verificar, como eu verifiquei, que para todos os tipos de doenças do foro mental, temos alguém, que conhecemos, que ligamos aos sintomas. Eu, identifiquei-me com uma das patologias, o que me leva a pensar que, embora  ainda não me sinta doente, tenho já identificada a maleita.

Como todos temos personalidade, todos temos passado, todos temos manias. Todos temos tendências para coisas que nos transmitem na educação, na nossa formação. Somos tendencialmente parecidos com o que nos ensinam, é um facto. Depois, a nossa cabeça faz o resto. Leva-nos pelos caminhos que decidimos trilhar, chama-se a isto livre arbítrio. É o que eu mais prezo a liberdade que nos fizeram o favor de oferecer, o direito à escolha e a decidir o que achámos melhor, ou que mais nos apraz.

Quanto ao livro, aconselho a sua leitura. Mais que não seja para levarmos o diagnóstico àqueles de quem gostamos e com quem nos preocupamos. Inclusive a nós próprios. Ensina-nos, ainda, a consciencializarmo-nos que a principal terapia somos nós mesmos.

Eu acho que, se não mudar, como bom número 1 que sou, a minha doença mental está entre a obsessão compulsiva e a psicose maníaco-depressiva (agora chamada de doença bipolar – a doença dos génios), mas como não cumpro os requisitos necessários para estar já enfermo, vou tentando controlar tal tendência.

Mantenham-se mentalmente saudáveis, controlem a vossa loucura. Lembrem-se que de médico e de louco, todos temos um pouco.

sexta-feira, março 27, 2009

Musica de sempre e para sempre

Não sou muito destas coisas de publicar coisas de outros no meu blogue, mas, como esta musica é muito mais que fabulosa e uma das musicas da minha vida, aqui fica a homenagem. Há gente que quando canta pára o mundo. Esta musica paralisa-me  todos os músculos, fico inerte, estático a ouvir e a apreciar. Apreciem também.

quinta-feira, março 26, 2009

Sem culpa

Eu não tenho. Acho que por cá ninguém tem. Eu, não fujo à regra, estou inocente.

Hoje, dia em que soubemos que os “culpados da crise têm olhos azuis e são brancos”, diz o Lula, soubemos também que duas figuras caricatas da nossa pitoresca equipa de cromos ligados à política, estão igualmente inocentes. Um diz que o dinheiro que tem na Suíça (cerca de 400 mil €), são sobras das campanhas eleitorais. O outro foi absolvido das acusações que sobre ele pendiam, tendo-se insurgido contra a comunicação social pela campanha que contra ele exerceu.

Eu gostava de saber porque é que a mim, que não sou louro, não me sobra nada. Gostava que os jardineiros da Câmara do Marco me viessem cá tratar do jardim e pintar as paredes. Gostava que me absolvessem depois. Gostava de fugir ao fisco e não ser condenado por isso. Gostava de concluir um curso superior num fim-de-semana, de preferência por e-mail, que eu não tenho fax. Gostava de poder ir até ao Brasil com os velhinhos cá da Freguesia, para que os pobres da sociedade pudessem usufruir das coisas boas da vida. Enfim, gostava de ser profissional da política, os intocáveis. Eu até sou branco, só não tenho é olhos azuis…

quarta-feira, março 25, 2009

Bora emigrar?

É a solução. Hoje ouvi a triste notícia que daqui a 5 anos, mais precisamente em 2014, o país vai à falência. Parece que é quando começamos a pagar tudo o que foi construído, de borla (na altura), no tempo do Sr. Engº que fugiu para casar com outra.

Imaginem o quanto têm que aumentar os impostos para cobrir a despesa que aí vem. A nossa dívida ao exterior é equivalente a 97% do PIB.

Agora imaginem que os senhores que são donos do PIB decidem ir embora. Acho que o melhor é iniciar, JÁ!, uma campanha de charme para que o Sr. Belmiro (conhecido merceeiro – Sonae) e o Sr. Américo (conhecido rolheiro, agora petroleiro) não fujam. Caso saiam baixa o PIB para um número anedótico.

A solução é emigrar. Vou começar a averiguar junto das instituições financeiras qual a nação que mais nos emprestou dinheiro para fazer as tais obras de borla. Vou para lá em Dezembro de 2013. Quem cá ficar que pague.

Aceitam-se inscrições para a viagem. Contactem o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Digam que querem fugir, eles ajudam. Se não ajudarem ameace-os com o pedido do subsidio de desemprego!

O presente

Presente, tempo verbal. Sim porque o presente, ou o tempo presente, a partir do momento que o mencionámos, já passou. Parece complicado mas não é. Nós somos o nosso passado, com ambições para o futuro (ou não), mas o nosso presente não existe. Existe é uma rotina, ou uma vivência comum a muitos outros. É uma soma de muitas experiências que nos faz como somos e nos projecta para o futuro, só não temos é presente. E com a crise, já nem o futuro é certo…

Penso, melhor, pensei, agora escrevo. Acho que devíamos reclamar outra oportunidade. Mas com toda esta bagagem de vida. Regressávamos com maturidade e experiência suficientes para fazermos as escolhas que mais nos aprazem. Era estranho, mas, ou tínhamos depressões com 3 aninhos, ou tínhamos uma vida à nossa maneira. Não que me arrependa da maioria das minhas escolhas (sim, as escolhas são sempre nossas, embora condicionadas pelo destino), mas, sempre aperfeiçoava algumas. Talvez o meu presente fosse melhor, ou pior, seria com certeza diferente.

Mas, e ao contrário da maioria, eu até gosto do meu. Devo andar com o passo trocado. Estão na moda as depressões, seja porque não existe identificação com o presente onde chegaram, seja porque não almejam futuro da vida, ou mesmo porque, depois de um processo de amadurecimento, chegaram à conclusão que tudo isto um dia acaba. O que a vida mais tem de fantástico é mesmo o presente que não é. Já foi. Mas o que tem de mais misterioso e que a torna apetecível é o desconhecimento do futuro. Para a frente tudo é permitido. Os sonhos não pagam imposto, não são proibidos e  nunca são demais. Sonhemos então para o futuro porque este presente, amanhã, já é passado.

sábado, março 21, 2009

Compreensão ou Amor?

Vista assim a questão parece evidentemente feminina, mas não. Sou eu mesmo que divago sobre tal interrogação.

Porquê? Porque num destes dias, enquanto falava com uma amiga, e depois de um momento de azia da parte da dita, desabafei que não estava a perceber tal agressividade. Disse-me que não, que estava a ser normal, o que me assustou ainda mais. No dia seguinte disse-me que, e cito, “as mulheres não devem ser compreendidas, mas sim amadas”. Penso que a citação está correcta, embora admita uma ou outra falha na transcrição. Parece que a frase deve ser respeitada. Eu respeito, mas discordo. A mulher, quando esposa, provavelmente deve ser tratada como tal, com alguma compreensão que advém da cumplicidade existente no casal. Cumplicidade e respeito que, chame-se ou não amor, faz com que algumas atitudes que não pareçam compreensíveis, se tolerem. Agora, amar incondicionalmente é que não! Respeitar, compreender, agradar, tudo bem. Mas se não for mutuo não presta, até porque não há bela sem senão. Quem encontra todos os predicados exigidos na sua cara-metade que desconfie. Quando a esmola é grande…

Assim, e muito sinceramente, acho que era incapaz de amar sem compreender. Deve ser defeito, mas até nisso vejo as mulheres como semelhantes ao homem. Não têm exclusivos no plano intelectual. Ficam-se pelos exclusivos que lhes são conhecidos e reconhecidos por quem quer reconhecer.

Quanto ao amor, na minha modesta opinião, é completamente independente da compreensão. Nem tão pouco implica compreensão. Não é por acaso que o amor tem muito de irracional e para compreender tem, obrigatoriamente, de partir do raciocínio.

Porque será que os emoticons não têm cabelo?

Boa pergunta, não acham?

emoticons

O certo é que não têm. O cabelo não transmite estados de espírito, sendo esse o principal efeito pretendido num emoticon. Ou transmite? De certa forma sim, quando há ausência de cuidado. Ou pelo menos é um indicador da saúde ou sua ausência, da higiene, etc.

As pessoas são muitas vezes avaliadas por aspectos exteriores ao motivo da avaliação, e, o cabelo é das coisas mais avaliadas. Bem como as mãos. Caso se queiram dar ao trabalho, comecem a reparar mais nas mãos das pessoas. Observando com atenção, facilmente aquilatámos a sua área de actividade. Um trabalhador rural, ou um trabalhador da construção não tem as mãos no mesmo estado que um empregado de escritório. Um mecânico distingue-se facilmente de um padeiro.

O cabelo também nos distingue. Só não distingue os emoticons. Estes nasceram carecas. Quando muito usam umas sobrancelhas mais carregadas.

Enfim, banalidades…

domingo, março 15, 2009

Inquéritos

 

O JN tem na edição online o seguinte inquérito:

Inquérito

O governo proibiu os "call centers" de fazerem o consumidor esperar em linha mais do que 60 segundos. Já esteve à espera que o atendessem mais do que esse tempo?

 

Deve ser para rir. Eu acho que nunca esperei foi menos que o tempo que dá o nome aquele programa do Sr. Mário Crespo, o 60 minutos. O JN já nos habituou ao oásis, qual imitador do Povo Livre, em que vivemos sempre que o País, ou seja o que for, é governado pelos homens do partido da rosa. Agora é a vez da campanha eleitoral pró-Elisa. Valha-nos o povo, que não é parvo…

sexta-feira, março 13, 2009

"Starting Over Show"

Do Inglês, começar de novo show.

Ele há com cada maluco! Não é que este título se refere a uma feira dedicada em exclusivo ao divórcio? Quem diria, a imaginação das pessoas não tem mesmo limite.

A feira, vista como uma janela de oportunidade para advogados, detectives privados, astrólogos e, pasme-se, conselheiros matrimoniais. O evento decorrerá em Brighton, uma famosa estância balnear inglesa. Famosa estância balnear inglesa???? Então a famosa não é Albufeira? Adiante…

A organizadora do certame, promete uma palavra de apoio para os, deduz a senhora, tristes solitários. Oferece a todos os visitantes uma fatia de bolo caseiro e um chazinho. Há serviço de babySitting e sessões de autógrafos de vários escritores. No fundo, serve para mostrar os aspectos positivos de uma separação.

Cara senhora: Homem que se divorcia não precisa de taróloga, astróloga ou de um conselheiro matrimonial! Não posso falar pelas mulheres, mas para nós é melhor darem cervejinha e tremoços. Já que vamos continuar a ganhar barriga, que seja com o néctar preferido cá da malta. E quanto ao serviço de babysitting, arranjem antes serviço de massagens. A malta depois da separação fica meia tonta e muito tensa também. Isto é que é o positivo do divórcio.

Vai ver que assim, a feira será um sucesso!

Deixem construir as cegonhas!

Parece que hoje, em Santa Marta de Portuzelo, um dono de uma fábrica desactivada há já 30 anos, decidiu tomar medidas para afugentar as ditas da sua chaminé. O casal de aves decidiu mudar a família para a sua propriedade e fazer ali o ninho para as crias. Ora, como a fábrica está encerrada há tanto tempo, o homem decidiu que ali ninguém constrói merda nenhuma. Era o que faltava! Fechou, está fechado. Ninguém tem o direito de fazer daquilo um lugar feliz.

As cegonhas são já uma atracção lá na terra, tendo um habitante que emprestar várias vezes os seus binóculos para uma melhor observação. Diz o Presidente da Junta que são animais em vias de extinção, eu também acho. Os senhores das finanças também acham, vide a baixa da taxa de natalidade. Daí ter, o Sr. Presidente, sido obrigado a chamar a GNR, que ainda não se deslocou ao local, desconhecendo-se assim, o epílogo de todo este episódio. Esperemos que prendam o prevaricador, que, na minha opinião é o pai cegonha. O moço não tinha nada que ocupar propriedade privada. Curioso é o facto de toda a população ter conhecimento do caso, excepto a GNR. Atentos como sempre aos crimes mais graves, os rodoviários, parece que não tinham ainda reparado nas cegonhas.

quarta-feira, março 11, 2009

O desleixo do casamento

Hoje vou dissertar sobre esse mágico contrato que leva as pessoas à engorda. É raro o moço que casa e não engorda. Pelo menos os que conheço, ou passam os anos no incha e desincha, ou incham e já não conseguem desinchar. Eu por cá continuo no enorme esforço da desincha.

Nós homens adoramos experimentar comidas diferentes. A da mãe, a da tia, a da esposa, a deste restaurante ou daquele. Achamos giro, e realmente tem o seu quê de encantador. É um dos prazeres da vida: Comer.

Vai daí que, como o desejo de qualquer esposa é agradar ao marido, dedicam-se a fazer-nos os nossos pratos preferidos. Salvo raras excepções daqueles casos em que as meninas não sabem cozinhar, e aí quem cozinha é o marido, elas prendem-nos, também, pela barriga. Sim porque depois de a ganhar já se torna muito difícil perde-la. Hão-de reparar que a malta quando se divorcia emagrece.

Eu ando há já algum tempo num esforço titânico no sentido descendente do ponteiro da balança. Consegui perder alguns quilitos extra, mas, quando deixei de fumar, desisti de me pesar. Achei que me iria martirizar escusadamente. Um médico amigo dizia-me que, ou emagrecia, ou deixava de fumar. Vai daí, e como decidi arriscar, desisti de me pesar. Comecei a correr. Agora corro, tipo Forrest Gump, sem destino. A única diferença é que eu não tenho o dia todo livre, vai daí só corro meia horita por dia.

Comecei a desinchar. Como ainda me falta muito para chegar à silhueta que tinha aos 25 anos, vou continuar a correr, e a comer ao pequeno-almoço e ao jantar o segredo. Sim, eu tenho como ementa ideal um segredo. Se assim não fosse, por muito que corresse, com a cozinheira que há cá em casa, nunca mais emagrecia.

Além da barriga, nós gajos, temos o desplante de nos deixarmos transformar no maior dos horrores que elas possam imaginar. Desleixámos-nos  em quase tudo. Transformámos o príncipe encantado no que elas mais temem, o sapo.

Devíamos fazer ao contrário. Talvez melhorar com o tempo, mas isso, só acontece com o Vinho do Porto. Mas tentámos, eu pelo menos estou a tentar. Comecei pela barriguita, daqui por uns anos passo a ferro. Ou não…

segunda-feira, março 09, 2009

Coisas curiosas do meu dia...

Hoje passei por algumas peripécias que gostava de partilhar. A primeira foi o facto de ter visto no Restaurante onde fui almoçar (Grottini, em Gaia, junto ao El Corte Ingles) entre outras revistas disponíveis para leitura, um guia das Funerárias Portuguesas. Acreditem, foi meio caminho andado (tipo código postal), para me lembrar que um dia vou com os porcos, e imediatamente pedir um belo de um vinho tinto. Quando for, vou com muitos prazeres da vida, aquele também já ninguém mo tira.

Não vos aconselho aquele tasco para comida italiana. Se gostam vão antes ao Caruso, na Póvoa de Varzim. Tem uma Lasanha, (e não só), formidável. Quando me dizem que há um Restaurante italiano bom, faço questão de experimentar, mas, até à data, não encontrei melhor que o Caruso, passe a publicidade. E além do mais, diga-se que um Guia das Funerárias não é da melhor literatura para entreter antes de chegar a comida. E a lasanha era foleira.

Outra das curiosidades do dia foi uma notícia que li na Internet, que chega de um daqueles países tolerantes, que tem como Lei uma qualquer palhaçada religiosa inventada (ainda vou ser condenado como o Rushdie. O que vale é que tenho menos audiência…) por um ressabiado que achava que a mulher era electrodoméstico. Sim, a mesma lei, tolerante e moderna que o Hamas quer implementar na Palestina. A lei que diz que a mulher deve andar tapada na rua, não deve olhar de frente para outros homens que não o marido, não pode conduzir, nem fumar, nem beber o que lhe dá na gana. Nem pode dizer mal do líder religioso lá da terrinha. Casa com quem o Pai combinou, nem que seja de arrasto. Pode ser vendida pelo Pai, ou oferecida. Essa dita lei, que já condenou uma miúda, que foi violada, a pena de prisão por ter relações sexuais com um homem que não o marido. Parece que além da pena de prisão (5 meses), foi-lhe também imposto um castigo corporal. Coisa pouca, apenas 300 chicotadas para aprender a ter cuidado com quem a viola. Só pode ser o marido. Ah, e a violência doméstica é coisa que não existe por aquelas bandas. Por lá é um direito do homem e restantes homens da família, caso o moço esteja a precisar de ajuda, ou ache que se for só ele a bater, a coisa é muito leve. Afinal, os homens em grupo são sempre mais animalescos, tentam mostrar-se mais machos que os demais. Eles ainda acham a mulher um ser menor. Não se limitam a não as deixar votar, impedem-nas de viver em liberdade. Por lá ainda não se fala de direitos, elas ainda nem sequer têm deveres. São meros instrumentos de procriação e de uso doméstico.

Vai daí, uma idosa de 75 anos, recebeu em sua casa dois homens que não são seus parentes de sangue. Um deles, que foi por ela amamentado, levou-lhe algumas oferendas (pão, parece), porque, passava por perto e quis visitar alguém que considera como uma Mãe. Como ia com um amigo, achou normal que o acompanhasse. Um foi condenado a 5 meses de prisão e 50 chicotadas, o outro, o que não era para ali chamado, a 6 meses e 60 chicotadas. A velhinha foi condenada a 40 chicotadas!!!!

A sentença foi decretada por um Tribunal. As partes estão a ponderar recorrer a instâncias superiores. Visto assim, até parece normal. Pelo menos têm direito a recorrer.

Ainda há quem diga que os da Igreja Católica é que são intolerantes. Ou não, digo eu.

Homilia 2

Ao contrário de muita gente, e apesar de tudo, não renego as minhas origens nem tão pouco a minha formação católica. Foi isto que aqui escrevi, e reafirmo-o. Já o disse e repito: Ao contrário de muita gente, e contra o politicamente correcto, penso que a formação cristã tem vantagens. Pelo menos no meu caso, ajudou na minha concepção do ser humano e de tudo o que nos rodeia. Ajudou na busca do meu Eu espiritual. Claro que nem tudo são rosas. Há coisas na Igreja Católica, como nas outras, que fazem um homem, por muito católico que seja, perder as estribeiras. Foi este lado que me levou ao afastamento que hoje me mantém longe de todos os rituais e mesmo ideais católicos. O recente caso da excomunhão da criança violada pelo padrasto, levou-me aos píncaros da indignação. Nem eu, nem, creio, muito clérigo, aceita uma barbaridade daquelas. Não faz sentido e conduz-nos à completa descrença em relação aos homens que lideram a cúria romana lá para as bandas de Recife e Olinda.

Mas, devemos sempre dar graças (a Deus, quem quiser) por estarmos na velha Europa. Por cá ainda há tolerância. O que emana dos concílios ou das homilias de qualquer presbítero,  não é já levado a sério. Mas desengane-se quem pensa que a(s) Igreja(s) já não tem influência no quotidiano das pessoas. Ainda tem, e ainda é muito. A diferença é que o povo já não vai em cantigas, e a cultura democrática existente na Europa, ajuda na hora de votar. A mesa de voto é o nosso refugio, e o dos crentes praticantes também. Embora a grande maioria das vezes não o dizerem, na hora de votar deixam Deus à porta. E fazem muito bem.

Daí eu achar que nem tudo o que é dito é bem dito, nem mal. Como diz um amigalhaço meu: É o que é! A única coisa que eu quis fazer foi transmitir uma mensagem que achei extremamente válida. No fundo, sem querer, estava a evangelizar. Todos o fazemos.

Quanto às polémicas declarações dos Cardeais no Casino da Figueira, devo dizer que, apesar de não achar o sítio indicado para o fazer, penso que tanto a polémica dos casamentos com muçulmanos, como a polémica dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e posterior adopção de crianças por parte dos ditos casais, foram bem lançadas. Mais que não seja pelo facto de gerarem polémica e discussão pública. Pelo menos por cá, ao contrário de muitas zonas do globo, ainda se pode discutir o que bem nos apetece, e os clérigos não deverão estar impedidos de tal. Devem sim, é ser um pouco mais comedidos. O que não devemos descurar é o facto de eles terem de fazer passar uma mensagem que, normalmente, não coincide com a de toda a gente, mas, só os ouve quem quer. Eu também não gosto das opiniões de muita gente que por aí se farta de falar, fazer, ou mandar fazer. Mas tenho que levar com eles. É a vida.

Portanto, e finalmente, que o texto já vai longo, o mais importante no meio de tudo isto, com educação católica, protestante, judaica, muçulmana, ou hindu, o importante é sermos gente capaz de fazer o bem. Termos respeito pelos outros, e acima de tudo, sermos e deixar-mos serem os outros, gente livre. O Mundo é de todos nós. E como em qualquer casa, não temos que ser todos iguais, mas temos de conviver.

Boa Semana!

sexta-feira, março 06, 2009

Homem no Arame

Parece que estreia esta Sexta-Feira um filme com este nome. Retrata a maior e mais arriscada proeza feita no Século XX, no campo do espectáculo. Um tolinho, com a ajuda de alguns cúmplices, prepara a travessia, em cima de um cabo de aço, dos mais de 400 metros que distavam entre as duas, desaparecidas, torres do WTC.  Claro que, quando chegou ao fim, foi preso.             

Nunca percebi a atracção que algumas pessoas têm pelo risco. Parece que o fascínio pelo abismo, é apanágio de gente que, ou não tem nada a perder, ou não encontra outra forma de figurar nos cardápios da história. Que pensará um tipo destes? O que o faz subir um dos edifícios mais altos do mundo e achar que não cai? É tanta a confiança que até mete medo.  Mas, ao próprio, parece que medo é palavra que está ausente do seu dicionário. E o homem não caiu. Equilibrou-se.

A nossa vida também é assim. Temos medo, assumimos os riscos das nossas decisões, e, normalmente, não caímos. Somos, quase sempre, craques a manter o equilíbrio. Eu pelo menos, sou um ás. Ando sempre no arame. No trânsito, como quase toda a gente que conheço que faz a barbaridade de KM’s que eu faço, raramente passa um dia sem queimar um vermelhinho, ou um ligeiro excesso na velocidade (nunca muito), um abrandar em lugar de parar num qualquer stop. Quem não o faz? Todos, num certo limite, e com alguma consciência. Às vezes quando penso nos riscos que tomo, até me arrepio. Mas, de todos os que me vêm à memória quando neles penso, nada se aproxima à circunstância bizarra daquele infeliz que morreu na área de serviço da Mealhada. Podiam dar um título a um filme do Hitchcock (tipo, “O homem no Multibanco”) com a fatal circunstância que nem esse mestre do terror era capaz de imaginar tal, horrendo, enredo. Apesar do medo que nos suscitam as situações mais contranatura, a grande maioria das circunstâncias trágicas são as mais absurdas que podemos imaginar. Andamos no arame sem termos essa consciência. E às vezes caímos.

quarta-feira, março 04, 2009

Queridos Anos 80

Noutro dia, enquanto navegava pela criação mais incrível (entre outras) dos últimos anos, a Internet, deparei-me com uma série de rádios on-line dedicadas aos idos e saudosos anos 80. São rádios com um enorme sucesso, parece que devido à qualidade da oferta proporcionada. Confesso que também fiquei, e sou há muito, fã de tudo o que é relativo a tempos idos. Na música e noutras coisas que nunca mais voltaram a ser como foram nos ditos anos. A ausência de responsabilidade que me preenchia o ego, a ansiedade que me fazia desejar o acelerar dos dias para rapidamente almejar o que os meus irmãos mais velhos já tinham. As namoradas, como todas as relações naquelas idades, fugazes. As amizades, puras. Sim, PURAS! Porra, no nosso tempo para se ter um amigo e manter a amizade era necessário espírito de sacrifício e gostar mesmo do amigo. Não se podia mandar um sms para lembrar-lhe fosse o que fosse, tínhamos que nos encontrar. A tecnologia na altura cingia-se a agulhas mais ou menos duradoiras, ou a gira-discos com mais ou menos opções de rotação. Lembro-me que um disco riscado era impossível de recuperar, não havia disco de segurança que nos salvasse. Estávamos na era do Beta e na alvorada do VHS. As sessões de home-cinema, eram reuniões de amigos em casa de alguém que, ou era apaixonado de cinema e tinha todas as novidades, ou alugávamos um filme num vídeo-clube e a despesa era dividida depois de somar a conta da mercearia (pipocas só se fossemos nós a fazer e a malta preferia batatas fritas e cervejinha). De vez em quando lá íamos em grupo a uma qualquer estreia cinematográfica ao Batalha ou ao Coliseu. O Pedro Cem e o Charlot tinham as melhores poltronas e o preço era mais acessível no Terço.

Enfim, era tudo mais puro. Não havia tanta tecnologia, mas já havia alguma, a suficiente talvez. Já víamos televisão mas não tanta como os miúdos hoje em dia. Tínhamos computadores (lembram-se do ZX Spectrum?) que funcionavam com o gravador mais velho lá de casa, o “animal” só arrancava depois de ouvir uns ruídos parecidos com ausência de sinal de TV. Tudo era motivo de partilha. A partilha existia sem ser em ficheiros. Dávamos os parabéns pessoalmente, ou por carta, mas neste caso estávamos sujeitos a que o postal chegasse depois da data. Havia menos ajudas mas tudo era mais puro. Até a música.

domingo, março 01, 2009

Homilia

Tenho formação orientada desde petiz por gente marcadamente católica. Os meus pais proporcionaram-me o Baptismo, primeiro Sacramento da Igreja. Toda a minha família é Católica, e eu não renego as minhas origens. Acho que os pais devem fazer aquilo que pensam ser o mais correcto para a formação dos filhos e os meus acharam por bem educar-me na Fé e Religião Católica. Antes de tudo o demais, em casa, estava a Religião. Rezávamos o Terço, íamos à Missa, à Catequese e cumpríamos todos os passos referentes às diversas épocas, ou Tempos. No Advento e Quaresma, Tempos de preparação, fazíamos jejum (de carne, que nós somos de muito alimento) nos dias indicados e cumpríamos os preceitos cristãos da purificação da Alma e do Espírito para melhor recebermos o Santo Menino ou o Cristo Ressuscitado. No período quaresmal, que iniciamos na última Quarta-Feira (chamada de Cinzas), começa a preparação dos católicos para a Paixão de Cristo. Aqui começa a coincidência com o fim-de-semana que agora acaba. São três dias de entrega, de meditação e de oração pelo sofrimento que levou Cristo à morte na cruz. Em Espinho, desde Sexta-Feira, decorre o Congresso do PS. Também são três dias, não de Oração, mas apenas de consagração de um líder mais parecido com um qualquer ícone religioso. Não é apelar ao sacrilégio, mas façam um exercício de comparação com a Igreja e provavelmente encontram na mensagem que de lá sai mais sinais de incompreensão, de intolerância ou de sobranceria, do que aquela que muitos têm como próprias de seguidores de um Messias. Aprendi que Cristo (Sócrates pensa o mesmo) foi incompreendido, quase sempre injustiçado e, por fim, sacrificou-se pela humanidade. O nosso Primeiro-Ministro acha que é perseguido por alguma Comunicação Social, sente-se o salvador do País, embora nos esteja a enterrar. O homem prepara o partido, qual concílio, para as “batalhas que se aproximam”. É esta sobranceria, esta intolerância, este sindroma de calimero que me faz ser contra estes gajos. Acham sempre que a critica é fugaz e injusta. Tudo o que fazem é para o nosso bem, nós é que somos uns mal-agradecidos e não compreendemos o alcance da bondade do moço. Pelo menos na Igreja ensinavam-me o valor da tolerância (embora por vezes deturpado), não era apanágio dizer mal de todos os demais credos para justificar os males do mundo. Não justificavam  os erros com as outras Religiões. Esse tempo na Igreja, felizmente, pertence ao passado da, pesada, herança que trazemos desde a inquisição e das cruzadas. Difícil é admitir que há algo de errado, mas isso é comum a todos os dogmas.

Daí eu preferir tudo o que é dogmático. É assim, discute-se, mas pouco, ou nada. Melhor, medita-se mas a meditação tem orientação para o dogma. É um meio para atingir uma resposta que, para quem defende o dogma, é obvia. Estes defensores das verdades ditas de esquerda, que se acham mais tolerantes que outros, que apelam ao combate contra os papões do absolutismo (de direita, ou de esquerda, como quando se trata de combater o comunismo), quando se vêm no poder, ganham os tiques que criticam nos outros. Prefiro os que não escondem em vez dos que apregoam mas, quando nos lugares de decisão, fazem o contrário. Acho que não se deve premiar a mentira.

Quanto à Quaresma, acho útil e bastante mais assertiva do que a mensagem dos nossos governantes, a mensagem do Bispo do Porto, D.Manuel Clemente, divulgada no Youtube e que aqui vos deixo para avaliarem.

É por estas e por outras que ainda penso a Igreja Católica como a mais democrática do mundo. As portas não se fecham a ninguém, tudo se pode discutir e não se pergunta a religião de quem se vai ajudar. Esta mensagem pareceu-me mais importante de divulgar e avaliar do que aquelas que saem do Congresso do tal Partido. Está aqui um dos bons exemplos que há naquele credo. Este é um dos legados de Cristo na Terra – solidariedade para com os que precisam. Foi isto também que eu aprendi com os meus pais. Lá em casa o jejum sempre fez sentido. O jejum era sempre o de abdicar de algo que gostássemos muito, em favor de alguém que precisasse mais do que nós. Não faz sentido jejuar apenas carne, apenas pelo mecanismo de não comer isto, mas comer antes aquilo. Torna-se numa simples troca de caprichos. Faz mais sentido a forma a que apela o Bispo do Porto. Jejuemos a favor de quem mais precisa.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Depressão ou pânico?

Ontem, quando regressava do passeio pós-jantar (dos cães), deparei-me com uma situação de emergência. Situação já controlada, pois estava presente uma ambulância com os dígitos do INEM. Como bons tugas, eu e a Maria fomos tentar saber o que se passava. Era uma vizinha que aparentava ter uma simples quebra de tensão. Ora, os portugueses, principalmente os que são hipocondríacos, têm por hábito chamar imediatamente o INEM para uma simples quebra de tensão. Acham que o facto de alguém ficar branco é uma espécie de antecâmara da morte. É quase como um ritual de chegada, quando estamos para morrer, ficamos, inevitavelmente, brancos. E a dita, teve tempo, inclusive, de se deslocar para a casa de uma vizinha, para esta testemunhar o momento. Não fosse a malta desconfiar daquele "transe" ter acontecido ou não. Sim, porque depois quando vamos contar a peripécia, fazemos questão de colocar muita carga emocional no momento: "...tava a ver que morria, nem sentia as mãos de tão gélidas...", ou então "tremia como canas verdes, não me tinha nas pernas...". Ora, com todo aquele frenesim, a vizinha esqueceu-se de ir buscar o filho à escola. Depois de chegar o INEM, ligou ao marido, comunicou-lhe o quão mal estava a vizinha, pediu-lhe para ir buscar o filho da vizinha a uma casa de outra (desconhecida, quase) vizinha (ufa!), comunicando ainda, que não tinha ido buscar o filho. Eram 19h40, sendo que a escola tinha fechado às 19h (coitado do marido), mas a situação da vizinha era grave e exigia atenção. Depois de tudo tratado, aperaltou-se e ingressou na ambulância (estes transportes urgentes não esperam mais que o necessário) para acompanhar a vizinha ao SU do hospital da área, não fossem os médicos não dar conta do recado. O marido da doente, entretanto, chega e vê a ambulância e, como é lógico, segue-a. As vizinhas a bordo, uma quase da cor da cal, a outra a tentar ruboriza-la. Chegam ao Hospital, qual não é o espanto das comadres, dão-lhe uma pulseira da cor do ouro. AMARELO? A senhora tão mal e dão-lhe a cor que faz esperar pelo menos umas 3 horas...
Vai daí decide a doente ir a um hospital privado, fazendo uso do seguro de saúde. Desta vez vão no carro do marido, não sem antes deixar em casa a preocupada da vizinha.
Conclusão feminina (da vizinha): "Foi um mero ataque de pânico! Eu já lhe disse que ela devia ir a um Psiquiatra!"
Deve ser experiência da própria.
Vai daí que um pouco de solidariedade feminina não fica mal à vizinha. Assim, nada como transformar uma quebra de tensão em "ataque de pânico", como se a pobre se sentisse enclausurada na vida que leva, mais que não seja para que a vizinha não se sinta só. Sim, porque por percebê-la (ou não) tão bem, decidiu ir na ambulância para dar o veredicto:
Ataque de pânico - Antecâmara da depressão!
Como diria um amigo meu: "As depressões que elas têm. Não necessariamente por nenhuma razão especial, é mesmo porque têm."
Felizmente, nem todas! Digo eu...

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Pantene ou H&S?

Que raio de dilema fui eu arranjar!
Já viram, isto parece conversa de cabeleireiro. Ou de barbeiro moderno. Sim, porque estes agora também vendem champô.
O caso é o seguinte: Um desses estudos de uma qualquer (renomada) Universidade Americana, chegou à conclusão que os homens usam, na larga maioria, champô anti-caspa. E as mulheres, normalmente apostam em marcas que se conhecem pelo cheiro agradável que emanam. Ora eu acho que não há como o cheiro de um cabelo acabadinho de lavar com Pantene. Mas como macho, sinto-me na "obrigação" de usar um anti-caspa, tipo H&S (até pareço tocado pela publicidade), ou outro qualquer, Linic ou Dercos (que também é anti-queda, coisa de que não sofro, felizmente, mas mesmo que sofresse não me preocuparia). A questão apenas se mantém no facto de homem que é homem usa champô contra a "neve" do casco. Não podemos andar aí armados em "gaja" com um cheirinho no cabelo melhor que o do sovaco. Era o que faltava. Então o homem não se quer "a cheirar a cavalo e (mais ou menos) porco"? Parece que já não. A parte animal já não conta assim tanto.
Devo dizer-vos que estamos a chegar ao ponto em que a publicidade aos cremes para as diversas partes do corpo, às loções de beleza, etc., têm cada vez mais que se começar a virar para os homens. Nós não gostamos de admitir, mas também nos preocupamos com essas coisas. Nós Europeus, porque ao que parece os americanos são um pouco diferentes, esses ficam-se pelo anti-caspa e pelo sabão para o resto do corpo. Afinal, nestas coisas da beleza, os latinos são sempre pioneiros.
Bem dizia o meu Técnico da Tesoura, "...o cabelo é das coisas em que mais se repara!". O sapateiro tem outra opinião, mas essa fica para quando sair um qualquer estudo acerca do que calçámos...